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MDB Dividido: Lideranças não chegam a consenso para nomeação da direção
Tal situação é devido ao impasse existente entre a nomeação do deputado federal Emanuelzinho e a deputada Janaina Riva
Política
O presidente estadual do MDB, ex-deputado Carlos Bezerra, só tem até hoje para nomear a direção provisória da sigla em Cuiabá, como forma de se evitar uma possível intervenção nacional na capital mato-grossense. Tal situação é devido ao impasse existente entre a nomeação do deputado federal Emanuelzinho (MDB) ou da deputada Janaina Riva (MDB) como presidente. A disputa pelo comando da capital vem gerando troca de acusações entre os grupos do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e de Bezerra e Janaina.
Já existe um pré-acordo firmado durante a conferência estadual, que reconduziu Bezerra à presidência da legenda, e teria ficado estabelecido que a presidência da capital ficaria sob indicação de Emanuel Pinheiro. O tal acordo teria sido revelado porque o estatuto partidário na época estabelecia que a direção estadual que nomearia as direções provisórias.
Só que durante a convenção nacional, o estatuto foi modificado e, com isso, a direção nacional pode intervir em estados e municípios em caso de não houver convergência na escolha das direções partidárias, como ocorre em Cuiabá. Com essa modificação, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (MDB-SP), teria que encaminhar a lista da comissão provisória para que Carlos Bezerra nomeasse, fato que não ocorreu.
Diante disso, Bezerra e Janaina passaram a missão para que o deputado federal Juarez Costa fosse o escolhido da nacional para indicar a direção municipal. Contudo, Baleia Rossi já teria o entendimento de cumprir o acordo com Emanuelzinho. Rossi ainda tenta uma reunião com Juarez e Emanuelzinho para tentar por fim no impasse. Porém, Juarez tem justificado incompatibilidade de agenda. Diante do impasse, Baleia estabeleceu o prazo de uma semana para Bezerra nomear a comissão provisória em Cuiabá, que se encerra nesta quinta-feira (7).
Nos bastidores, o que se especula é que, caso Emanuelzinho seja nomeado presidente do MDB de Cuiabá, Juarez Costa poderia deixar a sigla em protesto. Porém, a tal ameaça não foi oficializada pelo parlamentar. O racha dentro do MDB ocorre desde 2020, entre o grupo do prefeito Emanuel Pinheiro e da deputada Janaina Riva. Ambos vislumbram assumir o partido no Estado após Bezerra deixar a presidência.
Política
ALMT retoma sessões com votação de reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma nesta quarta-feira (7) as sessões plenárias após o período eleitoral e volta a analisar uma das matérias que ficaram pendentes antes das eleições: o veto integral ao projeto que prevê reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Desta vez, os deputados deverão se manifestar de forma aberta e nominal sobre o veto. A nova análise foi determinada pela Justiça depois que uma votação anterior, realizada de maneira sigilosa, foi anulada. O entendimento foi de que a regra que permitia o voto secreto para apreciação de vetos não poderia ser aplicada ao caso.
A proposta está relacionada ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia em setembro do ano passado. O texto estabelece reajuste de 6,8% nas tabelas salariais dos servidores efetivos do Judiciário e também prevê mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração. O projeto foi aprovado pelos deputados em novembro de 2025, mas acabou integralmente vetado pelo então governador Mauro Mendes.
Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo para o veto estavam a ausência de estudos consolidados sobre o impacto financeiro da medida e a falta de indicação de uma fonte permanente de custeio. Na época, o Governo estimou que o reajuste poderia representar um impacto de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano na folha estadual caso provocasse efeito semelhante em outras categorias.
A matéria já havia sido levada ao plenário em dezembro de 2025, quando o veto foi mantido por 12 votos a 10 em votação secreta. Posteriormente, a decisão foi questionada na Justiça e a análise acabou anulada, obrigando a Assembleia a realizar uma nova votação, desta vez de forma pública.
Uma nova tentativa de apreciação chegou a ser prevista para setembro, mas a sessão foi suspensa por falta de quórum. Na ocasião, apenas cinco deputados estavam presencialmente no plenário, enquanto outros parlamentares acompanhavam os trabalhos de forma remota, impedindo a votação da matéria.
Com o fim do calendário eleitoral e a retomada das atividades legislativas, o veto volta à pauta nesta quarta-feira. Caberá aos 24 deputados estaduais decidir se mantêm a decisão do Executivo ou se derrubam o veto e permitem o avanço do reajuste para os servidores do Judiciário.
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