leis mais duras
Virgínia quer endurecimento de leis penais para coibir feminicídios e critica legisladores homens: ‘não pensam nas mulheres’
“A gente precisa mudar essa lei, que é uma lei arcaica e muito antiga”, diz Virgínia Mendes
Política
A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, voltou a tecer severas críticas contra às leis penais brasileiras. Em recentes declarações, ela manifestou muito a sua grande preocupação com a impunidade em casos de feminicídio e defendeu a necessidade de mudanças profundas na legislação penal para coibir esses crimes, como forma de proteção às mulheres.
Virgínia argumenta de que a atual legislação não tem sido eficaz na prevenção e punição dos feminicídios. Segundo a primeira-dama, é preciso agir de forma mais enérgica para garantir que os criminosos e agressores sejam responsabilizados por seus crimes e que as mulheres tenham mais segurança no seu dia a dia.
“Não é o governo do estado, nem o governo municipal [que elaboram as leis], são os nossos representantes em Brasília, são os nossos deputados federais, nossos senadores, o presidente, os ministros. Eles têm que lutarem para que as mulheres não passem mais por isso [serem assassinadas por serem mulheres]”, disse em entrevista à imprensa.
“A gente precisa mudar essa lei, que é uma lei arcaica e muito antiga, o Brasil precisa mudar. Nós precisamos trabalhar e lutar por isso, porque as nossas mulheres estão morrendo. Isso a gente vê com frequência. Há poucos dias foi a filha do Cattani que é um deputado. Estamos pedindo para os deputados, para quem está no poder, para o presidente da República, que olhe por nós, por nós mulheres, por todas nós, porque hoje pode ser a sua irmã, a sua esposa, a sua filha, ninguém está livre disso”, desabafou.
Na avaliação da primeira-dama, há uma má vontade dos legisladores na promoção de políticas para as mulheres. “Eu acho que falta vontade política porque a maioria são homens e os homens geralmente não pensam muito nas mulheres, então falta isso”.
Mato Grosso registrou 46 feminicídios em 2023, segundo os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho. O estado está com a taxa superior à nacional.
Só no no ano passado foram registrados 103 homicídios contra mulheres. Já com relação ao feminicídio, foram registrados 46 casos. Isso representa uma taxa de 2,5 por 100 mil habitantes. A taxa é superior à nacional, que registrou 1,4 por 100 mil habitantes.
Política
ALMT apresenta Troféu Parlamento a estudantes de Jornalismo e Publicidade
A Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Secom/ALMT) visitou, na última quinta-feira (3), cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda de instituições de ensino superior de Cuiabá e Várzea Grande para apresentar a 2ª edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A iniciativa busca aproximar os universitários do Poder Legislativo estadual e estimular a produção de conteúdos sobre o impacto das leis e das políticas públicas na vida da população.
Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, o prêmio conta novamente com uma categoria exclusiva para universitários. A proposta é reconhecer trabalhos que contribuam para ampliar a compreensão sobre o papel da Assembleia Legislativa e sua atuação em áreas que impactam diretamente o cotidiano dos mato-grossenses.
Para o secretário-adjunto de Comunicação da ALMT, José Marques, o diálogo com as universidades é uma forma de apresentar aos jovens o funcionamento do Legislativo. “Trazer isso para os universitários é uma ferramenta, uma ação muito importante para que nós possamos reforçar qual é o trabalho do legislativo e o que ele impacta na vida das pessoas”, afirmou. Ao lado do jornalista da Secom Márcio Moreira, ele apresentou aos estudantes detalhes do concurso.
Segundo Marques, a temática escolhida também busca aproximar a sociedade das atividades parlamentares e mostrar seus efeitos na vida da população. “A gente está mais uma vez colocando em pauta o papel da Assembleia e o resultado dessas políticas públicas na vida da população mato-grossense”, explicou.
A iniciativa despertou o interesse dos acadêmicos. Estudante do 5º semestre de Publicidade do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Nathan Basualdo pretende participar do concurso. Para ele, a premiação representa uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos na graduação e mostrar como a comunicação pode aproximar a população de temas relacionados à legislação.
“É uma oportunidade excelente tanto para mim como estudante quanto para o profissional. É a chance de mostrar o que eu sou capaz de criar e como a Assembleia Legislativa impacta diretamente na sociedade”, destacou.
Bruna Ribeiro de Amorim, estudante de Publicidade da Univag, considera que o concurso pode contribuir para sua formação e representar um diferencial profissional. “Poder falar que participei de uma premiação dessa já é algo forte. Demonstra o meu desempenho e o meu esforço para me tornar uma profissional relevante no mercado”, afirmou.
Na Universidade de Cuiabá (Unic), o acadêmico de Jornalismo Alison Pacheco também demonstrou interesse em participar do prêmio. “É uma maneira de reconhecer o nosso trabalho, nós que somos estudantes, e também uma maneira de mostrar para a sociedade os projetos de lei que a Assembleia Legislativa vem fazendo”, disse.
Para a coordenadora do curso de Publicidade da Univag, Caroline Araújo, a categoria universitária incentiva os futuros profissionais a conhecerem novas possibilidades de atuação. “Todo prêmio, quando coloca os universitários, os acadêmicos, ele é incentivador. Faltam mais premiações que busquem fazer esse incentivo para quem está na academia, para enxergar o mercado de outra maneira”, avaliou.
Segundo a professora, a participação em concursos complementa a formação acadêmica ao aproximar teoria e prática. “O aluno não entra em uma faculdade e vai aprender tudo ali dentro. Ele vai aprender na simbiose que existe entre a sala, a prática e o externo”, explicou.
Professora dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Unic, Elizabeth Neves também destacou o potencial da iniciativa para ampliar o conhecimento sobre o legislativo entre os jovens. “Isso reverbera na família, no ambiente dos amigos, em quem os cerca. Eles vão estar atentos ao papel real da Assembleia Legislativa na sociedade”, afirmou.
Premiação — O Troféu Parlamento contempla cinco categorias: Telejornalismo, Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário. Em todas elas, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e uma Placa de Homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e uma Placa de Homenagem.
As inscrições seguem até 9 de novembro. Os participantes podem consultar os canais oficiais da ALMT em busca de pautas relacionadas a leis, direitos, políticas públicas, fiscalização, audiências, comissões e debates de interesse da sociedade.
Mais informações e o regulamento estão disponíveis no site trofeuparlamento.com.br.
Fonte: ALMT – MT
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