FEMINICÍDIO EM LUCAS
Jovem morta reclamou para amigas que assassino ficou obsessivo por ela
Amigas e parentes que estiveram no velório de Mayla, na capela Santo Antônio, em Várzea Grande
Polícia
Segundo informações de amigos, o empresário Jorlan Cristiano Ferreira, 44, teria começado a apresentar um comportamento obsessivo logo após os primeiros encontros com Mayla Rafael Martins, 22. Amigas da vítima relataram que eles começaram a sair ainda em dezembro do ano passado e que ela já tinha feito um alerta sobre o comportamento do preso.
Amigas e parentes que estiveram no velório de Mayla, na capela Santo Antônio, em Várzea Grande, se reuniram para pedir Justiça. Rebeca Lopes, que conheceu Mayla há 8 anos, lembrou das mensagens que trocou com ela.
“Ele cometeu essa barbárie contra a minha amiga de forma premeditada, ele assassinou e ocultou o cadáver dela. Eles tinham encontros amorosos desde dezembro, assim que a mulher dele viajava. Ela era levada para a casa da família, tinham encontros semanais”, contou.
Rebeca acredita ainda que o acusado quer mudar a versão dos fatos, declarando que sofreu extorsão da vítima e até mesmo foi roubado por ela. “Ele está colocando minha amiga como ladra mesmo depois de morta. Minha amiga não fazia isso, não andava com faca, não roubava. Ele matou porque estava perseguindo ela”.
“Ele ia até onde ela trabalhava, falava que não queria que ela ficasse mais na rua. Ele estava com muito ciúme, possessivo mesmo. Ela chegou até comprar uma passagem para ir embora, mas não veio”.
Mayla foi assassinada com golpe de faca na casa de Jorlan. Ele enrolou o corpo dela em uma piscina de plástico e jogou em uma lavoura, entre as cidades de Lucas e Sorriso. Empresário foi preso horas depois, após a polícia ser informada sobre a placa do carro por meio de uma foto que a vítima mandou para amiga.
“Ela já sabia que algo podia acontecer por conta das ameaças dele, então, ela tirou a foto da placa”, lembrou Rebeca. Mayla morava em Várzea Grande e decidiu ir para Lucas ainda em dezembro. O objetivo era trabalhar, guardar dinheiro, ajudar a família e viajar para a Europa.
Crime
Conforme apurado pelo , logo após o corpo de Mayla ser encontrado na área de uma fazenda, entre Sorriso e Lucas do Rio Verde, os investigadores foram até a casa da vítima, onde conseguiram informações importantes com uma amiga dela.
Acontece que, horas antes de ser morta, Mayla saiu com o suspeito, no veículo Polo Sedan preto, de um posto de gasolina. Antes de entrar no carro, ela mandou uma foto da placa do carro para a amiga.
Com base na placa, os policiais chegaram até o nome do suspeito, que tem uma hamburgueria em Lucas do Rio Verde. Porém, ele não foi encontrado no primeiro momento. Mas, para a surpresa dos investigadores, o carro dele estava em um lava-jato cerca de 200 metros do comércio. Ele foi abordado ao buscar o veículo.
Abandonou o corpo
Ao ser questionado, confessou ter matado a vítima. Alegou que entrou em luta corporal com Mayla após sofrer uma tentativa de extorsão.
Ao perceber que ela estava morta, enrolou o corpo em uma piscina de plástico, depois colocou no bagageiro do veículo, juntos os pertences dela e saiu pela rodovia sentido Sorriso.
Na área da fazenda, entrou em uma estrada de chão, desligou os faróis e abandonou o corpo. Em seguida, pegou todos os pertences da vítima e jogou no rio.
Na delegacia, além de narrar os fatos, apresentou ainda uma faca, com aproximadamente 20 cm, usada no crime.
Polícia
“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência
O deputado estadual Juca do Guaraná (psdb) recebeu, nesta quarta-feira (15), em seu gabinete, o presidente do Instituto Nacional de Seleções e Concursos (Instituto Selecon), Rogério Vianna Rangel. Durante o encontro, os dois relembraram a realização do concurso público da Câmara de Cuiabá, promovido durante a gestão de Juca à frente da presidência do Legislativo municipal.
Na ocasião, o deputado destacou a importância do certame para fortalecer o quadro de servidores efetivos da Casa de Leis e ressaltou o legado deixado pela iniciativa.
“Nós deixamos uma marca de ter feito esse concurso para atender a população cuiabana e a Câmara de Cuiabá, que é de todos nós mato-grossenses, o parlamento mais antigo do Centro-Oeste brasileiro”, afirmou Juca.
O concurso público foi realizado para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva para cargos de níveis médio e superior, contemplando funções como técnico legislativo, analista legislativo, controlador interno e contador.
Durante a visita, Rogério Vianna Rangel agradeceu a confiança depositada no Instituto Selecon e destacou a forma como o processo foi conduzido.
“Eu, em nome do Selecon, também agradeço ao deputado porque, de fato, fizemos um concurso histórico, graças à oportunidade que o Juca nos deu para realizarmos esse concurso com qualidade e segurança, mas, acima de tudo, com muita transparência”, declarou o presidente da instituição.
Ao final do encontro, Juca reforçou a importância da valorização do serviço público por meio de concursos realizados com responsabilidade, transparência e igualdade de oportunidades para todos os candidatos.
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