operação espelho
Acusado de integrar organização criminosa, médico requer acordo com o Ministério Público
O grupo teria fraudado pelo menos seis processos licitatórios
Polícia
Um dos alvos da Operação Espelho, o médico Samir Yoshio Matsumoto Bissi, requereu à Justiça a revisão da recusa por parte do Ministério Público em oferece-lo acordo de não persecução penal, referente à acusação de que ele cometeu o crime de integrar organização criminosa. Requerimento foi feito na última quinta-feira (25).
A Operação Espelho foi deflagrada para investigar organização formada por empresários e médicos, que se instalou na Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) durante a pandemia da Covid-19, com objetivo de obter lucros milionários em detrimento dos cofres públicos, mediante fraudes a licitações e peculatos no âmbito de contratos de prestação de serviços em hospitais regionais e municipais de Mato Grosso e Municipais.
O grupo teria fraudado pelo menos seis processos licitatórios que, superfaturados e com os serviços não entregues, cerca de R$ 90 milhões sem previa realização de licitação e sem cobertura contratual em favor das empresas envolvidas no esquema.
Acusado de integrar organização criminosa, o médico suscitou a revisão da recusa referente ao Acordo de Não Persecução Penal, alegando que o médico preenche todos os requisitos necessários para receber a proposta.
O Ministério Público recusou o acordo, diante da ausência dos requisitos objetivo e subjetivo, bem como porque a aplicação deste instituto despenalizador não se mostra necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime, diante de sua gigantesca gravidade e repercussão social.
“Com efeito, conforme consta da exordial, com as continuadas condutas criminosas os denunciados, agindo em total desrespeito às normas positivadas e ao espírito de humanidade, utilizaram o pior momento do século para a saúde e a vigilância sanitária mundial, em decorrência da pandemia do COVID-19, para auferirem lucros ilicitamente. “houve imensurável prejuízo ao erário, o que torna insuficiente o ANPP para a reprovação e prevenção do crime”, anotou o Ministério Público.
Ainda não há uma decisão sobre o pedido do médico, que enfatizou que ele aos critérios gerais e objetivos estabelecidos para o acordo, incluindo a não reincidência em crimes e a possibilidade de reparação integral do dano.
O acordo de não persecução penal é uma espécie de negócio jurídico pré-processual entre o Ministério Público e o investigado. Nele, as partes negociam cláusulas a serem cumpridas pelo acusado, que, ao final, poderá ser favorecido pela extinção da punibilidade.
Polícia
“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência
O deputado estadual Juca do Guaraná (psdb) recebeu, nesta quarta-feira (15), em seu gabinete, o presidente do Instituto Nacional de Seleções e Concursos (Instituto Selecon), Rogério Vianna Rangel. Durante o encontro, os dois relembraram a realização do concurso público da Câmara de Cuiabá, promovido durante a gestão de Juca à frente da presidência do Legislativo municipal.
Na ocasião, o deputado destacou a importância do certame para fortalecer o quadro de servidores efetivos da Casa de Leis e ressaltou o legado deixado pela iniciativa.
“Nós deixamos uma marca de ter feito esse concurso para atender a população cuiabana e a Câmara de Cuiabá, que é de todos nós mato-grossenses, o parlamento mais antigo do Centro-Oeste brasileiro”, afirmou Juca.
O concurso público foi realizado para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva para cargos de níveis médio e superior, contemplando funções como técnico legislativo, analista legislativo, controlador interno e contador.
Durante a visita, Rogério Vianna Rangel agradeceu a confiança depositada no Instituto Selecon e destacou a forma como o processo foi conduzido.
“Eu, em nome do Selecon, também agradeço ao deputado porque, de fato, fizemos um concurso histórico, graças à oportunidade que o Juca nos deu para realizarmos esse concurso com qualidade e segurança, mas, acima de tudo, com muita transparência”, declarou o presidente da instituição.
Ao final do encontro, Juca reforçou a importância da valorização do serviço público por meio de concursos realizados com responsabilidade, transparência e igualdade de oportunidades para todos os candidatos.
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