FRACASSARAM
Mauro Mendes avalia que Lula e Bolsonaro não conseguiram dar rumo melhor para o Brasil
Vejo que são governos diferentes. Cada um, a seu modo, teve suas oportunidades, diz Mauro Mendes
Política
O governador Mauro Mendes (UNIÃO) disse em recente entrevista nesta semana que tanto o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto o governo do atual presidente Lula (PT), não conseguiram dar um rumo melhor para o Brasil. A declaração do chefe do Executivo estadual foi dada em entrevista ao portal digital Poder360, quando questionado a fazer uma avaliação sobre as respectivas gestões.
“Vejo que são governos diferentes. Cada um, a seu modo, teve suas oportunidades, mas nenhum conseguiu dar um rumo diferente e melhor para o Brasil. É difícil dizer que um foi melhor de forma simplista”, comentou Mendes durante entrevista ao Poder 360.
O gestor mato-grossense apoiou o presidente Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2022. Na entrevista, ele citou que Lula e Bolsonaro governam cada uma à sua maneira, com o petista direcionando sua sua gestão mais para pautas sociais e o capitão da reserva em uma gestão mais liberal.
De acordo com Mauro, o ex-presidente cometeu um equívoco “muito grande” quando comprou brigas desnecessárias e resolveu se opor à vacinação contra a covid-19 e medidas sanitárias para mitigar os efeitos da crise sanitária em decorrência da pandemia.
Em abril de 2021, Mauro Mendes e outros 19 governadores assinaram uma carta na qual diziam que uma publicação feita por Bolsonaro nas redes sociais tinha como objetivo “produzir informação distorcida, gerar interpretações equivocadas e atacar Governos locais”,
Ainda na avaliação de Mendes, a gestão Bolsonaro não conseguiu cumprir promessas cumpridas ainda na campanha, principalmente, na área econômica. “Era um governo que tinha uma tendência liberal, pró-estado e falava em buscar eficiência, mas [houve] pouco resultado nessa direção”.
Política
Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro
O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.
O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.
Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.
“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.
O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.
Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.
A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.
Investigação sobre R$ 308 milhões
A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.
A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.
Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.
-
Agricultura4 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Política6 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Política5 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
-
Política5 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Política6 dias atrásAprovadas exceções a regras fiscais para incentivos tributários e despesas de 2026
-
Agricultura6 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Saúde4 dias atrásMesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo
-
Política5 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá

