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Feriado de Corpus Christi e maratona aquecem ocupação hoteleira no Rio

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Apesar do frio, a ocupação hoteleira se mostra aquecida para o feriado prolongado de Corpus Christi, de acordo com pesquisa divulgada nessa quarta-feira (29) pelo Sindicato Patronal dos Meios de Hospedagem da Cidade do Rio de Janeiro (HotéisRIO) e pela Associação de Hotéis do Estado (ABIH-RJ). A taxa média de ocupação na capital ficou em 79,71% e, no interior, em 78,21%. Além do Corpus Christi, a Maratona do Rio, que começa nesta quinta-feira (30) e vai até domingo (2/6) impulsionou as reservas na rede hoteleira.

No município do Rio, a região de Flamengo/Botafogo registrou ocupação de 89,66%, seguida por Copacabana/Leme (89,15%), Ipanema/Leblon (81,47%), Centro (76,29%) e Barra/Recreio (69,05%).

No interior do estado, o destaque é a cidade de Miguel Pereira, com 97,80%, seguida por Vassouras (91,20%), Petrópolis (85,80%), Teresópolis (84,30%), Itatiaia/Penedo (84,10%), Nova Friburgo (83,40%), Rio das Ostras (77,60%), Macaé (76,30%), Valença/Conservatória (75,40%), Angra dos Reis (72,50%), Paraty (71,50%), Arraial do Cabo (68,50%), Cabo Frio (64,80%) e Armação dos Búzios (61,80%).

Atrativos

O presidente do HotéisRIO e conselheiro da ABIH-RJ, Alfredo Lopes, comentou que os bons números registrados em Miguel Pereira se devem à inauguração de diversos atrativos turísticos. Outro fator é que o município vizinho de Paty de Alferes realiza nesta época a Festa do Tomate, maior evento local. “E os visitantes que não conseguem hospedagem lá buscam alternativas próximas. Vassouras também se beneficia disso”.

Lopes destacou ainda o início da alta temporada em Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Itatiaia, em função da chegada do frio, o que se traduz nos números alcançados.



Fonte: Agência Brasil

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Política nacional vai estimular pesquisa de minerais críticos no país

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A lei prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais. 

O objetivo é estimular a pesquisa, extração e transformação de minerais críticos e estratégicos.

“A mineração exige investimentos intensivos e ciclos produtivos que frequentemente chegam a 40 anos. Por isso, previsibilidade e estabilidade, especialmente a fiscal, são premissas indispensáveis para atrair investimento de longo prazo”, explicou Pablo Cesário, do Instituto Brasileiro de Mineração.

A lei sancionada hoje cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões. O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política.

O Ministro minas e energia, Alexandre Silveira, afirmou que a nova lei será importante para o Brasil conhecer melhor os recursos que tem. “O Brasil vai conhecer em profundidade seus recursos e preservar a capacidade de decisão sobre suas cadeias produtivas”, disse.

Ele explicou que o Serviço Geológico do Brasil terá um aumento de verba, de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões, para investir em pesquisa para conhecimento do solo.

Soberania

Após a assinatura da lei, Lula defendeu o investimento na formação de novos profissionais para um mercado que promete se expandir. Lula convidou as universidades e institutos federais a participar da formação de novos cursos “para não ficarmos devendo a ninguém no mundo em preparação”.

O presidente destacou a importância em ter um mercado de mineração desenvolvido, com industrialização e tecnologia de refino e produção no Brasil. Em seguida, afirmou que existem “traidores da pátria” que quiseram vender, “a preço de banana, como fizeram com o minério de ferro”, minerais críticos em estado bruto para os Estados Unidos.

“Não permitiremos que a história se repita. Que os inimigos do Brasil entendam de uma vez por todas. Nossa soberania não está à venda. A riqueza do Brasil tem um único dono, o povo brasileiro”.

Lula também assinou o decreto que cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. Caberá ao conselho a coordenação, planejamento e acompanhamento da política nacional. O conselho deverá propor políticas e ações públicas destinadas ao desenvolvimento das cadeias produtivas e minerais críticos e estratégicos.

Minerais Críticos

Os minerais críticos e terras raras são insumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia, automobilística, defesa e para a concretização da transição energética.

Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.

Terras raras são um grupo específico de minerais críticos. São 17 elementos químicos dispersos na natureza, o que dificulta a extração. Elas são essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.

A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. As terras raras, por sua vez, também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto.



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