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Confaz reduz burocracia para doações ao Rio Grande do Sul

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quinta-feira (9), que empresas do Rio Grande do Sul com operações de crédito junto à instituição poderão requisitar a suspensão, por até 12 meses, dos pagamentos previstos em contrato.

A medida foi anunciada durante apresentação do balanço financeiro do primeiro trimestre de 2024.

“O BNDES está totalmente mobilizado e solidário para contribuir para a reconstrução do Rio Grande do Sul e para adaptar o estado às mudanças climáticas. O aquecimento global está avançando e os extremos climáticos serão cada vez mais frequentes e mais fortes. Precisamos nos preparar com medidas de pronta resposta, mas principalmente pensar estrategicamente o futuro”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Marcelo Porteiro, superintendente de operações e canais digitais do BNDES, explicou que a suspensão dos pagamentos poderá ser requisitada por qualquer empresa sediada no Rio Grande do Sul até 31 de outubro. “Há 56 mil operações elegíveis, envolvendo majoritariamente micro, pequenas e médias empresas”, destacou ele.

Após os 12 meses, elas poderão optar entre duas formas para quitar os valores do período: diluindo nas parcelas do período remanescente do contrato ou alongando o prazo original por mais um ano.

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Outra medida que também foi anunciada é a destinação de R$ 500 milhões para reforçar o fundo garantidor FGI Peac Crédito Solidário. Ele foi criado para viabilizar o acesso ao crédito por parte de micro, pequenas e médias empresas e microempreendores individuais (MEI). Por terem menos capacidade de oferecer garantias financeiras aos bancos, sejam eles públicos ou privados, muitas vezes eles não conseguem obter financiamento para suas atividades. Em um contexto de desastre, o acúmulo de perdas e prejuízos torna a situação ainda mais difícil, justamente em um momento de necessário apoio financeiro.

Dessa forma, o FGI Peac Crédito Solidário pode ser acionado por interessados em obter financiamento junto a qualquer banco, seja ele público ou privado. De acordo com Mercadante, o programa será uma alavanca para fazer com que o crédito possa fluir no Rio Grande do Sul nesse momento. “Os bancos só emprestam se tiver garantias. O que o BNDES está dizendo é o seguinte: dependendo da operação, nós garantimos até 80%. Com isso, nós devemos estimular que os bancos emprestem R$ 5 bilhões”, explicou.

O BNDES também apresentou ao governo federal mais uma medida para facilitar o acesso a crédito, que deve ser implementada por medida provisória nos próximos dias. “Para obter qualquer crédito por meio de bancos públicos como o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, é obrigatória a verificação da regularidade tributária. Estamos propondo uma dispensa transitória dessa exigência, para esse momento de crise que as empresas estão passando”, explicou Porteiro.

Mercadante destacou que as necessidades mais imediatas de investimento em infraestrutura no estado são em rodovias e internet banda larga.

Fonte: EBC Economia

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Dólar fecha acima de R$ 5,22 em dia de mal-estar global

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O dólar subiu quase 1% em comparação com o real nesta quinta-feira (1º). A moeda dos Estados Unidos ganhou força no exterior em meio à aversão ao risco provocada pelas tensões no Oriente Médio e pela alta do petróleo.

Na bolsa, o Ibovespa avançou, apoiado principalmente pelas ações da Petrobras, apesar da cautela de investidores diante do cenário internacional e da proximidade do primeiro turno das eleições.

Principais números

  • Dólar à vista: R$ 5,224 (+0,97%);
  • Ibovespa: 187.197,46 pontos (+0,46%);
  • Petróleo tipo Brent: US$ 102,31 (+4,37%);
  • Petróleo tipo WTI: US$ 92,87 (+2,71%).

Dólar em alta

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,97%, a R$ 5,224. A cotação chegou a R$ 5,169 na mínima, às 9h40, e atingiu R$ 5,240 na máxima, pouco antes das 14h. No ano, a divisa acumula queda de 4,83%.

O movimento acompanhou a valorização da moeda americana no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,58%, aos 102,040 pontos, após atingir máxima de 102,207.

O ambiente internacional foi marcado pela preocupação com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. O avanço do petróleo também reforçou as preocupações com a inflação e ajudou a sustentar a busca por ativos considerados mais defensivos.

Bolsa avança

O Ibovespa fechou o primeiro pregão de outubro em alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos.

A valorização foi sustentada principalmente pelas ações da Petrobras, que foram beneficiadas pela forte alta do petróleo. O movimento ocorreu mesmo com a cautela dos investidores diante do ambiente externo e da proximidade do primeiro turno das eleições.

O índice encerrou setembro com alta de 5% e acumula valorização de 16,2% no ano. O volume financeiro desta quinta-feira foi de R$ 26 bilhões.

Nos Estados Unidos, o S&P 500, das 500 maiores empresas, fechou em alta de 0,19%. Os mercados também acompanharam o comportamento dos títulos do Tesouro estadunidense e os efeitos da valorização do petróleo sobre as expectativas para a inflação e os juros.

Petróleo acelera

O petróleo fechou em forte alta nesta quinta-feira. O movimento foi influenciado pelas tensões no Oriente Médio e pelas preocupações com a oferta de combustíveis.

Referência para as negociações internacionais, o barril do tipo Brent subiu 4,37% e fechou a US$ 102,31.

O petróleo WTI, do Texas, avançou 2,71%, encerrando a sessão a US$ 92,87 por barril.

A alta ganhou força durante a tarde, diante de informações sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e de novas incertezas sobre o conflito com o Irã.

O mercado também acompanhou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia, em meio às preocupações com a oferta global. A China suspendeu exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau até nova orientação.

*Com informações da Reuters.



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