Mato Grosso
Famílias de reeducando recebem doação de 100 cestas básicas
Mato Grosso
Da Redação
Uma parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública por meio da Fundação Nova Chance (Funac), a Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setasc) e o Conselho da Comunidade promoveu a entrega de 100 cestas básicas a familiares e egressos do Sistema Prisional de Mato Grosso.
Além disso, cada família recebeu também um kit com máscaras produzidos pelos reeducandos das unidades penais de Cuiabá. Os kits fazem parte do projeto “A Justiça Unida para Proteger”, que será lançado ainda nesta semana.
As doações vieram em bom momento para a auxiliar de serviços gerais, Roseli Magalhães. O esposo que cumpre pena em uma das unidades da Capital teve seu trabalho suspenso em virtude da pandemia e a cesta vai ajudar no sustento dela e de três crianças.
“A situação lá em casa não está muito boa não, mas com a cesta já vai ajudar um pouco. Eu dependo do auxílio reclusão para sobreviver e essa ação é muito boa”, disse Roseli.
Essa ação em conjunto com o Conselho da Comunidade, Setasc e Funac contemplam hoje 100 famílias necessitadas.
“Esse é mais um trabalho de ressocialização voltado para os familiares daqueles que estão inseridos nas frentes de trabalho. Só temos a agradecer aos parceiros por esse olhar humano para esta causa”, destacou o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores.
A iniciativa faz parte da campanha do Governo de Mato Grosso, “Vem Ser Mais Solidário”, idealizada pela primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes e executada pela Setasc. Até o momento, 40 mil cestas já foram doadas nos 141 municípios e a previsão é de que mais 100 mil cestas sejam adquiridas para a distribuição para famílias em situação de vulnerabilidade social.
“Nós recebemos essa solicitação do Consepe, que prontamente nossa primeira-dama Virgínia Mendes e secretária Rosamaria atenderam e pediram que nós viéssemos hoje aqui fazer a entrega, como várias outras entregas já foram feitas em todo o Estado”, pontuou a secretária adjunta da Setasc, Rosineide Porcionato.
“O Conselho da Comunidade tem feito esse trabalho conjunto com o Sistema Prisional de Cuiabá, mas acabamos cooperando com o sistema, já que fizemos a aquisição de vários EPIs para a segurança. E essa ação em parceria com a Setasc surgiu da grande procura de famílias de reeducandos que estão necessitando desse alimento”, finalizou, a presidente do Consepe, Sílvia Aparecida Tomaz.
Foto: Michel Alvim – SESP/MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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