Já tem um 'vencedor'
Deputado Assis diz que traficante está aplaudindo porque vai lucrar, sobre descriminalização do porte da maconha
Deputado mato-grossense comentou que a deliberação beneficia os traficantes e ressaltou que o número de dependentes irá aumentar o que,
Política
Deputado federal Coronel Assis (União) criticou duramente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por maioria, descriminalizou o porte de maconha para o uso pessoal. Deputado mato-grossense comentou que a deliberação beneficia os traficantes e ressaltou que o número de dependentes irá aumentar o que, consequentemente, acarretará no aumento de casos de roubos e homicídios.
“Nós veremos mais o quê? Mais dependentes, mais viciados, que alimentarão todo o conjunto do tráfico de drogas. Isso o traficante está aplaudindo, porque, com certeza, é ele que vai lucrar com a decisão tomada pela Suprema Corte”, disse na tribuna da Câmara Federal nesta semana.
“Experiências mundo afora mostram que realmente isso não é bom, porque vai aumentar o número de dependentes. Se aumentar o número de dependentes, com certeza aumentará o número de furtos e de roubos, e isso vai acarretar homicídios, porque, com certeza, se a pessoa não pagar a dívida contraída por causa de drogas, o traficante a matará sem piedade”, acrescentou.
Assis destacou que o uso constante de maconha causa no usuário esquizofrenia, dependência mental, dependência química, demência, além de servir como porta de entrada para outras drogas, muito mais pesadas.
Parlamentar foi mais contundente ainda ao reclamar da invasão de competência feita pelo Supremo e destacou que os ministros não têm poder de legislar sobre o tema porque não foram eleitos e não representam a vontade da maioria da população.
O deputado ainda ressaltou que a bancada da extrema-direita está empenhada para ocupar a maioria das cadeiras da comissão instalada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para tratar sobre a decisão do STF.
“Nós estaremos, sim, articulando a nossa bancada para ocupar cadeiras na Comissão Especial, para que o Congresso Nacional passe uma boa mensagem ao povo brasileiro, e não a mensagem que foi passada pelo Poder Judiciário, cuja decisão vai ter reflexos não só na segurança pública, mas também na saúde pública do brasileiro, da família brasileira”, disse.
Maiores informações
Nesta semana, o STF descriminalizou o porte da maconha para consumo pessoal e estabeleceu o limite de 40 gramas de cannabis sativa ou seis plantas fêmeas para diferenciar usuário de traficante. O Supremo destacou que o porte de maconha não é crime e deve ser caracterizado como infração administrativa, sem consequências penais.
Política
Abilio pede que apoiadores aceitem resultado das urnas
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), pediu que os apoiadores encerrem as manifestações contra o resultado da eleição presidencial após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). Em publicação nas redes sociais, o gestor defendeu que não haja contestação ou confronto em razão da derrota de Flávio Bolsonaro (PL).
“Não devemos contestar, não devemos confrontar. Acabou”, escreveu Abilio.
A declaração foi publicada após a confirmação da reeleição de Lula e contrasta com a posição de Flávio, que anunciou a intenção de recorrer à Justiça Eleitoral para questionar o resultado. O candidato derrotado alegou irregularidades relacionadas à prorrogação do horário de votação e afirmou que não reconhece o resultado nas condições em que o pleito ocorreu.
Na publicação, Abilio compartilhou uma imagem com uma oração pelo país e afirmou que, diante do desfecho eleitoral, restava “orar e agradecer pelos que lutaram ao nosso lado”. O prefeito também parabenizou Flávio pela campanha, mas ressaltou que pretende manter o foco na administração municipal.
“Nós vamos em frente trabalhando por Cuiabá, cuidando da nossa gente, lutando por Mato Grosso”, declarou.
Prefeito cita divisão política e desafios econômicos
Apesar de defender o encerramento das manifestações contra o resultado, Abilio fez críticas ao cenário político nacional. Na avaliação do prefeito, o país continua dividido e distante de uma pacificação entre os diferentes grupos políticos.
Ele também comentou a composição das instituições brasileiras e demonstrou preocupação com questões econômicas, citando o endividamento público e a pobreza.
A manifestação de Abilio ocorre em um momento de divergência dentro do próprio PL sobre como reagir à derrota presidencial. Enquanto o prefeito defendeu que os apoiadores não contestem nem confrontem o resultado, Flávio anunciou que pretende buscar uma revisão judicial da eleição.
Ao reiterar sua posição, Abilio voltou a pedir que não haja mobilizações contra o desfecho das urnas.
“Não devemos nos manifestar, não devemos contestar, não devemos confrontar. Acabou”, escreveu.
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