VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

ALMT emite nota de repúdio contra deputado e cobra providências ao MPE sobre a denúncia

Além da solicitação, uma moção de repúdio também foi publicada e assinada pela Procuradoria

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A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), através de ofício encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), requereu providências em relação à denúncia de violência doméstica envolvendo o deputado e ex-prefeito de Matupá, Valter Miotto (MDB), contra sua ex-companheira, Edilene Claro.

Documento é assinado pelos deputados Carlos Avallone e Janaína Riva, relata que a Procuradoria Especial da Mulher tomou conhecimento do caso pela imprensa. A Procuradoria expressou sua disposição em acolher a vítima e tomar as medidas legais cabíveis para evitar futuras ações violentas.

Diante do fato, solicitou ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso que acompanhe o caso, adote medidas necessárias cabíveis para a correta apuração dos fatos e assegure a proteção da vítima, observando o devido processo legal. Ao encerrar o ofício, a Procuradoria Especial da Mulher reiterou a importância de focar na vítima, evitando a desumanização pela banalização e naturalização de atrocidades.

Além da solicitação, uma moção de repúdio também foi publicada e assinada pela Procuradoria, em que destaca apoio à ex-primeira-dama de Matupá. “A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso registra seu apoio e solidariedade à ex-companheira, Sra. Edilaine Claro, deixando consignado nesta nota de repúdio que jamais deixará de se pronunciar diante de tais atos e não poupará esforços para combater quaisquer ações de violência e crimes contra a mulher”, traz o texto.

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Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação

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O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).

Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.

O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.

A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.

Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.

O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.



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