APOIO AO PT
PSD EM MT: FÁVARO, COM INDEFINIÇÃO DE BOTELHO E CONVOCAÇÃO DE LULA, RESOLVE APOIAR A PRÉ-CANDIDATURA DO PT EM CUIABÁ
Com a movimentação, Fávaro avaliou que Botelho é um forte e preparado nome para disputar o Alencastro,
Política
Pelo que se percebe a indefinição quanto aos rumos da candidatura do presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT), deputado Eduardo Botelho (União), logicamente, na questão de qual legenda vai abraçar o seu projeto político, vem causando certo embaralhamento no tabuleiro das articulações políticas para as eleições desse ano, nas majoritárias, principalmente, na capital mato-grossense.
E essa indefinição do deputado estadual Eduardo Botelho – que ainda não se decidiu se deixa ou não o União Brasil – e a convocação do presidente Lula (PT), ao PSD do ministro Carlos Fávaro (Agricultura), deve mesmo apoiar o nome da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) para a Prefeitura de Cuiabá, nas eleições de outubro.
Essa definição foi tomada nesta segunda-feira (08), após Fávaro ser chamado por Lula em Brasília (DF) e receber a ‘convocação’ para compor com o grupo que apoiou a eleição do petista em 2022. Com isso, as chances de Botelho se filiar à sigla para a disputa do Alencastro diminuem significativamente.
Quando Fávaro, desde o ano passado confirmou o convite para que Botelho seguisse seu projeto político no PSD, o ministro já falava que a legenda estava de portas abertas para o presidente da Assembleia Legislativa, mas que não seria possível aguardar muito tempo para uma definição. O ministro também deixou claro que caso fosse convocado por Lula e o partido não tivesse um pré-candidato próprio, iria apoiar o projeto lançado pelo grupo do presidente.
Neste tempo, a expectativa era de que Botelho resolveria sua vida dentro do União Brasil até fim de novembro, para que sua migração fosse realizada até dezembro, fazendo com que o PSD iniciasse 2024 já com fortes negociações com demais partidos para o fechamento da chapa na capital.
O deputado Botelho, na dúvida, decidiu ceder aos pedidos de Mauro, que preside o União, e aguardar por uma conversa definitiva, que definirá se será o candidato do partido ou se terá carta branca para se desfiliar.
Com a movimentação, Fávaro avaliou que apesar de ser um forte e preparado nome para disputar o Alencastro, Botelho ainda tenta ser o candidato do governador, o que inviabiliza a possibilidade de aliança com o presidente da ALMT.
Desta forma, o PSD deve intensificar as conversas com a federação, que tem alguns nomes em disputa pela candidatura à prefeitura. Em novembro, o PT municipal aprovou o nome do deputado estadual Lúdio Cabral. A direção estadual da sigla, no entanto, garante que a escolha do pré-candidato será feita pela Executiva nacional, o que mantém as chances da ex-deputada federal Rosa Neide.
Além disso, o PV mantém o nome do vice-prefeito José Roberto Stopa, que sofre certa rejeição de ala petista pelo fato de sua ligação com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Acredita-se que muitas articulações ainda estão sendo ‘gestadas’ e aguardadas. O jogo está apenas principiando.
Política
ALMT retoma sessões com votação de reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma nesta quarta-feira (7) as sessões plenárias após o período eleitoral e volta a analisar uma das matérias que ficaram pendentes antes das eleições: o veto integral ao projeto que prevê reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Desta vez, os deputados deverão se manifestar de forma aberta e nominal sobre o veto. A nova análise foi determinada pela Justiça depois que uma votação anterior, realizada de maneira sigilosa, foi anulada. O entendimento foi de que a regra que permitia o voto secreto para apreciação de vetos não poderia ser aplicada ao caso.
A proposta está relacionada ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia em setembro do ano passado. O texto estabelece reajuste de 6,8% nas tabelas salariais dos servidores efetivos do Judiciário e também prevê mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração. O projeto foi aprovado pelos deputados em novembro de 2025, mas acabou integralmente vetado pelo então governador Mauro Mendes.
Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo para o veto estavam a ausência de estudos consolidados sobre o impacto financeiro da medida e a falta de indicação de uma fonte permanente de custeio. Na época, o Governo estimou que o reajuste poderia representar um impacto de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano na folha estadual caso provocasse efeito semelhante em outras categorias.
A matéria já havia sido levada ao plenário em dezembro de 2025, quando o veto foi mantido por 12 votos a 10 em votação secreta. Posteriormente, a decisão foi questionada na Justiça e a análise acabou anulada, obrigando a Assembleia a realizar uma nova votação, desta vez de forma pública.
Uma nova tentativa de apreciação chegou a ser prevista para setembro, mas a sessão foi suspensa por falta de quórum. Na ocasião, apenas cinco deputados estavam presencialmente no plenário, enquanto outros parlamentares acompanhavam os trabalhos de forma remota, impedindo a votação da matéria.
Com o fim do calendário eleitoral e a retomada das atividades legislativas, o veto volta à pauta nesta quarta-feira. Caberá aos 24 deputados estaduais decidir se mantêm a decisão do Executivo ou se derrubam o veto e permitem o avanço do reajuste para os servidores do Judiciário.
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