ILEGALIDADE NA VI
MPMT denuncia ex-vereadora Edna Sampaio – pede devolução de R$ 40 mil
Ex-vereadora cassada Edna Sampaio (PT) foi denunciada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT),
Política
A ex-vereadora cassada Edna Sampaio (PT) foi denunciada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por suposto ato de improbidade administrativa por conta do uso ilegal da Verba Indenizatória da sua chefe de gabinete. Além da condenação, o MP ainda pede que a ex-parlamentar pague R$ 40 mil a título de ressarcimento aos cofres públicos.
O promotor de Justiça, Mauro Zaque, diz no documento que mesmo que Edna tendo apresentado sua prestação de contas do seu mandato com notas fiscais e depósitos, existem incongruências entre as informações constantes na prestação de contas e nos respectivos comprovantes bancários apostos nos mesmos relatórios.
“Isso porque, nos meses de setembro e outubro os gastos foram realizados no cartão de credito nº 4854 XXXX.XXXX.8803 e não no cartão de credito nº 4854.XXXX.XXXX.8247 que segundo os relatórios de prestações contas, está vinculada a conta corrente nº 417-0 da agência 8629-0 do Banco do Brasil e seria a conta destinada aos gastos referentes às despesas realizadas pelo gabinete da parlamentar durante a gestão do seu mandato. Da mesma forma, nos meses de novembro e dezembro, as despesas elencadas nos cartões de crédito nº 4984.XXXX.XXXX.9036 e 5464.XXXX.XXXX.5416 foram respectivamente realizadas nos cartões 4984.XXXX.XXXXX.3675 e 5522.XXXX.XXXX.0690. Vale destacar que todos os cartões mencionados tem como titular a Vereadora Edna Luzia Almeida Sampaio”, diz trecho da denúncia protocolada no último dia 1º de novembro.
A denúncia diz ainda que as verbas indenizatórias não podem ser confundidas como recursos disponíveis para gerir quaisquer atividades parlamentares, inerentes à execução do mandato eletivo, mas, apenas, aquelas dotadas de excepcionalidade atribuídas ao agente público em atenção a legislação vigente.
“Ou seja, tais verbas eram confundidas com recursos disponíveis ao mandato para cobrir despesas relacionadas ao transporte (combustível e estacionamento), alimentação (restaurante, mercearia, supermercado), hospedagem. Ademais, ainda que, supostamente, algumas despesas da Chefe de Gabinete parlamentar, tenham sido custeadas com referida verba indenizatória, por, em tese, incorporarem ao custo total inerente a implementação do mandato coletivo, essa metodologia de gestão, desvirtua a própria natureza da indenização, haja vista, não ser possível distinguir quais despesas foram compensadas”.
O MP ainda alega que seja necessário ressarcir os cofres públicos no valor de R$ 20 mil por dano ao erário público, e mais R$ 20 mil em ressarcimento por dano moral coletivo. “Desse modo, demonstrado o sério dano ao patrimônio público – fumus boni iuris – e o risco ao resultado útil do processo – periculum in mora -, urge a decretação liminar de indisponibilidade de bens, a fim de assegurar o integral recomposição do erário ou do acréscimo patrimonial resultante de enriquecimento ilícito, de modo que seja decretada a indisponibilidade até o valor da causa, qual seja, R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), sendo R$ 20.000,00 (vinte mil reais) correspondente ao prejuízo causado ao erário, acrescido de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) referentes ao dano moral coletivo”, diz outro trecho.
Além do ressarcimento, o MP pede que seja aplicada a penalidade de “suspensão dos direitos políticos até 14 anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 anos”.
O MP também pede a possibilidade que seja aplicado o pagamento de multa civil de até “24 vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 anos”.
Política
Max Russi reúne multidão em lançamento e ganha projeção para 2030
O deputado estadual Max Russi (Podemos) deu a largada oficial à campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso em um ato que reuniu mais de 5 mil pessoas na noite de quarta-feira (9), na Musiva, em Cuiabá. O evento reuniu apoiadores de diversas regiões do Estado e também importantes lideranças políticas.
Atual presidente da Assembleia Legislativa, Max teve ao seu lado no palanque o ex-governador Mauro Mendes (União) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado. A presença dos dois reforçou o peso político do evento e a articulação construída em torno da candidatura do parlamentar.
Durante o discurso, Janaina lembrou que Max chegou a ser cotado para disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. “Neste ano, o Max Russi seria o governador de Mato Grosso. Não deu para ser dessa vez”, afirmou.
A deputada, porém, já projetou o futuro político do aliado e declarou esperar que ele entre na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2030. “Eu sei que Deus vai me abençoar com o apoio de vocês, eu serei senadora e, em 2030, Max, eu vou estar aqui para te ver governador de Mato Grosso”, disse Janaina.
Além da projeção para a próxima eleição estadual, Janaina também sinalizou apoio à permanência de Max no comando da Assembleia. Ela afirmou que, caso o MDB consiga eleger quatro ou cinco deputados estaduais, a bancada deverá apoiar Russi para continuar na presidência da Casa. “Se nós elegermos quatro, cinco estaduais, todos vão votar no Max para presidente da Assembleia Legislativa”, declarou.
Max foi eleito presidente da ALMT para o biênio 2025-2027. Para continuar à frente do Legislativo, entretanto, precisará primeiro renovar o mandato nas urnas e, posteriormente, construir maioria entre os deputados eleitos para a próxima legislatura.
Com a Musiva lotada e a presença de aliados de diferentes regiões, o lançamento consolidou a largada eleitoral de Max Russi e também expôs um movimento político que vai além de 2026, com aliados já colocando o deputado entre os nomes que podem disputar o Governo de Mato Grosso em 2030.
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