PARA BANCADA FEDERAL
Mauro se compromete a apresentar lista de projetos idealizados para o estado
A bancada de Mato Grosso em Brasília tem quase R$ 1 bilhão para indicações
Política
Em reunião com os parlamentares no gabinete do Palácio Paiaguás, governador Mauro Mendes (União), se comprometeu a apresentar para a bancada federal de Mato Grosso uma lista de projetos idealizados pelo estado, para os oito deputados e três senadores consigam destinar emendas impositivas para a concretização.
Segundo o governador, a bancada de Mato Grosso em Brasília tem quase R$ 1 bilhão para indicações; recursos que segundos ele, precisam ser aplicados em projetos que de fato sejam importantes.
“O governo vai apresentar um conjunto de obras, ações, que nós podemos desenvolver o ano que vem, para as quais eles poderão aportar recursos junto com o governo para maximizar essas ações e o resultado ser mais rápido, mais efetivo. Pode acontecer de perder recursos, perder tempo, o que não é bom nem para eles, nem para o governo e muito menos para o Mato Grosso”, afirmou Mauro.
Ressaltou ainda que as emendas não devem ser destinadas somente para as capitais e sim para o estado todo. Afinal, é a bancada federal que representa Mato Grosso.
“Cada deputado lá tem setenta e poucos milhões de reais, estão quase R$ 1 bilhão que está na mão da bancada federal. É muito dinheiro, precisa ser melhor aplicado”, concluiu.
Política
Mauro Mendes considera “estranha” migração de votos para Lula após derrota de Flávio
O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), classificou como “muito estranha” a migração de votos no segundo turno da eleição presidencial, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Para o ex-governador, o comportamento do eleitorado contrariou suas expectativas, especialmente diante do perfil conservador de Mato Grosso.
“É muito estranho. Estado de direita como o nosso, o estado de Mato Grosso. A maior parte da migração dos votos do primeiro turno foi para ele”, declarou Mauro, ao comentar o resultado da votação realizada no domingo (25).
Apesar de questionar o cenário, o senador eleito afirmou que não pretende especular sobre as razões que levaram ao resultado. Ele destacou que não há elementos suficientes para atribuir a movimentação dos votos a uma causa específica.
“É algo que merece ser estudado e eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”, afirmou.
Antes do encerramento da apuração, Mauro demonstrava confiança na vitória do candidato do PL. No domingo, ele chegou a projetar que Flávio Bolsonaro venceria a disputa presidencial com uma vantagem de quatro a cinco pontos percentuais. A previsão, no entanto, não se confirmou.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos em âmbito nacional, enquanto Flávio obteve 48,21%, segundo os resultados divulgados após a apuração.
Em Mato Grosso, o cenário foi diferente. Flávio manteve ampla vantagem, com 66,06% dos votos válidos, contra 33,94% do petista. O resultado estadual, portanto, não acompanhou a tendência nacional apontada por Mauro ao comentar a migração de votos.
Lula ampliou votação em Mato Grosso
Embora tenha sido derrotado no estado, Lula recebeu mais votos no segundo turno do que na primeira etapa da eleição. O petista passou de 581.681 para 694.067 votos, um acréscimo de 112.386. Flávio também ampliou sua votação, passando de 1.298.581 para 1.350.912 votos.
Os números mostram que ambos cresceram em quantidade de votos entre os turnos, mas o aumento da votação de Lula foi maior em termos absolutos. Isso, isoladamente, não permite identificar de quais candidatos vieram os votos adicionais, já que a comparação também depende do comparecimento dos eleitores e de outros fatores eleitorais.
Senador diz que prioridade será trabalhar pelo país
Apesar da derrota de seu aliado, Mauro afirmou que pretende exercer o mandato no Senado com foco nas demandas nacionais, independentemente das divergências políticas com o presidente reeleito.
O senador eleito também manifestou preocupação com a situação fiscal do Brasil e com os desafios econômicos que, em sua avaliação, deverão ser enfrentados nos próximos anos. Entre os pontos citados estão o crescimento da dívida pública e o déficit da Previdência.
Mauro assumirá o mandato no Senado em fevereiro de 2027.
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