OPERAÇÃO RAGNATELA

Vereador nega participação em crime e exonera servidor da Câmara

Vereador informa ainda que sua defesa será elaborada assim que tiver acesso aos autos do processo

Publicado em

Política

Reprodução omatogrosso.com

ATUALIZADA ÀS 10h18 – O vereador Paulo Henrique (MDB), um dos alvos da Operação Ragnatela deflagrada nesta quarta-feira (5), postou nota em seu perfil do Instagram negando que nunca exerceu qualquer poder de influência na liberação e realização de eventos artísticos e justifica que não tem relação com o que assessores realizam em sua vida particular.

O parlamentar, que também é presidente do Sindicato dos Agentes de Regulação do Município de Cuiabá (Sindarf-MT), foi alvo de busca e apreensão esta manhã e teve o celular e um veículo Jeep Compass apreendidos pela equipe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-MT), sob a suspeita de ser o interlocutor entre uma facção criminosa e agentes públicos.

Vereador informa ainda que sua defesa será elaborada assim que tiver acesso aos autos do processo e cita que está à disposição da Justiça para colaborar na investigação com muita tranquilidade.

De acordo com as investigações, o parlamentar receberia benefícios financeiros do grupo. O coordenador do cerimonial da Câmara de Cuiabá, Rodrigo de Souza Leal, teve a prisão preventiva decretada, ele seria indicação de Paulo Henrique. O funcionário assumiu o cargo em 2023 com salário de R$ 5 mil. O chefe afirmou que pediu exoneração de Leal

Confira a nota na íntegra:

Em face das recentes diligências que inesperadamente envolveram meu nome, venho a público prestar os seguintes esclarecimentos:
Inexistência de Competência na Liberação de Eventos:
Gostaria de salientar que jamais exerci qualquer poder de influência na liberação de eventos, pois tal atribuição não compete ao meu cargo. Recordo que as casas de shows citadas tiveram diversas fiscalizações e foram inclusive autuadas. É importante destacar que a liberação de eventos pode ser devidamente autorizada pela justiça, com base na documentação apresentada.

Acesso aos Autos:
Informo que minha defesa será elaborada assim que tivermos acesso aos autos do processo, os quais permanecem sob segredo de justiça e ainda não liberado pelo Ministério Público, portanto, ainda não foram disponibilizados.

Declaração da Autoridade Policial
Até o presente momento, a única informação oficial disponível é a declaração da autoridade policial, que mencionou a necessidade de mais informações sobre os fatos que envolvem minha pessoa. Não tenho relação com os fatos que assessores realizam em sua vida particular, quando tomado conhecimento de algo ilícito faço as medidas cabíveis de exoneração.
Estou à disposição com muita tranquilidade para contribuir com as investigações e justiça.
Reafirmo meu compromisso com a transparência e a justiça, e coloco-me à disposição para colaborar com as investigações e esclarecer quaisquer dúvidas que se fizerem necessárias.
Atenciosamente, Paulo Henrique

 

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Ex-prefeito diz ter pago propina por emenda de Wellington Fagundes há mais de 20 anos

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O ex-prefeito de Juara, Priminho Riva, afirmou ter pago propina relacionada a uma emenda parlamentar destinada ao município durante o período em que Wellington Fagundes (PL) era deputado federal. Segundo o relato, a suposta cobrança teria ocorrido há mais de 20 anos.

A denúncia foi tornada pública por Priminho em meio ao atual cenário eleitoral, no qual Wellington disputa o Governo de Mato Grosso. O ex-prefeito afirmou que decidiu falar sobre o episódio porque não quer que o candidato seja eleito governador. Ele, no entanto, nega que a declaração tenha motivação eleitoral.

Apesar da gravidade da acusação, Priminho não apresentou, segundo a publicação, detalhes sobre a emenda que teria motivado a suposta cobrança. Também não informou o valor envolvido nem identificou quem teria recebido diretamente o dinheiro.

O relato ocorre após o ex-prefeito se envolver em outra polêmica recente. Priminho ingressou com uma ação contra o ex-deputado José Geraldo Riva e a deputada estadual Janaina Riva, alegando supostos crimes contra a honra. O Ministério Público, porém, pediu o arquivamento do caso por falta de provas.

A nova acusação coloca Wellington novamente no centro de questionamentos durante a campanha eleitoral, mas, até o momento, o relato apresentado pelo ex-prefeito permanece sem elementos públicos que comprovem a suposta prática de corrupção. A acusação também se refere a fatos que teriam ocorrido há mais de duas décadas.



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