DANOS MORAIS

Procurador-geral será testemunha de defesa de Mauro Mendes contra deputado

Ação que requerente pede R$ 50 mil em indenização por danos morais e a condenação do deputado federal Emanuelzinho (MDB)

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Política

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Deosdete Cruz Júnior, procurador-geral da Justiça, será testemunha de defesa do governador Mauro Mendes (União), em uma ação que requerente pede R$ 50 mil em indenização por danos morais e a condenação do deputado federal Emanuelzinho (MDB), no mínimo 2 anos de prisão, por conta da declaração feita durante entrevista.

O procurador foi acusado pelo deputado de “proteger” a gestão do governador, arquivando e rejeitando várias denúncias. Ele é alvo de uma denúncia do parlamentar no Conselho Nacional do Ministério Público, por aparentemente ter sido omisso ao uso pelo governador de um avião usado para UTI, para que ele fosse em uma festa em outro estado.

Conforme a ação, o parlamentar teria atacado a sua honra com ataques pessoais, que não se encaixam no direito da imunidade parlamentar, quando o político faz declaração dentro de sua atuação como parlamentar. Mendes reclama de que o deputado teria dito que o governador “mente muito” e que teria colocado “laranjas” em suas empresas, que estariam cometendo crimes ambientais.

“O governador Mauro Mendes fala muita mentira, então… Ele tende a inverter a ordem das coisas, ele tende a querer desviar o foco das coisas, para propagar ações que não existem, ações que não são realidades, especialmente na pauta ambiental, quando nós sabemos que ele e as empresas dele, e pessoas que ele coloca enquanto laranjas, estão aí depredando o meio ambiente com mercúrio, com produtos tóxicos à natureza e ao meio ambiente, então não vejo qualquer coerência nessa pauta ambiental ou no ambientalista que o Governador Mauro Mendes quer se vender”, disse Emanuelzinho no programa Roda de Conversa de TV Mais em abril deste ano.

A defesa do governador reclama da declaração do deputado sobre a Operação Espelho, que investiga um esquema de formação de cartel para fraudar contratos com a saúde do Estado, e tendo ajuda de agentes públicos.

“Observa-se, portanto, que o querelado distorceu a realidade e imputou fatos criminosos, os quais sabia serem falsos, a Mauro Mendes Ferreira, dizendo que ele participou de esquemas voltados ao desvio de dinheiro público no importe de R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais). A conduta irrogada à vítima, no caso concreto, pode configurar, em tese, o crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal (“apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio”, questiona na ação.

“Como é de conhecimento geral, o querelante exerce o segundo mandato eletivo como Governador do Estado de Mato Grosso, possuindo, por essa razão, notoriedade em âmbito estadual. Além disso, Mauro Mendes Ferreira manteve, ao longo dos seus 60 anos de idade, uma reputação ilibada, tanto no que diz respeito à sua vida pessoal quanto no que concerne à sua atuação como representante público, que, notadamente, remonta há mais de 10 anos”, completa a defesa.

A ação corre na 10ª Vara Criminal de Cuiabá.

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CMO analisa crédito de R$ 24,9 milhões para AGU e segurança da Amazônia

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) analisa o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 10/2026, que abre crédito especial de R$ 24,9 milhões no Orçamento em favor da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Educação.

A maior parte dos recursos será destinada à AGU, que receberá cerca de R$ 14,9 milhões (60% do total) para viabilizar contribuição eventual à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Os recursos serão usados em atividades de cooperação técnica, capacitação e difusão de jurisprudência em direitos humanos, além da manutenção da adimplência do Brasil junto à instituição.

O Ministério da Justiça receberá aproximadamente R$ 9,9 milhões (39,7%) para ações do Fundo Nacional de Segurança Pública. Entre as medidas previstas, está a execução do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas ), que busca combater crimes na Amazônia Legal e é financiado com recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia. Os recursos também devem ser destinados à construção de bases operacionais em Altamira (PA) e Araguatins (TO), além de ajustes em obras em andamento em Presidente Dutra (MA), Rorainópolis (RR) e Uiramutã (RR).

Já o Ministério da Educação contará com cerca de R$ 74 mil (0,3%) para a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, destinados ao pagamento de contribuição à Associação Grupo de Tordesilhas de Universidades, no âmbito das contribuições regulares a organismos internacionais de direito privado.

De acordo com a proposta, os recursos para abertura do crédito virão de excesso de arrecadação de doações nacionais, no valor de R$ 9,9 milhões, e de anulação de dotações orçamentárias, no montante de R$ 15 milhões. O PLN ainda precisa ser analisado pela CMO e, posteriormente, pelo Plenário do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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