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TCE-MT quer ajustes no TAC da Saúde para melhorias no atendimento

Em reunião com o conselheiro-presidente e com membros do MPMT, representantes da Prefeitura apresentaram o Plano de Trabalho pós-intervenção

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Política

TCE-MT

TCE-MT inspecionou Hospital Municipal São Benedito e representantes da Prefeitura de Cuiabá apresentaram Plano de Trabalho pós-intervenção nesta quinta-feira.

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, após inspeção no Hospital Municipal São Benedito, na manhã desta quinta-feira (8), apontou a necessidade de alteração no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público Estado (MPMT) e o Município de Cuiabá, na área da Saúde.

Em reunião com o conselheiro-presidente e com membros do MPMT, representantes da Prefeitura apresentaram o Plano de Trabalho pós-intervenção, assim como as principais barreiras para o cumprimento do acordo, que garantiu ao Executivo Municipal a retomada da gestão do setor.

Sérgio Ricardo, diante disso, definiu adequações prioritárias para garantir o desenvolvimento do trabalho: a mudança no perfil de atendimento do Hospital São Benedito e a gestão compartilhada da regulação de urgência e emergência.

“O Tribunal de Contas vem acompanhando todo o processo da Saúde em Cuiabá. Após uma intervenção de 300 dias, agora inicia-se o processo de retomada da Saúde pela gestão municipal, que precisa obedecer ao TAC. Com os ajustes que definimos hoje, o atendimento vai melhorar ainda mais”, afirmou o presidente.

Sobre a mudança no perfil do Hospital São Benedito, Sérgio Ricardo explicou que a estrutura da unidade está subutilizada. “Hoje o hospital atende apenas cardiologia, então solicitamos que passe a atender também a neurocirurgia de alta complexidade, além de realizar exames que só estão sendo feitos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).”

O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, destacou que a proposta vai desengessar normativas previstas no TAC. “Para a saúde não existe solução definitiva, porque as demandas são volúveis. Então, nós precisamos fazer essas alterações para que a saúde de Cuiabá possa ser ofertada com mais qualidade a todos os usuários.”

Com relação à regulação de urgência e emergência, atualmente feita pelo Governo do Estado, o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Saúde Coletiva, pontuou que, desde que embasada em critérios técnicos, a mudança deve trazer benefícios.

“Fiz apenas a ressalva de que isso tem que ser debatido junto às instâncias do Conselho Municipal de Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, para que se chegue na melhor solução. Acredito que tem que ser uma decisão técnica para que traga o melhor atendimento aos cidadãos”, asseverou.

Para o secretário de Saúde de Cuiabá, Deiver Alessandro Teixeira, os ajustes vão assegurar o avanço do setor. “Nosso compromisso é com o cumprimento do TAC, mas alguns itens, de certa forma, travam nossa gestão. Por isso, trouxemos a demanda ao conselheiro Sérgio Ricardo, que prontamente nos recebeu e propôs soluções.”

O TAC

Em dezembro de 2023, o desembargador Orlando de Almeida Perri homologou o Termo celebrado entre o Ministério Público Estadual e o Município de Cuiabá, até então sob intervenção do Governo do Estado. Com isso, ficaram suspensos os efeitos da intervenção até o efetivo cumprimento das cláusulas estabelecidas no documento.

O trabalho é fiscalizado por uma comissão especial, com auxílio do Tribunal de Contas. Deste modo, ficou estabelecido que a Administração Municipal apresentasse ao TCE-MT um Plano de Trabalho com ações concretas, responsabilidades, metas e prazos para o efetivo cumprimento, o que foi feito durante a reunião.

Agora, o documento será encaminhado para análise do procurador-geral de Justiça, Deosdete da Cruz Júnior, e posteriormente ao Tribunal de Justiça (TJMT). Em caso de descumprimento do TAC, a intervenção será retomada. Enquanto isso, o processo referente à intervenção fica sobrestado.

Vale destacar que a partir das informações apresentadas pelo Município, será realizado um novo encontro com foco em soluções para a área financeira da Saúde.

 

 

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Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação

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O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).

Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.

O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.

A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.

Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.

O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.



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