DISTRITO INDUSTRIAL
Executado pelo Governo de MT, obra do gasoduto atinge 99% de execução em Cuiabá
A conclusão da rede canalizada de gás está prevista para dezembro de 2024
Política
As obras do gasoduto, destinada a abastecer as empresas do Distrito Industrial na Capital com gás natural da Bolívia, já estão 99% executadas. Feita com apoio do Governo do Estado, por meio da MT Gás e MT Par, órgãos vinculados a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a obra busca o desenvolvimento energético já presente em várias outras regiões do país.
Iniciadas em 2022, as obras da rede de distribuição de gás natural estão planejadas para serem entregues até o fim de 2024. O novo gasoduto tem como objetivo oferecer uma nova matriz de energia elétrica para as empresas do Distrito Industrial, reduzir custos e incentivar o uso de uma fonte energética mais limpa nas empresas.
Para o secretário César Miranda, o avanço e a conclusão das obras do gasoduto representam um marco para o Estado, além de validar o compromisso do Governo de Mato Grosso com a inovação e a sustentabilidade.
“Essa nova infraestrutura vai permitir a economia nas empresas e também a redução da poluição, tornando o Distrito Industrial ainda mais competitivo. O resultado desse empreendimento também vai gerar mais oportunidades de emprego, de renda, de desenvolvimento econômico e de produtos regionais com preços mais acessíveis para a população”, conta.
O presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues, ressalta que o gás natural, além de ser uma opção mais sustentável, também é o mais econômico em comparação com o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), óleos combustíveis e biomassa.
“A economia não se limita apenas aos preços diretos da energia, mas também inclui reduções em custos como transporte, manutenção, mão de obra e espaço físico necessário para armazenar o combustível. Estamos prontos para iniciar a licitação da operação, com a rede testada e pronta para fornecer gás aos clientes do Distrito Industrial”, afirmou Aécio.
Em comparação com o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás natural pode ser de 27% a 35% mais barato. Quando comparado aos óleos combustíveis, a economia pode variar de 3% a 30%, dependendo do tipo de óleo utilizado. Já em relação à biomassa, como cavaco de madeira ou lenha, a economia fica entre 2% e 12%.
Para o presidente da MT Par, Wener Santos, a infraestrutura reforça o papel do Estado na melhoria contínua das condições para as empresas locais e para a população em geral.
“A construção do gasoduto no Distrito Industrial é uma importante obra do Governo de Mato Grosso para o desenvolvimento das empresas, que estão hoje na região. Elas ficarão mais competitivas no mercado e terão acesso a uma matriz energética sustentável e mais barata”, ressalta Wener Santos.
Atualmente, o sistema de fornecimento de gás natural no Distrito Industrial de Cuiabá dispõe de 24 ramais instalados, que atendem as 183 empresas já estabelecidas na área. Com uma capacidade de vazão de mais de 5,58 milhões de metros cúbicos por mês, o sistema está preparado para atender tanto a demanda das empresas existentes, quanto a de futuras empresas interessadas.
Política
CMO analisa crédito de R$ 24,9 milhões para AGU e segurança da Amazônia
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) analisa o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 10/2026, que abre crédito especial de R$ 24,9 milhões no Orçamento em favor da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Educação.
A maior parte dos recursos será destinada à AGU, que receberá cerca de R$ 14,9 milhões (60% do total) para viabilizar contribuição eventual à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Os recursos serão usados em atividades de cooperação técnica, capacitação e difusão de jurisprudência em direitos humanos, além da manutenção da adimplência do Brasil junto à instituição.
O Ministério da Justiça receberá aproximadamente R$ 9,9 milhões (39,7%) para ações do Fundo Nacional de Segurança Pública. Entre as medidas previstas, está a execução do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas ), que busca combater crimes na Amazônia Legal e é financiado com recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia. Os recursos também devem ser destinados à construção de bases operacionais em Altamira (PA) e Araguatins (TO), além de ajustes em obras em andamento em Presidente Dutra (MA), Rorainópolis (RR) e Uiramutã (RR).
Já o Ministério da Educação contará com cerca de R$ 74 mil (0,3%) para a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, destinados ao pagamento de contribuição à Associação Grupo de Tordesilhas de Universidades, no âmbito das contribuições regulares a organismos internacionais de direito privado.
De acordo com a proposta, os recursos para abertura do crédito virão de excesso de arrecadação de doações nacionais, no valor de R$ 9,9 milhões, e de anulação de dotações orçamentárias, no montante de R$ 15 milhões. O PLN ainda precisa ser analisado pela CMO e, posteriormente, pelo Plenário do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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