Educação em Cuiabá

Botelho apoia gestão participativa de escolas municipais e pede que escolha de diretores fique para próximo ano

Botelho diz que é a favor da gestão participativa, que é a eleição nas escolas, mas que coincida com o mandato do prefeito que está entrando

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Política

AL-MT

Deputado Eduardo Botelho (União), presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT) e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, afirmou ser favorável ao projeto de participação participativa nas escolas da rede municipal, com eleição para a escolha para os membros da equipe gestora, como o cargo de diretor.

O parlamentar destacou, no entanto, que a nomeação dos diretores das escolas não seja feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que encerra seu mandato em dezembro deste ano.
“Não, eu sou a favor da gestão participativa, eu sou a favor das eleições das escolas, mas que coincida com o mandato do prefeito que está entrando. Para que esses diretores que forem escolhidos assumam compromisso de metas e objetivos que nós estamos criando”, afirmou, nesta quinta-feira (04), após reunião com representantes da Educação municipal.
“E esses diretores, se eles forem decididos pelo próximo prefeito, beleza, eu sou a favor, inclusive é um dos planos nossos, colocar a gestão participativa nas escolas. Não dá para quem está saindo nomear os diretores que não terão compromisso nenhum com o que nós estamos propondo aqui. Então isso nós não vamos aceitar agora. Para a próxima gestão sim”, completou.
Na próxima semana, a Câmara de Cuiabá deve analisar projeto encaminhado por Emanuel que estabelece a gestão participativa nas unidades educacionais do município. O Sintep, que representa os servidores da Educação, marcou uma paralisação para a próxima terça-feira (09), para que lotem as galerias do Legislativo.
Na semana passada, com a pressão da categoria e a possibilidade de rejeição da matéria em plenário, o líder do prefeito, Marcrean Santos (MDB), retirou o projeto de pauta.
Entre os pontos trazidos pela proposta, está a formação de uma lista tríplice para o cargo de diretor das escolas. A nomeação fica a cargo do prefeito.

 

 

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Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT

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Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.

Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.

Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.

O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.

Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.

Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.

Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.

“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.

O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.

As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.

“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.

Fonte: ALMT – MT



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