AUMENTO ABSURDO

Chico 2000 diz que Câmara irá avaliar medida jurídica para tentar barrar aumento da conta de água

A Câmara já em 2024, derrubou decretou que havia aumentado a taxa do lixo em mais de 200%

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Política

Secom / Câmara de Cuiabá

O presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000 (PL), foi bem claro ao afirmar de que a Procuradoria do Legislativo irá analisar medidas jurídicas possíveis para tentar barrar o reajuste na tarifa da água e esgoto, aprovada pela Arsec e que deve passar a valer em março. O aumento foi de 8,8%.
“Vou fazer consulta à Procuradoria e se houver possibilidade jurídica, nós tomaremos alguma medida. No entanto, há anos eu apresentei uma emenda à Lei Orgânica, estabelecendo a obrigatoriedade de que qualquer aumento na conta de água passasse por discussão na Câmara. Aprovamos, mas entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo e voltou a situação que é hoje, sendo definido por decreto e deliberado pelo conselho formado pela Arsec”, disse, em conversa com a imprensa durante sessão, nesta sexta-feira (2).
“Essa não é a vontade da Câmara, tanto é que aprovamos uma lei mudando, mas que infelizmente fomos surpreendidos pela ação. Vou consultar assessoria jurídica e se houver possibilidade jurídica, a Câmara atuará”, acrescentou.
A Câmara já em 2024, derrubou decretou que havia aumentado a taxa do lixo em mais de 200%. Neste caso, a lei que criou a nova tributação já estabelecia que reajuste só poderia ser feito com anuência do Legislativo cuiabano.
Conta de água
Com o reajuste, imóveis comuns vão pagar R$ 4,70 para cada 10 metros cúbicos consumidos. Em imóveis sociais serão cobrados R$ 2,36 para a mesma metragem.
Sobre o aumento, a Águas Cuiabá afirmou que o índice de reajuste foi calculado com base na fórmula paramétrica prevista no contrato de concessão, considerando custos como energia elétrica, produtos químicos, construção civil e mão de obra.

 

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Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação

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O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).

Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.

O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.

A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.

Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.

O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.



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