PRIMEIRA REUNIÃO

Botelho: Encontro com Virgínia Mendes foi bom, primeira-dama externou sobre questões sociais pra Cuiabá

Foi uma conversa boa, uma conversa de amigos, uma conversa bem legal, bem aberta entre mim e ela

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Política

AL-MT

O presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT), deputado Eduardo Botelho (UNIÃO), classificou como ‘bom’ e muito esclarecedor, o primeiro encontro que teve com a primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes (União). O pré-candidato à disputa das eleições de outubro, para a prefeitura de Cuiabá, disse que queria muito ouvir as sugestões de propostas da primeira-dama para a área social de Cuiabá.

“Tivemos essa pré-conversa ontem, começamos uma conversa e ainda não ficou bem alinhado. Mas foi uma conversa boa, uma conversa de amigos, uma conversa bem legal, bem aberta entre mim e ela. Agora vamos continuar conversando”, disse Botelho nessa quarta-feira (3).

Quanto ao possível apoio, Botelho diz que na sua opinião, ele já vê Virgínia como uma aliada, e que tem buscado o apoio oficial, mas que a palavra final é dela. “É o que eu espero [o apoio]. Eu estou buscando isso, estou esperando isso, estou lutando por isso. E ontem foi a primeira conversa. Ela vai apresentar algumas sugestões, algumas propostas pro social para que eu acate ou não, mas que discuta com ela, nós vamos continuar nessa discussão”, completou.

Botelho lembra que é o candidato do grupo do governador, do partido que Virgínia é filiada, e que isso facilitaria o apoio da primeira-dama.   Sobre nome para vice, Botelho disse que não houve essa conversa, já que ela será uma discussão mais ampla e com os partidos da base aliada do governo.

Apesar da declaração, Virgínia tem participado da discussão de vice. Ela chegou a impedir a exoneração da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Bugalho, que era uma das cotadas como vice.   “Pedi que ela permanecesse no Estado. Preciso dela na secretaria de Assistência Social, ela está fazendo um ótimo trabalho”, disse em recente entrevista.                .

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Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro

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O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.

O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.

Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.

“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.

O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.

Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.

A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.

Investigação sobre R$ 308 milhões

A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.

A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.

Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.



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