Vicente Vuolo

FERROVIA ESTADUAL: GRUPO DE CINCO DEPUTADOS CRIA COMISSÃO NA ALMT PARA ACOMPANHAR AS OBRAS ENTRE JUSCIMEIRA E CUIABÁ

Grupo de parlamentares instalaram nesta semana, na ALMT, uma comissão especial para acompanhamento das obras da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo

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Política

Assessoria

Um grupo de parlamentares instalaram nesta semana, na ALMT, uma comissão especial para acompanhamento das obras da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo, especialmente do trecho que vai ligar Juscimeira a Cuiabá. Na reunião, também foi realizada eleição para o comando do colegiado.
O deputado Júlio Campos foi eleito presidente, enquanto Claudio Ferreira (PL) foi escolhido para ocupar a vice-presidência. Campos criticou a empresa responsável pelo empreendimento e mostrou preocupação com eventual atraso na entrega do trecho que atenderá a capital.
“Lamentavelmente, a Rumo, empresa que recebeu a concessão para a construção dessa ferrovia até Lucas do Rio Verde, pediu a licença ambiental apenas no trecho Rondonopólis – Juscimeira, esquecendo do ramal que vem para Cuiabá”, explicou o parlamentar. O parlamentar lembrou ainda que o prazo para a ferrovia chegar a Cuiabá termina no fim de 2025.
Também são membros titulares da comissão especial os deputados Juca do Guaraná (MDB), Max Russi (PSB), além de Wilson Santos (PSD), que será o relator. São suplentes Dilmar Dal Bosco (União), Thiago Silva (MDB), Lúdio Cabral (PT), Elizeu Nascimento (PL) e Fabio Tardin (PSB).
“Estamos juntos nesse trabalho agora. Vamos acompanhar e cobrar a Rumo, para que realmente coloque no papel o pedido de licença junto a Sema [Secretaria Estadual de Meio Ambiente] para início das obras no trecho Juscimeira-Cuiabá, que é muito importante para todos nós, cuiabanos e mato-grossenses”, garantiu Júlio Campos. “Nós temos uma pesquisa já feita que diz que o terminal de Cuiabá terá uma movimentação de carga acima de 20 milhões de toneladas, de produção da economia cuiabana e do que que é consumido em Cuiabá. Então, a baixada cuiabana dá respaldo econômico para essa ferrovia”, completou.
Familiares do ex-senador que dá nome à ferrovia acompanharam a reunião e se comprometeram em colaborar com os trabalhos da Assembleia, por meio do Fórum Pró-Ferrovia. “Estamos muito felizes com a instalação e posse dessa comissão especial, criada pela Assembleia para acompanhar junto a Rumo Logística todo o desenrolar da obra”, afirmou Gleyde Vuolo.

 

 

 

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Retrospectiva: deputados aprovaram política nacional para investimentos em minerais críticos e estratégicos

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê incentivos para o processamento e a transformação desses minerais no Brasil e agora será analisada pelo Senado.

A medida está prevista no Projeto de Lei 2780/24, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros parlamentares.

Os minerais críticos e estratégicos são usados na fabricação de tecnologias como smartphones, carros elétricos e equipamentos militares.

O texto, que teve a relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União para apoiar projetos do setor.

O projeto também prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais, distribuídos ao longo de cinco anos, para o beneficiamento e a transformação desses minerais no Brasil.

O fundo será financiado com recursos do Orçamento federal e também com os bônus de assinatura, valor pago à União pela empresa vencedora do leilão de uma área destinada à exploração desses minerais.

As empresas deverão contribuir com 0,5% da receita operacional bruta para o Fgam. Como alternativa, poderão destinar esse valor a um fundo privado voltado ao incentivo da pesquisa na área, conforme regulamentação futura.

O projeto ainda permite acesso a recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar operações de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.

Depositphotos

Deputados aprovaram proposta para coibir comércio ilegal de ouro

Comércio de ouro
Para tentar diminuir o comércio ilegal de ouro, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que muda a forma de venda do metal, criando um sistema de rastreabilidade a cargo da Casa da Moeda do Brasil (CMB).

De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3025/23 foi aprovado com texto do deputado Marx Beltrão (União-AL) e está em debate no Senado.

Se virar lei, não poderá mais haver transporte e comércio de ouro garimpado por cooperativa ou pessoa física, que hoje podem realizar uma primeira compra do ouro extraído.

A proposta acaba também com a possibilidade de uso exclusivo de nota fiscal em papel para comprovar possível legalidade do ouro transportado em todo o território nacional.

A venda deverá ocorrer apenas por meio de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Algumas se especializaram no comércio de ouro.

Já o pagamento deverá ser feito em real, com crédito em conta de depósito ou em conta de pagamento.

Quanto ao sistema de rastreabilidade do ouro, deverá ocorrer uma marcação física no metal e registro de todas as transações ao longo das transações.

Multa no setor petrolífero
O Plenário da Câmara também aprovou o Projeto de Lei 399/25, do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), que reajusta as multas aplicáveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e cria uma taxa de fiscalização a ser paga à agência pelo setor regulado em razão dos serviços prestados.

O texto foi relatado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e aumentou as multas atuais da ANP, na faixa entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, em 4,7 vezes, passando-as para de R$ 23,5 mil a R$ 23,5 milhões, conforme a infração e sua gravidade.

Quem importar ou comercializar petróleo e derivados fraudados, por exemplo, poderá ser punido com multa de R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões. Outro tipo de multa também é incluído, como a por descumprimento de metas de descarbonização.

Com a criação da Taxa de Fiscalização e Serviços (TFS-ANP), a agência terá uma contraprestação pelos serviços de regulação e fiscalização do setor de petróleo, gás e biocombustíveis, além da produção de hidrogênio e captura e estocagem geológica de gás carbônico.

Os valores dessas taxas variam bastante segundo o tipo de atividade e podem ser em periodicidade anual, única ou por solicitação. A vigência será a partir de 1º de janeiro de 2027.

O texto está em análise no Senado.

Dados fiscais
Outra proposta aprovada relacionada à ANP foi o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25, que permite à agência acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela, a fim de melhorar a fiscalização.

A proposta, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, foi relatada pelo deputado Neto Carletto (Avante-BA) e condiciona a concessão para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.

As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.

De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações:

  • das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais;
  • das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e); e
  • dos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).

A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel) e combater casos de adulteração.

A proposta está em análise no Senado.

Números do semestre
No total, foram aprovados, pelo Plenário da Câmara no primeiro semestre deste ano, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 proposta de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



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