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Mãe viúva busca ajuda após descobrir que casa foi a leilão pela Caixa em Mato Grosso

De acordo com a moradora, o vendedor, Fabiano Oliveira da Silva, após a morte de sua mãe decidiu vender o imóvel que financiava.

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A moradora do Residencial Santa Terezinha I, em Cuiabá, Rita de Cássia Figueiredo Araújo, está desesperada em busca de uma solução após descobrir que sua casa foi a leilão pela Caixa Econômica Federal (CEF), que identificou algumas irregularidades. Rita comprou o imóvel há 10 anos de um homem que fazia o financiamento. A CEF informou que a casa está sendo ofertada através de licitação aberta.

De acordo com a moradora, o vendedor, Fabiano Oliveira da Silva, após a morte de sua mãe decidiu vender o imóvel que financiava. O negócio foi firmado com o marido de Rita. A família dela vinha do interior do estado para que os filhos estudassem.

Eles continuaram pagando o financiamento e depois de alguns anos não tiveram mais notícias de Fabiano. Rita ficou viúva e afirmou que nesta época fez uma negociação direta com a Caixa, que teria aceitado. Anos depois, sofreu um acidente e ficou impossibilitada de trabalhar, atrasando algumas parcelas. Quando procurou a Caixa para quitar o débito, descobriu que o imóvel estava sendo leiloado.

Rita tentou resolver a questão diretamente com a Caixa, mas negaram um acordo e a solução que deram a ela foi para arrematar a casa no leilão, financiar novamente através do leilão. Rita afirmou que faltavam apenas R$ 40 mil para quitar a casa. A CEF ainda informou a ela que Fabiano não poderia ter vendido a casa.

A mulher então buscou um advogado, mas ele disse que não pegava este tipo de causa, que apenas a Defensoria poderia auxiliá-la. No entanto, a Defensoria Pública da União não pôde ajudá-la, já que a Caixa informou que só poderia tratar com o titular da casa, o Fabiano.

“Trabalho dia e noite para sustentar minhas filhas e dar conta desta casa, que é a única coisa que a gente tem. Eu vim do interior para estudar, minhas filhas foram criadas no mato, a gente veio pra cá e tudo o que a gente tem é essa casa”, disse Rita de Cássia.

Ela busca ajuda para que a Caixa aceite fazer um acordo, sobre a casa em que mora, ou que possa oferecê-la outro imóvel já que, segundo ela, há diversas casas (objetos de financiamento) abandonadas no bairro.

“Quero que a Caixa Econômica Federal entenda que o Fabiano Oliveira da Silva, titular do imóvel, está foragido, que tenho 10 anos na casa, onde venho pagando as parcelas, além de todo investimento em construção, mesmo sendo viúva sozinha com 4 dependentes, sem ajuda de pensão ou benefícios do Governo. Eles não podem me jogar na rua com minhas filhas, em 2017 quando fiquei viúva eles fizeram acordo comigo”, afirmou.

A CEF informou que não houve lance para o imóvel nos leilões realizados, mas que a casa está atualmente em oferta através de licitação aberta. Disse também que o vínculo com o banco se dá através do financiamento firmado diretamente com a Caixa.

Leia a nota da Caixa Econômica Federal:

A CAIXA informa que, após a notificação prevista pela Lei nº 9.514/1997, ofertou o referido imóvel no 1º leilão realizado em 10/10/2023, e no 2º leilão realizado em 18/10/2023, ambos regidos pelo Edital Único nº 0012/0223, e sem lances, situação em que foi dada a quitação integral da dívida, com a retomada plena da propriedade ao credor fiduciário.  O banco destaca que informações sobre operações específicas são disponibilizadas apenas ao cliente/mutuário por força de normas de sigilo bancário e privacidade.

O imóvel está atualmente em oferta através de Licitação Aberta para qualquer interessado […] para verificar as condições de compra e participar do procedimento de venda. A Licitação Aberta ocorrerá no dia 08/12/2023, às 10h.

Por fim, cabe esclarecer que o vínculo dos mutuários com o banco se configura exclusivamente por meio dos contratos de financiamento firmados diretamente com a CAIXA.

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Max Russi reúne multidão em lançamento e ganha projeção para 2030

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O deputado estadual Max Russi (Podemos) deu a largada oficial à campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso em um ato que reuniu mais de 5 mil pessoas na noite de quarta-feira (9), na Musiva, em Cuiabá. O evento reuniu apoiadores de diversas regiões do Estado e também importantes lideranças políticas.

Atual presidente da Assembleia Legislativa, Max teve ao seu lado no palanque o ex-governador Mauro Mendes (União) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado. A presença dos dois reforçou o peso político do evento e a articulação construída em torno da candidatura do parlamentar.

Durante o discurso, Janaina lembrou que Max chegou a ser cotado para disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. “Neste ano, o Max Russi seria o governador de Mato Grosso. Não deu para ser dessa vez”, afirmou.

A deputada, porém, já projetou o futuro político do aliado e declarou esperar que ele entre na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2030. “Eu sei que Deus vai me abençoar com o apoio de vocês, eu serei senadora e, em 2030, Max, eu vou estar aqui para te ver governador de Mato Grosso”, disse Janaina.

Além da projeção para a próxima eleição estadual, Janaina também sinalizou apoio à permanência de Max no comando da Assembleia. Ela afirmou que, caso o MDB consiga eleger quatro ou cinco deputados estaduais, a bancada deverá apoiar Russi para continuar na presidência da Casa. “Se nós elegermos quatro, cinco estaduais, todos vão votar no Max para presidente da Assembleia Legislativa”, declarou.

Max foi eleito presidente da ALMT para o biênio 2025-2027. Para continuar à frente do Legislativo, entretanto, precisará primeiro renovar o mandato nas urnas e, posteriormente, construir maioria entre os deputados eleitos para a próxima legislatura.

Com a Musiva lotada e a presença de aliados de diferentes regiões, o lançamento consolidou a largada eleitoral de Max Russi e também expôs um movimento político que vai além de 2026, com aliados já colocando o deputado entre os nomes que podem disputar o Governo de Mato Grosso em 2030.



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