CRÍTICA À CÂMARA

Botelho critica Câmara por ‘engavetar’ nova processante contra Emanuel

O requerimento pedia que o gestor fosse investigado por conta de um suposto “calote” de R$ 30 milhões no pagamento de emendas

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Política

AL-MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, deputado Eduardo Botelho (União), ironizou a Câmara de Cuiabá por ter “engavetado” o pedido de abertura de Comissão Processante para investigar o chefe da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB).

O requerimento pedia que o gestor fosse investigado por conta de um suposto “calote” de R$ 30 milhões no pagamento de emendas destinadas às cirurgias eletivas nas unidades de saúde da Capital. O parlamentar criticou o fato dos parlamentares estarem “satisfeitos com a situação”.

“Se eles estão satisfeitos com o não pagamento das emendas. Aqui na Assembleia nós temos as emendas positivas, elas são pagas e nós sempre exigimos. Isso contribui muito para pequenas obras de bairros que o vereador poder ver. Agora, se eles estão se sentindo bem com isso, paciência”, disse nesta quarta-feira (5).

Trata-se do 18ª pedido de abertura de investigação contra o chefe do executivo municipal que acabou sendo barrado no Legislativo Municipal. A única instaurada, acabou sendo suspensa na Justiça.

Na sessão desta terça (4), a base aliada do chefe do Executivo conseguiu somar votos suficientes para que o procedimento não fosse aberto.

 

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Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro

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O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.

O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.

Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.

“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.

O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.

Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.

A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.

Investigação sobre R$ 308 milhões

A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.

A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.

Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.



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