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Mendes bloqueia saída de Dilmar do União e frustra articulação de novo partido

“O governador não aceita [me] liberar. Eu conversei muito com ele, mas ele falou que temos que construir junto com o partido.

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Política

Secom AL-MT

O deputado Dilmar Dal Bosco (União), líder do governo na Assembleia Legislativa (ALMT), afirmou que o governador Mauro Mendes (União) negou assinar sua carta de desfiliação e dar anuência para deixar o União Brasil. “O governador não aceita [me] liberar. Eu conversei muito com ele, mas ele falou que temos que construir junto com o partido. Eu sempre fiz isso”, disse o parlamentar, na segunda-feira (4) ao comentar sua possível migração para o recém-criado Partido Renovação Democrática (PRD).

Perguntado se desistirá de mudar para o PRD, Dal Bosco disse que tem conversado com a cúpula nacional da nova sigla, visto que tinha assumido compromisso com o presidente nacional do PRD para ser o presidente do grupo no estado.

“Hoje nós temos várias situações. Eu tenho problemas em vários municípios do Estado, onde foi eleita a direção provisória [no União Brasil] e o pessoal antigo não aceita. Estão procurando um novo partido. Então, podem vir para dentro do PRD, que é um partido novo, com condição de eleger vários vereadores, vice-prefeitos e prefeitos”, explicou.

O parlamentar também deixou escapar que pretende indicar o seu irmão, o ex-prefeito Dilceu Dal Bosco, para ser o “mandachuva” do PRD no Estado e visualiza uma aliança entre o PRD e União Brasil em várias cidades de Mato Grosso. A declaração de Dilmar Dal Bosco pode ser considerada um “balde água fria” nas pretensões do novo partido, que é fruto da fusão entre o PTB e Patriota.

A sigla esperava um deputado estadual no estado e disputar as prefeituras das principais cidades. Apesar da confiança de Dal Bosco em ter o controle do partido mesmo estando no União Brasil, a tendência é que a sigla não permita tal articulação e deixe a legenda nas mãos dos dirigentes do extinto PTB e Patriota, como o ex-deputado Victório Galli e o vereador de Cuiabá, Kássio Coelho.

 

 

 

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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