MEDIDAS ADOTADAS

PORTÃO DO INFERNO: SECRETÁRIO PREVÊ OBRAS NA RODOVIA EM ATÉ 15 DIAS COM POSSÍVEL INTERDIÇÃO

Sinfra publicou uma portaria proibindo por tempo indeterminado o tráfego de veículos de carga na MT-251,

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Política

Guilherme Blatt / Sinfra

ATUALIZADA às 15h16 – Quanto a questão dos recentes deslizamentos no paredão do Portão do Inferno na Rodovia Cuiabá/Chapada dos Guimarães (MT-251), despertando preocupação para quem circula por aquela região, o secretário de Infraestrutura e Logística do Estado (Sinfra), Marcelo de Oliveira, concedeu coletiva de imprensa nesta quarta-feira (13), em que afirmou que as obras para melhoria da segurança na rodovia devem começar em até 15 dias. Ele afirmou ainda de que a Sinfra, inicialmente, irá trabalhar, em 4 dos 10 pontos considerados muito críticos.

Na tarde de terça-feira (12) a Sinfra publicou uma portaria proibindo por tempo indeterminado o tráfego de veículos de carga na MT-251, após o registro de dois deslizamentos de terra no Portão do Inferno em menos de 24 horas.

Mesmo a rodovia MT-251, que cruza a região, ser de responsabilidade do Estado, ações no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães ficam a cargo do Governo Federal, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Em entrevista hoje (13) o secretário Marcelo de Oliveira afirmou que um projeto já estava sendo desenvolvido e que foi solicitada a autorização do ICMBio, porém, nada ainda foi resolvido.

“Nós estamos desenvolvendo um projeto. Fizemos um estudo, mandamos ao ICMBio, que respondeu que eles não têm problema, que temos que mandar para o Ibama […] tem mais de 10, 15 dias que mandamos o projeto para eles”.

Oliveira garantiu que o Governo do Estado irá fazer sua parte. Além da proibição do trânsito de veículos de carga com peso a partir de 3,5 toneladas, que poderia acelerar o processo de deslizamento, em até 15 dias obras devem ser iniciadas na região.

“Estamos fazendo limpezas, estamos monitorando e estamos fazendo os nossos projetos. Estes projetos, se tudo der certo, a gente espera que dentro de 10 ou 15 dias nós já estejamos com obras lá dentro para recuperação”.

Segundo ele, inicialmente a Sinfra irá atuar em alguns pontos críticos, com possibilidade de interdição total em horários específicos.

“São 10 pontos críticos, nós vamos trabalhar em 4. Vamos trabalhar no Portão do Inferno, que é visível para todo mundo, e os pontos não visíveis no Portão do Inferno, que estão embaixo do viaduto, que ninguém vê, ninguém sabe que é um problema muito sério […] não tem risco de desmoronamento se a gente não fizer intervenção, mas pode ser que lá na frente venha a ter […] Durante a execução da obra podem ter horários de interdição meia pista ou interdição total para descida de material”.

 

 

 

 

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Retrospectiva: deputados aprovaram política nacional para investimentos em minerais críticos e estratégicos

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê incentivos para o processamento e a transformação desses minerais no Brasil e agora será analisada pelo Senado.

A medida está prevista no Projeto de Lei 2780/24, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros parlamentares.

Os minerais críticos e estratégicos são usados na fabricação de tecnologias como smartphones, carros elétricos e equipamentos militares.

O texto, que teve a relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União para apoiar projetos do setor.

O projeto também prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais, distribuídos ao longo de cinco anos, para o beneficiamento e a transformação desses minerais no Brasil.

O fundo será financiado com recursos do Orçamento federal e também com os bônus de assinatura, valor pago à União pela empresa vencedora do leilão de uma área destinada à exploração desses minerais.

As empresas deverão contribuir com 0,5% da receita operacional bruta para o Fgam. Como alternativa, poderão destinar esse valor a um fundo privado voltado ao incentivo da pesquisa na área, conforme regulamentação futura.

O projeto ainda permite acesso a recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar operações de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.

Depositphotos

Deputados aprovaram proposta para coibir comércio ilegal de ouro

Comércio de ouro
Para tentar diminuir o comércio ilegal de ouro, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que muda a forma de venda do metal, criando um sistema de rastreabilidade a cargo da Casa da Moeda do Brasil (CMB).

De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3025/23 foi aprovado com texto do deputado Marx Beltrão (União-AL) e está em debate no Senado.

Se virar lei, não poderá mais haver transporte e comércio de ouro garimpado por cooperativa ou pessoa física, que hoje podem realizar uma primeira compra do ouro extraído.

A proposta acaba também com a possibilidade de uso exclusivo de nota fiscal em papel para comprovar possível legalidade do ouro transportado em todo o território nacional.

A venda deverá ocorrer apenas por meio de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Algumas se especializaram no comércio de ouro.

Já o pagamento deverá ser feito em real, com crédito em conta de depósito ou em conta de pagamento.

Quanto ao sistema de rastreabilidade do ouro, deverá ocorrer uma marcação física no metal e registro de todas as transações ao longo das transações.

Multa no setor petrolífero
O Plenário da Câmara também aprovou o Projeto de Lei 399/25, do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), que reajusta as multas aplicáveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e cria uma taxa de fiscalização a ser paga à agência pelo setor regulado em razão dos serviços prestados.

O texto foi relatado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e aumentou as multas atuais da ANP, na faixa entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, em 4,7 vezes, passando-as para de R$ 23,5 mil a R$ 23,5 milhões, conforme a infração e sua gravidade.

Quem importar ou comercializar petróleo e derivados fraudados, por exemplo, poderá ser punido com multa de R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões. Outro tipo de multa também é incluído, como a por descumprimento de metas de descarbonização.

Com a criação da Taxa de Fiscalização e Serviços (TFS-ANP), a agência terá uma contraprestação pelos serviços de regulação e fiscalização do setor de petróleo, gás e biocombustíveis, além da produção de hidrogênio e captura e estocagem geológica de gás carbônico.

Os valores dessas taxas variam bastante segundo o tipo de atividade e podem ser em periodicidade anual, única ou por solicitação. A vigência será a partir de 1º de janeiro de 2027.

O texto está em análise no Senado.

Dados fiscais
Outra proposta aprovada relacionada à ANP foi o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25, que permite à agência acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela, a fim de melhorar a fiscalização.

A proposta, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, foi relatada pelo deputado Neto Carletto (Avante-BA) e condiciona a concessão para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.

As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.

De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações:

  • das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais;
  • das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e); e
  • dos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).

A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel) e combater casos de adulteração.

A proposta está em análise no Senado.

Números do semestre
No total, foram aprovados, pelo Plenário da Câmara no primeiro semestre deste ano, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 proposta de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



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