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GOVERNADOR CRITICA MARINA SILVA: “FAZER PREVISÕES APOCALÍPTICAS NÃO RESOLVE ABSOLUTAMENTE NADA”

Segundo a ministra, diversos fatores contribuíram para esse cenário, incluindo mudanças climáticas, baixa pluviosidade, altas temperaturas e queimadas

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O governador Mauro Mendes (União) expressou críticas à ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, por sua declaração de que o Pantanal corre o risco de desaparecer até o final do século.

A declaração ocorreu na semana passada durante uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado.

“Fazer previsão pessimista, não adianta. Fazer previsões apocalípticas não resolve absolutamente nada”, pontuou Mauro à imprensa.

Segundo a ministra, diversos fatores contribuíram para esse cenário, incluindo mudanças climáticas, baixa pluviosidade, altas temperaturas e queimadas.

“Que existe uma mudança climática, isso é fato. Então vamos fazer o seguinte, todo mundo vai ter que parar de emitir gás carbônico, segundo cientistas, mas o mundo, que cobra o Brasil, não faz a sua parte”, completou o governador.

“Nós estamos cooperando em conjunto com outros estados, temos um trabalho em conjunto com Mato Grosso do Sul, que foi feito no Pantanal, ajudamos eles em um momento crítico, eles nos ajudam também. Tudo que podemos fazer, nós estamos fazendo. Não dá para colocar um carro-pipa em cada propriedade”, concluiu.

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Projeto exige audiência antes da soltura de agressor de mulher

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O Projeto de Lei 1922/26, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), altera a Lei Maria da Penha para prever que agressores de mulheres participem de uma audiência antes de serem colocados em liberdade após a revogação da prisão preventiva ou a concessão de liberdade provisória.

O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

A audiência, que será realizada em até 24 horas da expedição do alvará de soltura, também servirá para reforçar as medidas protetivas em vigor e poderá encaminhar o agressor a programas de recuperação e reeducação.

Laura Carneiro afirma que a proposta busca ampliar a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, reforçando o cumprimento das medidas protetivas quando o agressor deixa a prisão.

Segundo a deputada, o comparecimento obrigatório à audiência reafirma o compromisso do agressor com o processo penal e permite que ele seja formalmente alertado sobre as consequências do descumprimento das medidas impostas.

“Esse é mais um esforço relevante para garantir proteção à vítima em sua realidade concreta e constranger o agressor ao afastamento e à contenção de seus impulsos violentos”, afirmou a parlamentar.

Próximos passos
O PL 1922/26 será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcia Becker



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