Artigo
COP 28: Desafios Ambientais em Mato Grosso
É fundamental também reconhecer que a proteção da floresta não pode se limitar apenas à fiscalização
Política
A discussão na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 28) destaca a importância de uma abordagem colaborativa para preservar a biodiversidade e mitigar os impactos das atividades humanas sobre o meio ambiente. Ciente desse papel, o setor florestal que realiza uma atividade comprometida com a conservação da vegetação nativa, demonstra sua responsabilidade ambiental e contribuição para construir um futuro mais sustentável para a região e para o planeta como um todo.
Diante das informações de desmatamento em Mato Grosso apresentadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e divulgadas nos veículos de comunicação, é importante diferenciar o desmatamento legal do ilegal, destacando áreas destinadas às atividades produtivas com autorização para supressão da vegetação nativa e proporcionando uma visão clara dos desafios enfrentados.
É fundamental também reconhecer que a proteção da floresta não pode se limitar apenas à fiscalização. Uma abordagem eficaz envolve a implementação e fortalecimento dos Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS).
Em Mato Grosso, onde 2.086 km² de florestas foram perdidos em um ano segundo o Inpe, os Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) emergem como uma solução potente. Com uma extensão total de 4,7 milhões de hectares de florestas manejadas em áreas particulares e que podem ser expandidas para 6 milhões de hectares no Estado, essa estratégia não apenas preserva as áreas designadas, mas também gera bens e serviços.
Ao adotar e manter Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) com o apoio do trabalho do empresário de base florestal, o produtor rural proprietário das terras fomenta uma gestão sustentável da sua propriedade, impede o desmatamento nessas áreas e promove a produção responsável, gerando emprego e renda à população que vive na região. A prática do PMFS protege a floresta em pé e contribui para o desenvolvimento socioeconômico local.
É imprescindível, portanto, intensificar os esforços na implementação e fortalecimento dos Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) em Mato Grosso. Essa técnica equilibrada não só visa conter as perdas ambientais como também busca criar uma sinergia entre conservação e desenvolvimento sustentável.
Ao abordar a problemática no cenário global da COP 28, Mato Grosso tem a oportunidade de buscar apoio e colaboração internacional para enfrentar o desafio do desmatamento. Nesse caminho, o setor florestal pode desempenhar um papel fundamental ao promover práticas sustentáveis, investir em tecnologias de monitoramento e engajar-se em iniciativas de incremento de áreas destinadas aos Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS).
Ednei Blasius é presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
Agricultura5 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Política6 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Política6 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
-
Política6 dias atrásAprovadas exceções a regras fiscais para incentivos tributários e despesas de 2026
-
Política6 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Saúde5 dias atrásMesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo
-
Agricultura6 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Política5 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá

