"CRIMES DE ODIO"
CASO RONDONÓPOLIS: POLÍCIA MILITAR ABRE INQUÉRITO CONTRA ACUSADOS DE EXECUTAREM SEM-TETOS
Em nota, a Polícia Militar enfatizou que não compactua com nenhum tipo de violência ou atos ilícitos praticados por membros da corporação.
Polícia
ATUALIZADA ÀS 19:44 – A Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos agentes Cássio Teixeira Brito e Elder José da Silva, envolvidos em homicídios ocorridos em Rondonópolis, na madrugada dessa quarta-feira (27). O Comandante-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Alexandre Mendes, divulgou o comunicado da investigação nesta sexta-feira (29).
Cássio Teixeira teve seu mandado de prisão cumprido nesta sexta-feira (29). A arma do policial não foi aprendida, pois o mesmo declarou ter perdido o objeto na quinta-feira (28). Um boletim de ocorrências foi registrado e uma sindicância foi instaurada para averiguar os fatos.
Já o segundo acusado, Elder José da Silva, que estava foragido, se entregou às autoridades policiais no final da tarde dessa sexta-feira (29), acompanhado de seu advogado.
O veículo Land Rover verde utilizado nos crimes foi apreendido na tarde desta sexta, o carro foi encaminhado para a Polícia Civil e passará por perícia.
Em nota, a Polícia Militar enfatizou que não compactua com nenhum tipo de violência ou atos ilícitos praticados por membros da corporação.
O caso
Na madrugada da quarta-feira (27), um grupo de sem-tetos estavam reunidos em frente do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP), quando os dois acusados passaram atirando contra os mesmos.
Thiago Rodrigues Lopes, 37, e Odinilson Landvoight de Oliveira, 41, morreram no local. Outras duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital regional.
Nesta sexta-feira (29), o delegado Thiago Garcia Damasceno enfatizou em entrevista que a ação se trata de um crime de ódio. “Não existe uma causa que gerou essa reação violenta. Foi um crime de ódio, de matar pessoas em vulnerabilidade social, pessoas que já são carentes, estão abandonadas, não são criminosos. O mau exemplo desses policiais não reflete a corporação”, disse.
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