ALIADOS DA PROTEÇÃO
No Dia dos Animais, PM faz demonstração da importância de cães e cavalos em ações da Segurança Pública
Em Mato Grosso, cerca de 150 animais operam em ações de resgate, buscas e ações sociais
Polícia
As instituições vinculadas a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), além da força humana, trabalham com as habilidades de cães e cavalos nas mais diversas operações realizadas em Mato Grosso. Cerca de 150 animais operam em atividades de resgate, buscas e ações sociais. A união entre o homem e os bichos reforça a importância da proteção dos animais, um dos principais objetivos do Dia Mundial dos Animais, comemorado nesta quarta-feira (04.10).
Os animais auxiliam a partir de suas habilidades, tamanho e força, que possibilitam a realização de tarefas que os policiais, sozinhos, não poderiam realizar em tempo hábil.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) trabalha com cães de resgate desde 2012 e conta com 16 adultos treinados e 10 filhotes. A atividade trouxe destaque nacional para o estado, que se tornou o maior com número de cães certificados pela Ligabom (Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil).

Atualmente, os cachorros das raças labrador, border collie, pastor alemão, pastor belga de matinais, braco alemão, boiadeiro australiano e foxhound atuam em Cuiabá, Várzea Grande, Sorriso, Jaciara, Nova Mutum, Sinop, Juína, Cáceres e Tangará da Serra.
Para ser empregado em operações reais, eles precisam ser adultos (a partir de 18 meses) e passar pela prova de certificação do Conselho, garantindo a qualidade do serviço prestado à sociedade.

O tenente-coronel Rafael Ribeiro Marcondes, comandante do 2º Batalhão Bombeiro Militar, explica que os cães otimizam os trabalhos de buscas, possibilitando às equipes prestar socorro com rapidez.
“Por conta de sua capacidade olfativa e sua agilidade, eles se torname fundamentais em toda e qualquer operação que exista a necessidade de encontrar uma vítima. Seja em região de mata, nos escombros, em meio a lama e até mesmo corpos submersos na água, os cães são capazes de indicar”, ressalta o comandante.
Em Cáceres, na região entre a fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) conta com o Canilfron desde 2013, compartilhado com a Polícia Judiciária Civil. Os animais atuam em buscas, na modalidade de faro e substâncias, e já auxiliaram na apreensão de mais de cinco toneladas de drogas.
O subtenente Moracir da Silva Figueiredo, responsável pelo Canilfron, destaca que o canil foi criado como uma estratégia de segurança a fim de coibir crimes de tráfico na região fronteiriça, auxiliando às forças de segurança pública. São seis cães da raça pastor belga de malinóis treinados por nove profissionais.

A Polícia Penal também mantém canis em Cuiabá, na base de Serviço de Operações Especializada (SOE), e Rondonópolis, com o total de nove cães treinados para guarda, proteção, recaptura e farejamento. Além disso, também está sendo construído canil em Sinop, onde três animais já estão em treinamento. Os animais do SOE também servem como apoio em ações conjuntas com as forças de segurança estaduais e também com o Exército Brasileiro.
No Batalhão de Operações Especiais (Bope), os cães farejadores atuam em atividades de detecção de drogas, armas e explosivos. O sargento Solér, responsável pelo canil do Bope, ressalta a importância dos animais nas ações das forças de segurança.
“Desde a primeira grande guerra os cães são utilizados pelas forças de segurança, pelo grande potencial olfativo e polivalência de aplicações, que vão desde detecção de drogas, explosivos, pessoas desaparecidas, evidências forenses até como a detecção de sangue. Os animais são de uma importância ímpar, pois não existe nenhuma máquina ou tecnologia no mundo capaz de substituir o cão, na sua capacidade olfativa, agilidade e destreza, além de serem grandes parceiros de seus condutores. É uma verdadeira ‘simbiose’”, afirma o especialista em operações com cães para o emprego policial.
O Bope trabalha com seis cães, cada um com seu condutor, e com três treinadores, responsáveis pelo condicionamento físico e treinamentos específicos para as atividades de policiamento. Os animais do Bope são da raça pastor belga de malinóis, border collie e pastor alemão.

Além disso, a Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) atua com duas Unidades de Cavalaria, em Cuiabá e Nova Mutum. Somando as duas cidades, 97 cavalos colaboram com as atividades policiais.
O tenente Walmir Barros Rocha, comandante do regimento de policiamento montado, destaca a importância do trabalho dos cavalos para o auxílio na segurança do estado.
“O processo de policiamento montado é extremamente importante na realização do patrulhamento ostensivo, protegendo a população, tendo uma maior possibilidade de ação com menos policiais e ainda proporciona uma boa visão institucional, já que seus cavalos transmitem serenidade e maior sensação de segurança”, afirma.

