FAMÍLIAS DESPEJADAS

Botelho cria Comissão Especial para acompanhar desocupação na área do Contorno Leste em Cuiabá

Na sessão desta quarta-feira (13), várias famílias despejadas ocuparam a galeria do Parlamento Estadual para protestar contra a operação policial

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Crédito JL Siqueira AL-MT

Deputado Eduardo Botelho (União), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), determinou a criação de uma Comissão Especial para tratar das desocupações de terrenos na região do Contorno Leste, em Cuiabá. O grupo será composto pelos deputados Wilson Santos (PSD), Valdir Barranco (PT), Gilberto Cattani (PL) e Dilmar Dal Bosco (União), líder do governo.

Na sessão desta quarta-feira (13), várias famílias despejadas ocuparam a galeria do Parlamento Estadual para protestar contra a operação policial, que removeu moradores da área ocupada.

O chefe da AL-MT disse ter se reunido com o governador Mauro Mendes (União) para tratar do assunto. Segundo Botelho, o gestor estadual disse que está aberto ao diálogo para buscar uma solução ao embate, mas não poderá impedir a ação policial que cumpre a ordem de despejo determinada por meio de uma decisão judicial.

Segundo o presidente da AL, uma das possibilidades é que os “invasores” sejam transferidos para um terreno do governo do Estado. Uma comitiva do governo Federal também deve desembarcar na Capital nessa semana para ajudar nas negociações.

“O governador tem algumas propostas, uma vez que comuniquei a ele. Precisamos achar soluções, porque são ordens judiciais. Conversei com o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e nós combinamos de ir visitar uma área do Estado que pode servir para abrigar todo mundo que está lá”, disse.

 

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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