Política
ALMT e TRE iniciam atendimento eleitoral na Casa de Leis nesta quarta
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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado Dr. João (MDB), convocou o secretário de Saúde do Estado, Gilberto Gomes de Figueiredo, para prestar esclarecimentos acerca dos problemas gerados pela interrupção nos serviços de saúde, nas especialidades de ortopedia e neurocirurgia; com a contratação de médicos especialistas e a instalação de UTIs pediátrica e neonatal no Norte do estado. O rompimento de contratos profissionais e atrasos de pagamentos dos serviços médicos foram questionados pela comissão, durante audiência pública nesta terça-feira (2), na ALMT.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o problema com a falta de médicos ortopedistas nos hospitais regionais de Alta Floresta, Colíder e Sinop esbarra na baixa oferta de especialistas na região e “os que já estão lá são consolidados no mercado próprio deles”. Muitos deles não se adequam às proposta e contratos oferecidos por empresas terceirizadas.
“Quando a empresa terceirizada vence o processo de licitação, uma das cláusulas é que o trabalho do especialista seja presencial. O médico precisa ficar durante o plantão noturno e presencialmente para que, em caso de intercorrência cirúrgica, tenham no mínimo dois médicos para fazer a cirurgia. Alta Floresta conseguiu contratar o pessoal da cidade, e também trouxe alguns de fora”, afirmou Oberdan Lira, secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES.
“Um pregão já foi publicado para atender os hospitais regionais de Colíder e Sinop para contratação de profissionais ortopedistas. Além disso, um processo seletivo está aberto para especialistas na área de traumatologia, ortopedia ou outras especialidades para atender a demanda, explicou Oberdan.
O secretário Gilberto Figueiredo afirmou que “a SES está trabalhando em várias frentes. Considerando que somos uma rede de hospitais, os pacientes que demandam por uma cirurgia e que temporariamente não conseguem fazer nesses hospitais, especificamente em Sinop e Colíder, nós transferimos para os demais hospitais, como fazemos com todos os pacientes dos 142 municípios no estado”.
Gilberto Figueiredo disse também que o governo abriu o processo seletivo para contratação de especialistas. “Está publicado o edital para contratar empresas que estejam habilitadas a prestar esse serviço, então nós estamos atuando em várias frentes para solucionar o problema. O problema está em Colíder, estamos fazendo o manejo, regulando os pacientes para as outras unidades, mas como eu disse já tem o processo licitatório publicado e nós esperamos que apareçam as empresas que atendam a essa necessidade de profissionais especializados no estado”, complementou o secretário.
De acordo com o deputado Lúdio Cabral (PT), membro da Comissão de Saúde da Casa de Leis, a paralisação nos atendimentos ortopédicos dos hospitais regionais de Colíder, Alta Floresta e de Sinop, sobrecarrega o Hospital Regional de Sorriso e o de Cuiabá.
“A população da região Norte hoje está desassistida em ortopedia há muitos anos. A solução definitiva não é o Estado adotar esse modelo de contratação precária, terceirizada, que gera essas situações recorrentes, onde a SES argumenta que o problema está na fragilidade dos contratos. O problema não é a internação em ortopedia, e sim na alta da ortopedia com a realização de um procedimento cirúrgico. E essa tabela não foi apresentada. Curiosamente, felizmente, após a convocação do secretário [Gilberto] na semana passada foi reaberta a UTI neonatal e pediátrica no Hospital Regional de Colíder, e isso já aconteceu em outras situações e reflete um aspecto importante e positivo do trabalho de fiscalização da Comissão de Saúde da Assembleia, porque a convocação gera um processo de mobilização para que eles tragam algum tipo de resposta aqui para a população” destacou o parlamentar.
O diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, afirmou que o colapso que se instalou na região Norte se deu justamente por questões de cláusula contratual. “Toda empresa que manifesta interesse na rescisão contratual tem esse direito, assim como o Estado também tem o direito de rescindir qualquer contrato. Mas a empresa deve permanecer prestando serviço por mais 30 dias, tempo razoável para que o governo possa buscar uma medida emergencial para amenizar esse problema. Isso que não foi respeitado e nos levou a essa situação”, justificou.
“O Estado já está com um pregão para a contratação de uma nova empresa. Até lá, só nos resta remanejar pacientes para outros hospitais da região. É claro que existe um transtorno. Precisamos também que os municípios pactuem com a gestão plena, procedimentos de média complexidade que são também de responsabilidade desses gestores municipais o que não acontece na sua grande maioria e o Estado tem se desdobrado para assumir essa responsabilidade”, explicou Jean Carlos.