Entre as vantagens do policiamento a cavalo estão o campo de visão ampliado, ostensividade e emprego de locais variados, além da grande mobilidade em locais onde normalmente o policiamento com veículos possui mais dificuldade de execução. A união do homem e o cavalo também proporciona um grande impacto visual em qualquer ambiente em que atua, sendo visto sem dificuldade pela população.
A raça predominante dos cavalos é o brasileiro de hipismo (BH), por ser considerado mais adequado para as polícias militares por conta de sua capacidade de aprendizado em treinamentos operacionais, mas as raças puro sangue lusitano (PSL) e quatro de milha também estão presentes nas forças do estado.
Os cavalos são treinados desde o nascimento, com dinâmicas de reconhecimento com o seu condutor, formando confiança e parceria.
Em todo o estado, os animais das forças de segurança também participam de diversos projetos sociais e de interação com a sociedade, proporcionando atividades e experiências positivas, além de mostrar a sua importância para a população no dia a dia.

Polícia
Projeto Âmbar fortalece cultura do feedback no MPMT
Como a liderança pode contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis? A pergunta conduziu a quarta e última oficina do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar, realizada na sexta-feira (4) pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). Voltada a gestores e lideranças da instituição, a capacitação promoveu reflexões sobre o papel do feedback e da Comunicação Não-Violenta (CNV) na prevenção de riscos psicossociais, no fortalecimento das relações profissionais e na construção de uma cultura organizacional mais humana, colaborativa e saudável.A oficina “Feedback como ferramenta de cuidado e direção” foi conduzida pela gerente de Desenvolvimento, Josyane Lima de Cerqueira, e pelo gerente de Aposentados e Pensionistas, Juan Correa Rodrigues Vieira, com participação da subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, e da chefe do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), Ozivânia França de Oliveira Luzzato. Além das exposições teóricas, os participantes foram divididos em três grupos e realizaram atividades práticas simulando situações de feedback e aplicando conceitos trabalhados ao longo da capacitação.Na abertura, a psicóloga do Programa Vida Plena, Luísa Catarina Oliveira Gonçalves, ressaltou que o ciclo de oficinas foi concebido como um espaço de reflexão sobre as relações de trabalho, as práticas de liderança e os fatores que impactam a saúde mental. Segundo ela, o Projeto Âmbar percorreu diferentes dimensões do cuidado, desde a organização do trabalho até o autocuidado, culminando na discussão sobre o feedback como instrumento de desenvolvimento. “Quando falamos em saúde mental, estamos falando também da qualidade das relações, da maneira como os conflitos são conduzidos e das condições que produzimos coletivamente para que as pessoas possam trabalhar com respeito, segurança e dignidade”, afirmou.Ao adentrar no tema, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert destacou que o feedback é uma das ferramentas mais sensíveis da liderança e deve ser compreendido como instrumento de cuidado, desenvolvimento e fortalecimento das relações profissionais. Para ela, o grande desafio das lideranças é ampliar o olhar para além das demandas e processos, colocando as pessoas no centro das decisões. “Existem técnicas para uma boa gestão e para um bom feedback, mas nenhuma técnica supera o nosso desenvolvimento humano”, afirmou. A subprocuradora-geral também reforçou a importância da empatia, da escuta qualificada e da comunicação respeitosa para a construção de ambientes saudáveis e a prevenção do adoecimento.Ainda durante sua participação, Anne Karine Wiegert chamou atenção para a necessidade de autoconhecimento por parte dos gestores e para a coragem de enfrentar conversas difíceis. Segundo ela, liderar exige capacidade de lidar com conflitos, acolher diferentes perspectivas e tomar decisões nem sempre populares. “Nós não mudamos o outro. Nós mudamos a forma como lidamos com o outro”, enfatizou. Para a gestora, o medo da reação do liderado costuma ser um dos principais obstáculos para a realização de feedbacks, podendo gerar ansiedade, desgaste emocional e adiamento de questões que precisam ser enfrentadas.Ao apresentar a atuação do Departamento de Gestão de Pessoas, Ozivânia França de Oliveira Luzzato reforçou que cuidar das pessoas é a essência da missão do setor e um dos pilares da estratégia institucional. Responsável pelo acompanhamento funcional de mais de 2,4 mil integrantes da instituição, o DGP atua desde o ingresso até a aposentadoria dos membros e servidores. “Regulamentos são importantes, sistemas são importantes, processos são importantes, mas o mais importante são as pessoas”, afirmou. Segundo ela, são as pessoas que concretizam a missão constitucional do Ministério Público, razão pela qual investir em saúde, desenvolvimento e qualidade das relações significa fortalecer a própria atuação institucional.Feedback – Durante a