PRIMEIRA REUNIÃO
Botelho: Encontro com Virgínia Mendes foi bom, primeira-dama externou sobre questões sociais pra Cuiabá
Foi uma conversa boa, uma conversa de amigos, uma conversa bem legal, bem aberta entre mim e ela
Política
O presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT), deputado Eduardo Botelho (UNIÃO), classificou como ‘bom’ e muito esclarecedor, o primeiro encontro que teve com a primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes (União). O pré-candidato à disputa das eleições de outubro, para a prefeitura de Cuiabá, disse que queria muito ouvir as sugestões de propostas da primeira-dama para a área social de Cuiabá.
“Tivemos essa pré-conversa ontem, começamos uma conversa e ainda não ficou bem alinhado. Mas foi uma conversa boa, uma conversa de amigos, uma conversa bem legal, bem aberta entre mim e ela. Agora vamos continuar conversando”, disse Botelho nessa quarta-feira (3).
Quanto ao possível apoio, Botelho diz que na sua opinião, ele já vê Virgínia como uma aliada, e que tem buscado o apoio oficial, mas que a palavra final é dela. “É o que eu espero [o apoio]. Eu estou buscando isso, estou esperando isso, estou lutando por isso. E ontem foi a primeira conversa. Ela vai apresentar algumas sugestões, algumas propostas pro social para que eu acate ou não, mas que discuta com ela, nós vamos continuar nessa discussão”, completou.
Botelho lembra que é o candidato do grupo do governador, do partido que Virgínia é filiada, e que isso facilitaria o apoio da primeira-dama. Sobre nome para vice, Botelho disse que não houve essa conversa, já que ela será uma discussão mais ampla e com os partidos da base aliada do governo.
Apesar da declaração, Virgínia tem participado da discussão de vice. Ela chegou a impedir a exoneração da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Bugalho, que era uma das cotadas como vice. “Pedi que ela permanecesse no Estado. Preciso dela na secretaria de Assistência Social, ela está fazendo um ótimo trabalho”, disse em recente entrevista. .
Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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