O deputado Dr. João avaliou como positiva a convocação do secretário. “Fiquei satisfeito com a explanação dos representantes da SES, mas sempre dá para melhorar mais. Nós temos um problema crônico de saúde pública com a falta de médicos ortopedistas. Depois dessa audiência tenho certeza que os próximos contratos daqui para frente vão ser mudados. Temos aqui a ALMT, SES, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, a Procuradoria-Geral do Estado e a Controladoria-Geral do Estado para auxiliar nas questões contratuais e manutenção dos serviços de saúde e assim quem sabe acabar com a situação de emergência em relação a falta de especialidades como de médicos ortopedistas e traumatologistas na região Norte”, finalizou o parlamentar.
Também participaram da audiência pública a deputada Sandy de Paula (União), o deputado Paulo Araújo (Progressistas), e os diretores dos hospitais regionais de Alta Floresta, Colíder, Sinop, Sorriso, Hospital Metropolitano, Hospital Estadual Santa Casa, Hospital Regional de Rondonópolis e Hospital Regional de Cáceres, Ministério Público Estadual, além de representantes da área da saúde de Mato Grosso.
Política
Saiba como acompanhar a atuação dos deputados e apresentar suas demandas à ALMT
A participação do cidadão na política não deve terminar quando as eleições acabam. Acompanhar o trabalho dos representantes eleitos durante os quatro anos de mandato parlamentar também faz parte da democracia. Saber o que um deputado estadual pode e não pode fazer, como ele vota projetos de interesse da sociedade e conhecer a atuação dele nos debates sobre assuntos que afetam a vida do povo são alguns dos meios de participar ativamente do processo democrático.
Para que a população possa se informar, cobrar e participar diretamente das decisões políticas no estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) disponibiliza diversos canais oficiais. Site, redes sociais, rádio e televisão reforçam o atual sistema de comunicação pública da instituição, que tem como foco o engajamento do cidadão no acompanhamento dos trabalhos e nos debates parlamentares.
Além de notícias sobre o dia a dia do Parlamento estadual, pelo portal institucional é possível ter acesso a serviços e a informações sobre projetos em tramitação e legislação, publicações do Diário Oficial Eletrônico, Portal Transparência e setores internos, como a Ouvidoria-Geral. No menu Parlamento, ficam disponíveis documentos parlamentares, as pautas de discussão e atas das sessões plenárias e dados sobre as comissões permanentes, câmaras setoriais temáticas e frentes parlamentares.
Para o consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, os meios de comunicação oficiais atualmente disponíveis são a melhor forma de a população se informar e participar das atividades legislativas.
“O melhor meio de acompanhar os trabalhos do parlamentar é pela rede de comunicação da Casa, que tem um cardápio fantástico no site, na TV Assembleia, na Rádio Assembleia e nas redes sociais, onde o cidadão pode seguir o trabalho e cobrar diretamente o deputado”, ressalta.
Com relação ao site, Barros destaca a área da Secretaria de Serviços Legislativos, que reúne todas as informações e documentos sobre o processo legislativo. Por essa ferramenta, é possível conhecer e entender a organização e o funcionamento do Parlamento estadual. Propostas, leis, atas de audiências públicas e de sessões plenárias e publicações como o Guia do Processo Legislativo e o Glossário Legislativo são alguns dos itens que podem ser acessados pelo público.
Outra importante forma de participação popular é acompanhar presencialmente a rotina de trabalho dos deputados. Todas as reuniões de comissões (inclusive CPI), câmaras temáticas, frentes parlamentares e sessões são abertas ao público na sede do Parlamento estadual, em Cuiabá, com datas e horários divulgados previamente na Agenda da ALMT. Muitas sessões e audiências públicas são levadas também para os municípios do interior, geralmente para discutir assuntos que afetam diretamente a comunidade local.
Segundo Barros, entre outros eventos que envolvem diretamente o povo, a audiência pública é muito importante para a população expor aos deputados a sua vontade, o que ela pensa sobre determinado tema.
“A ALMT realiza centenas de audiências públicas por ano, pelas comissões, muitas delas diretamente nos municípios. É a oportunidade de a população se manifestar e apresentar aos seus representantes as suas vontades, os seus problemas, o que ela deseja para melhorar, o que está acontecendo de bom ou ruim. É o momento em que a sociedade pode chegar próximo de seus representantes para esclarecer algumas situações e, de certa maneira, até interferir no processo legislativo”, afirma.
De acordo com o consultor, muitas boas ideias que levam a modificação nas leis surgem desse contato próximo entre o cidadão e seu representante. O parlamentar, segundo ele, pode fazer a conexão entre a vontade popular e a técnica legislativa.
“Parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que é pinçado da sociedade por meio do voto e vai ter a dedicação exclusiva durante quatro anos para poder se debruçar sobre vários temas que o cidadão, por conta do trabalho e de outras funções, não consegue. A democracia representativa é isso, ter essa dedicação para ouvir os técnicos, o governo, o setor empresarial, os trabalhadores, os servidores públicos, e formar um convencimento. O parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que foi eleito para ter essa missão e durante quatro anos poder representar a todos”, conclui Barros.
Fonte: ALMT – MT
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