pró botelho
DILMAR ALERTA QUE JÁ HOUVE FRACASSO DO UB EM CUIABÁ E QUER CONVENCER MAURO PARA SEGURAR BOTELHO
Ele ressaltou de que tem mantido conversas frequentes com o presidente do União em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes,
Política
O deputado Dilmar Dal Bosco, após solucionar suas divergências no União Brasil, defendeu a permanência do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, no partido e sugeriu que ele lidere o projeto de candidatura à prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2024.
O parlamentar destacou a importância da permanência de Botelho para o partido, destacando que o União não conseguiu eleger um prefeito na capital desde a época em que a denominação do partido foi a antiga Arena, passando a ser PDS, extinto em 1993 e que teve parte de seus filiados participando da formação do PFL – que depois se transformou no DEM, que na fusão com o PSL formou o União Brasil.
“Qualquer pessoa pode achar estranho, pois nunca tivemos um prefeito da capital desde a época da Arena, PDS, PFL, Democrata e hoje União Brasil. Hoje temos a possibilidade, com dois nomes como pré-candidatos. Acredito que devemos levar essa discussão para dentro do partido, conforme tenho conversado com o governador. Por isso, tenho dito que Botelho deve concorrer à prefeitura pelo União Brasil”, declarou.
Ele ressaltou de que tem mantido conversas frequentes com o presidente do União em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, sobre o tema. Dilmar espera que o próximo encontro entre o governador e Botelho estabeleça critérios para a escolha do candidato que representará o partido em 2024 na capital. Atualmente, Botelho disputa a preferência com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.
“O critério deve ser definido dentro do diretório. Eu falei isso para o governador. O diretório tem que definir, seja por critérios qualitativos ou quantitativos. Não pode ser apenas com base em uma análise superficial. Hoje, a permanência de Botelho é fundamental para nós. Tenho defendido isso junto com o governo e o senador Jayme Campos. Tenho pedido diálogo e conversa, e a cada vez que discutimos, melhoramos esse posicionamento de Botelho como candidato pela União Brasil, evitando sua saída”, enfatizou Dilmar.
Na última semana, Botelho se reuniu com Fábio, mas o encontro não resultou em nenhum entendimento entre eles. Ambos aguardam o retorno do governador da COP 28, em Dubai, para esclarecer a situação.
Política
ALMT retoma sessões com votação de reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma nesta quarta-feira (7) as sessões plenárias após o período eleitoral e volta a analisar uma das matérias que ficaram pendentes antes das eleições: o veto integral ao projeto que prevê reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Desta vez, os deputados deverão se manifestar de forma aberta e nominal sobre o veto. A nova análise foi determinada pela Justiça depois que uma votação anterior, realizada de maneira sigilosa, foi anulada. O entendimento foi de que a regra que permitia o voto secreto para apreciação de vetos não poderia ser aplicada ao caso.
A proposta está relacionada ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia em setembro do ano passado. O texto estabelece reajuste de 6,8% nas tabelas salariais dos servidores efetivos do Judiciário e também prevê mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração. O projeto foi aprovado pelos deputados em novembro de 2025, mas acabou integralmente vetado pelo então governador Mauro Mendes.
Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo para o veto estavam a ausência de estudos consolidados sobre o impacto financeiro da medida e a falta de indicação de uma fonte permanente de custeio. Na época, o Governo estimou que o reajuste poderia representar um impacto de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano na folha estadual caso provocasse efeito semelhante em outras categorias.
A matéria já havia sido levada ao plenário em dezembro de 2025, quando o veto foi mantido por 12 votos a 10 em votação secreta. Posteriormente, a decisão foi questionada na Justiça e a análise acabou anulada, obrigando a Assembleia a realizar uma nova votação, desta vez de forma pública.
Uma nova tentativa de apreciação chegou a ser prevista para setembro, mas a sessão foi suspensa por falta de quórum. Na ocasião, apenas cinco deputados estavam presencialmente no plenário, enquanto outros parlamentares acompanhavam os trabalhos de forma remota, impedindo a votação da matéria.
Com o fim do calendário eleitoral e a retomada das atividades legislativas, o veto volta à pauta nesta quarta-feira. Caberá aos 24 deputados estaduais decidir se mantêm a decisão do Executivo ou se derrubam o veto e permitem o avanço do reajuste para os servidores do Judiciário.
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