capacitação, Josyane Lima de Cerqueira explicou os conceitos fundamentais do feedback, sua origem histórica e sua aplicação na gestão de pessoas. O termo surgiu na área da engenharia e dos sistemas de controle antes de ser incorporado ao ambiente organizacional. No contexto da liderança, explicou a gerente, o feedback deve ser entendido como um processo intencional voltado ao alinhamento de expectativas, ao reconhecimento e ao desenvolvimento das equipes. “Feedback não é qualquer diálogo. É um diálogo que tem objetivo, tem intenção e não parte do acaso; ele se sustenta em evidências”, ressaltou.A facilitadora apresentou os três principais tipos de feedback: reconhecimento, orientação e desenvolvimento. Também destacou que o processo é didático e dinâmico, exigindo observação, escuta, planejamento e disposição para o diálogo. Entre as etapas de preparação, citou a definição clara dos objetivos da conversa, o levantamento de evidências, a escolha do momento adequado, a antecipação de possíveis reações, o planejamento de perguntas e a reflexão sobre o próprio papel da liderança.Outro ponto abordado foi o desconforto frequentemente associado ao feedback. A partir de reflexões propostas aos participantes, a oficina discutiu se é mais difícil dar ou receber feedback, além de questões como medo de gerar desconforto, falta de preparo, receio de reações emocionais e ausência de uma cultura consolidada de diálogo. Ao defender a prática contínua do feedback, Josyane Cerqueira alertou: “Se a conversa provocou constrangimento, humilhação, exposição ou repressão, isso não é feedback”.A gerente também destacou que as ferramentas de gestão são importantes porque oferecem evidências objetivas para as conversas, evitando julgamentos ou percepções subjetivas. Além disso, explicou que o feedback contribui diretamente para a saúde nos ambientes de trabalho ao reduzir incertezas, alinhar expectativas e fortalecer o sentimento de pertencimento, especialmente em equipes híbridas. “Para se ter saúde no trabalho é preciso pensar na qualidade das relações, da comunicação e da liderança”, afirmou.Segundo ela, a ausência de diálogo pode favorecer fatores de risco psicossocial, como isolamento, sensação de invisibilidade, insegurança sobre o próprio desempenho e acúmulo de insatisfações. Em contrapartida, o feedback fortalece a confiança, o respeito mútuo, a cooperação, a segurança psicológica e o senso de justiça. Ao final da oficina, a gerente deixou uma reflexão aos participantes: “Que tipo de ambiente estamos ajudando a construir quando escolhemos dar ou deixar de dar feedback?”Comunicação Não-Violenta – Como complemento à temática do feedback, a oficina abordou a Comunicação Não-Violenta (CNV), metodologia desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg. O gerente Juan Correa Rodrigues Vieira explicou que a proposta busca ampliar a qualidade das relações por meio da empatia, da escuta ativa e da compreensão das necessidades humanas presentes em cada interação.“Mais do que seguir uma fórmula, a proposta da Comunicação Não-Violenta é promover uma mudança na qualidade das relações”, destacou. Segundo ele, a metodologia é baseada em quatro etapas: observação dos fatos sem julgamentos, identificação dos sentimentos, reconhecimento das necessidades envolvidas e formulação de pedidos claros e possíveis. Para o facilitador, a adoção desses princípios fortalece vínculos de confiança, reduz conflitos e favorece a construção coletiva de soluções.Ao relacionar a CNV ao exercício da liderança, Juan Vieira ressaltou que gestores são constantemente chamados a mediar conflitos e promover diálogos difíceis. “A questão não é ignorarmos os conflitos, mas termos líderes e gestores que adotem posturas assertivas e construtivas de mediadores”, afirmou. Para ele, o feedback deve ser compreendido como uma troca e não apenas como a transmissão de uma mensagem, exigindo abertura para ouvir, acolher diferentes perspectivas e refletir sobre a própria atuação.A jornada continua – No encerramento da primeira edição do Projeto Âmbar, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert enfatizou que as reflexões promovidas ao longo do ciclo não devem terminar com o fim das oficinas, mas servir de inspiração permanente para o exercício da liderança. Segundo ela, tão importante quanto dominar técnicas de gestão e comunicação é desenvolver autoconhecimento, inteligência emocional e capacidade de reconhecer limites e fragilidades. “Nós precisamos, para além de conhecer e dominar todas as técnicas, dominar a nós mesmos”, afirmou.Ao agradecer aos participantes e organizadores, a subprocuradora-geral reforçou que o legado do Projeto Âmbar está no fortalecimento de uma cultura institucional baseada no cuidado, na qualidade de vida e no desenvolvimento humano. Para ela, o desafio lançado aos líderes permanece atual e exige reflexão constante sobre o impacto das próprias atitudes nas equipes e nos ambientes de trabalho construídos diariamente dentro da instituição.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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