compromisso com a regularidade

Kalil anuncia calendário de pagamento dos salários do funcionalismo para 2024

Mais uma vez, como vem sendo pautada a gestão, a prefeitura de Várzea Grande segue quitando salários dentro do mês trabalhado

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Política

Secom Prefeitura de Várzea Grande

AO ANUNCIAR PAGAMENTO DO SALÁRIO DE JANEIRO/2024, O PREFEITO DE VÁRZEA GRANDE APRESENTA CALENDÁRIO DO ANO INTEIRO    

Reafirmando compromisso com a regularidade no pagamento dos salários do funcionalismo público municipal de Várzea Grande, ao lembrar que ele fomenta a economia local, além de promover a prestação de serviços de interessa da população, o prefeito Kalil Baracat, confirmou o pagamento do salário de janeiro, para hoje, 31 e acrescentou que vai continuar buscando o equilíbrio entre as receitas e despesas da Administração Municipal para que possa valorizar os servidores públicos.

“Temos uma grande cidade com mais de 300 mil habitantes e que precisa ser atendida em suas pretensões e direitos, sendo que para isto, precisamos dos servidores públicos de todas as áreas, serviço público, saúde, educação, social, segurança entre outros para fazer frente a essa obrigação do Poder Público”, disse o prefeito Kalil Baracat assinalando como fundamental para o Serviço Público a presença do funcionário, independente da área de sua atuação.

Mais uma vez, como vem sendo pautada a gestão, a prefeitura de Várzea Grande segue quitando salários dentro do mês trabalhado, e em algumas ocasiões – como em outubro, mês em que se comemora o Dia do Servidor Público – tem antecipado o pagamento. A folha de janeiro de 2024 é a 37ª quitada pela atual gestão, e sem um único dia de atraso.

Além da confirmação de mais uma quitação de folha salarial, o prefeito, junto à equipe econômica, liderada pela secretária de Gestão Fazendária, Lucineia dos Santos, anunciou o calendário de pagamento do funcionalismo municipal para todo 2024. As datas são válidas tanto para servidores da Administração Direta, quanto a Indireta e das Autarquias.

“Sabemos a importância que o giro financeiro {com esse dinheiro novo, advindo da folha salarial do Município e seus encargos}, tem para economia local, impactando positivamente todos os setores, sejam formais e informais. Esse dinheiro novo, pago sempre antes da virada do mês, permite que não apenas o servidor possa organizar seu orçamento doméstico, como também permite planejamento aos empresários e comerciantes, pois todos sabem que podem contar com essa injeção de recursos na economia sempre no final de cada mês”, pontuou o prefeito de Várzea Grande.

Ele citou que, especialmente, em janeiro, início do ano, as famílias necessitam planejar suas vidas e obrigações, assim como o Poder Público, por isto você poder definir como serão suas ações com base em um calendário salarial é importante e até mesmo fundamental para que as pessoas e suas famílias possam ter maior controle sob as despesas.

Kalil Baracat fez questão de reafirmar seu compromisso com Várzea Grande e com o funcionalismo público ao frisar que “pagar salário é uma obrigação que ele faz questão de cumprir”, explicou.

CALENDÁRIO DE PAGAMENTO SALARIAL – 2024

JANEIRO/DIA 31 – QUARTA-FEIRA – (PAGO)

FEVEREIRO/DIA 29 – QUINTA-FEIRA

MARÇO/DIA 28 – QUINTA-FEIRA

ABRIL/DIA 30 – TERÇA-FEIRA

MAIO/DIA 31 – SEXTA-FEIRA

JUNHO/DIA 28 – SEXTA-FEIRA

JULHO/DIA 31 – QUARTA-FEIRA

AGOSTO/DIA 30 – SEXTA-FEIRA

SETEMBRO/DIA 30 – SEGUNDA-FEIRA

OUTUBRO/DIA 31 – QUINTA-FEIRA

NOVEMBRO/DIA 29 – SEXTA-FEIRA

13º SALÁRIO/ DIA 20 – SEXTA-FEIRA

DEZEMBRO/DIA 27 – SEXTA-FEIRA

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Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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