CRÍTICA FUNDAMENTADA

Botelho critica postura do Congresso contra leis fracas: Não querem descentralizar

Tem que acabar com isso, o poder não tem que ficar em Brasília

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Política

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União), continua criticando a ‘complacência’ do Congresso Nacional no tocante a legislação penal do país.

O parlamentar defende a ideia de delegar aos Estados a competência de legislar em matérias criminais. No entanto, considera difícil a proposta ser colocada em prática, pois o Congresso Nacional não quer perder a sua “autonomia”.

“O Congresso fica segurando, eles não querem descentralizar, não querem nada, querem centralizar o poder em Brasília. Tem que acabar com isso, o poder não tem que ficar em Brasília, tem que ser só as principais, mas a do dia a dia tem que ir para os Estados”, explicou.
A ideia também tem sido defendida também pelo governador Mauro Mendes (União), que chegou a ir até Brasília para tentar convencer o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a dar agilidade na proposta apresentada pela senadora Margareth Buzetti (PSD).
Enquanto isso não acontece, Botelho argumenta que haja um mapeamento da situação no Estado, principalmente no que tange a violência contra mulher. Ele disse que o legislativo mato-grossense já aprovou diversas leis para tentar combater a violência, no entanto, nenhuma delas tem sido eficiente para controlar os índices.
“Todos os dias têm um crime desse [feminicídio] e nós estamos aqui lutando, corremos atrás e os crime estão continuando, então nós temos que ver onde que nós estamos errando, se temos que agir mais na juventude, prepará-los para que eles sejam mais associados com as mulheres, e acabe de vez com isso e, talvez, aumentar mais as punições para esses crimes contra as mulheres. Infelizmente, não estamos conseguindo acabar de vez com isso”, lamentou.

 

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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