quem está certo?
Desencontro de dados sobre saúde de Cuiabá dificulta projeto de Botelho
Dados apresentados pela prefeitura divergem do que a equipe de intervenção do Estado apresenta
Política
Pré-candidato do União Brasil a prefeito de Cuiabá, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União), tem encontrado dificuldades para saber a real situação da Saúde Pública da cidade. Ele comentou que os dados apresentados pela prefeitura divergem do que a equipe de intervenção do Estado mostra, o que tem dificultado a elaboração de seu possível plano de governo.
O parlamentar explicou que a equipe liderada pelo médico Marcelo Sandrin está à frente do estudo para tentar fazer um diagnóstico do setor e apresentar dados e ações que possam amenizar a calamidade da saúde.
“São versões diferentes. Quando você conversa com o pessoal da prefeitura, eles têm uma versão, quando você conversa com o pessoal da intervenção, tem outra versão. Então, nós estamos incluindo agora um grupo de fora, como o doutor Marcelo Sandrin, por exemplo, que vai fazer uma análise sobre isso. A dificuldade é saber quais são os dados que são realmente, qual a posição que é realmente verdadeira”, ressaltou.
Emanuel publicou um vídeo em suas Redes Sociais, recentemente, alegando que em um dia de atendimento, o Hospital Municipal de Cuiabá tinha um total de 298 pacientes, 220 eram de municípios vizinhos e apenas 78 eram da capital.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo rebateu alegando que a informação não é verdadeira. Uma reunião entre o prefeito com representantes do governo está programada para acontecer com objetivo de debater a situação caótica da saúde pública da cidade.
Emanuel Pinheiro alega que Cuiabá carrega nas costas a saúde de Mato Grosso e que o Estado não oferece nenhum auxílio financeiro para amenizar a situação.
Política
Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados
O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.
A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.
A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.
Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.
Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.
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