ARTICULAÇÕES
Jayme Campos avalia o PRD como opção viável para Botelho lançar candidatura em Cuiabá
O PRD tem sido visto como uma alternativa para que o governador Mauro Mendes não perca aliados e possa “acomodar” os projetos do deputado federal Fábio Garcia e de Botelho,
Política
O senador Jayme Campos (União), conhecido por ajudar a resolver questões ‘espinhentas’ na política regional, acredita que o Partido Renovação Democrática (PRD) seja uma boa alternativa para o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho, que está de malas prontas para deixar o União Brasil.
Apesar de querer o colega no União, Jayme vê que possível ida de Botelho à nova sigla pode mantê-lo próximo da base do governador Mauro Mendes. O cenário seria diferente caso o deputado fosse ao PSD, já que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro [líder do PSD em MT], rompeu aliança com o governador.
“Me parece que a conversação em São Paulo foi muito boa. Uma conversa realmente bastante proveitosa, conforme a expressão dita pelo próprio Júlio Campos, que conversou comigo hoje, e pelo deputado Dilmar Dal Bosco. Entretanto, vamos ver os acontecimentos, como que vai ser. Se vai acontecer ou se não vai acontecer. É questão de tempo”, limitou-se a dizer.
O PRD tem sido visto como uma alternativa para que o governador Mauro Mendes não perca aliados e possa “acomodar” os projetos do deputado federal Fábio Garcia e de Botelho, na disputa do comando da Prefeitura de Cuiabá.
Mauro teme que a saída de Botelho possa causar uma imensa debandada no União, perdendo antigos aliados como Dilmar Dal Bosco e Júlio Campos.
Articulações nos bastidores da política regional, garantem que, para manter uma aliança harmônica entre os partidos, Mauro teria sugerido que seu braço-direito, o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, assuma os trabalhos da nova sigla em Mato Grosso.
Política
Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação
O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).
Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.
O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.
Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.
A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.
Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.
O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.
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