A FAVOR DA PRISÃO

Botelho defende estadualização das leis e diz que soltar Brazão seria incoerente

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Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Eduardo Botelho (União), aprovou totalmente a decisão da Câmara dos deputados em manter preso o deputado federal Chiquinho Brazão, do Rio de Janeiro, um dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco. Segundo ele, não teria sentido “soltar uma pessoa só porque é deputado”. Ele disse que sua luta é por penas mais duras e reforçou o pedido pela estadualização das leis criminais.

“Eu não vou fazer opinião sobre voto de nenhum deputado, eu vou falar sobre mim. Eu votaria por manter a prisão, é um crime hediondo, um crime contra uma mulher, sem sentido e tem que ser punido, criminalizado, ficar preso. Eu defendo que a Câmara fez certo em manter a prisão”, declarou o parlamentar na quinta-feira (11) ao falar com a imprensa.

Dos 8 deputados federais de Mato Grosso, 5 votaram para soltar Brazão, mas foram derrotados. Foram eles: Abilio Brunini (PL), Amália Barros (PL), Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL) e

José Medeiros (PL). Apenas Emanuelzinho (MDB), Gisela Simona (União) e Juarez Costa (MDB) votaram para manter Brazão preso.

“Nós estamos brigando para aumentar as penas, para acabar com este solta-prende. A polícia está fazendo papel de enxugar gelo, a gente tem brigado por isso. Então eu defendo por manter a prisão. Essa é minha posição, não vou comentar voto de nenhum deputado, minha posição é que a Câmara fez certo em manter a prisão. Não tem sentido soltar uma pessoa dessa só porque é deputado”, pontuou o parlamentar.

O presidente da AL acredita que a estadualização das leis criminais poderá trazer boas soluções para o combate à criminalidade. Porém, ele considerou que o Congresso Nacional “já está demorando muito” para decidir sobre esta questão. Ele afirmou que já há uma movimentação dos Estados em defesa dessa mudança, mas os parlamentares de Brasília “estão centralizando isso”.

“Nós, através das associações das Assembleias, já tivemos uma reunião no Congresso, já tentamos isso, mas ele sempre mantém concentrado lá. Tem que descentralizar, os Estados têm que fazer as suas atuações e depois fazer, inclusive, avaliação de qual Estado está dando certo, mas hoje fica tudo centralizado lá no Congresso”.

Em entrevista nesta semana o governador Mauro Mendes (União) defendeu as mesmas ideias que Botelho, citando o pacote de leis contra a impunidade apresentado pela senadora Margareth Buzetti, que além, entre outros pontos, pretende delegar aos Estados e ao Distrito Federal a competência para legislar sobre questões em matéria penal e processual penal que digam respeito à fixação e ao cumprimento da pena.

Mauro, assim como Botelho, também considerou que alguns Estados serão mais duros que outros, mas disse que isso pode servir para descobrir qual modelo realmente funciona. Em diversas ocasiões o chefe do Executivo estadual já criticou as leis brasileiras, afirmando que são muito brandas e ineficazes. Botelho segue a mesma visão que Mauro.

“As leis são ruins, as leis penais são horríveis, nós vivemos numa situação em que não conseguimos avançar na questão de segurança, não conseguimos avançar na questão de combate às drogas, não conseguimos avançar no combate as facções, porque nós estamos na mão do Congresso, centralizando um país de dimensões continentais, nós temos que mudar isso”.

 

 

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Senado terá centro cultural em Brasília

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O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.

— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

Senado Cultural

O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.

Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.

O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.

O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx. 

— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.

História e identidade

O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília. 

— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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