INVESTINDO NA AGRICULTURA

Para fortalecer agricultura familiar, Cuiabá busca investimentos de R$ 70 milhões do BID Pantanal

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Economia

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico – SMATED tem estreitado significativamente a cooperação com o Governo Federal, em particular com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA. Através do Ministério, a Secretaria está pleiteando recursos do Programa BID Pantanal, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para os projetos na região do Pantanal nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (SFA-MT) já realizou visitas aos 12 municípios da Baixada Cuiabana que fazem parte do programa BID Pantanal. Durante essas visitas, a equipe da SFA-MT teve a oportunidade de conhecer as propostas de projetos locais. Entre os lugares visitados, três fazem parte do Programa Agro da Gente, criado na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, com o objetivo de fortalecer e desenvolver as cadeias produtivas da zona rural do município. A equipe da SFA-MT visitou uma propriedade que tem produção de mel, uma que produz leite e derivados e uma que produz hortaliças por meio da hidroponia.

“Nossa equipe colaborou ativamente na apresentação de políticas públicas direcionadas ao setor rural de nosso município. Desenvolvemos ações em diversas cadeias produtivas, e com base no trabalho consistente que vem sendo realizado, Cuiabá pleiteou recursos da ordem de aproximadamente setenta milhões de reais, que acreditamos que serão aprovados devido à sólida fundamentação das iniciativas e ao apoio que temos recebido da comunidade rural. Esses recursos serão destinados a diversas áreas, incluindo apicultura, piscicultura, bovinocultura leiteira, bem como o setor de frutas, legumes e verduras (FLV). Além disso, serão investidos na cadeia produtiva de peixes. Estamos igualmente empenhados em aprimorar a infraestrutura de acesso à produção e em promover o uso de energia fotovoltaica, visando à sustentabilidade e a projetos de irrigação para atender às necessidades do setor produtivo. É importante ressaltar que todas essas ações serão conduzidas com o compromisso de respeitar o meio ambiente”, informou o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo.

Vuolo agradeceu ao ministro Carlos Fávaro, ao superintendente da SFA-MT, Maurício Munhoz e a toda a equipe técnica do MAPA pelo apoio e esforços na formação das parcerias. “A parceria entre o governo municipal de Cuiabá e o Governo Federal, com o apoio financeiro necessário, torna nossa meta de melhorar a qualidade de vida do homem do campo mais alcançável. Seguimos a orientação do prefeito Emanuel Pinheiro, pois não podemos alcançar nossos objetivos sozinhos e, portanto, estamos alinhados com o Governo Federal nesse esforço conjunto. Estamos entusiasmados e ansiosos para progredir nesse setor e fortalecer ainda mais a economia de Cuiabá em colaboração com os pequenos produtores dentro do município”, concluiu.

SECOM/CUIABÁ

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CVM multa Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em fundo imobiliário

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Por unanimidade, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou nesta terça-feira (8) o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pagar R$ 20 milhões por uma operação do fundo imobiliário Brazil Realty considerada fraudulenta. O Banco Master foi multado em R$ 12,5 milhões. Ao todo, sete pessoas e nove empresas foram punidas.

No total, as multas aplicadas por causa da fraude chegam a R$ 201 milhões. O processo investigou a utilização de ativos sobreavaliados e operações no mercado secundário (quando papéis emitidos anteriormente trocam de donos).

Principais números

  • R$ 20 milhões: multa aplicada a Daniel Vorcaro;
  • R$ 12,5 milhões: penalidade aplicada ao Banco Master;
  • R$ 201 milhões: total das multas por fraude, segundo a CVM;
  • R$ 5,8 milhões: prejuízo realizado identificado para investidores;
  • 16 acusados: todos condenados no processo, segundo a CVM.

Processo desde 2020

O processo foi instaurado em 2020 pela área técnica da CVM para apurar irregularidades na emissão e na distribuição de cotas do Brazil Realty, fundo de investimento imobiliário.

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (8), na sede da autarquia, no Rio de Janeiro. O diretor João Accioly, relator do caso, votou pela condenação dos acusados. Os demais integrantes do colegiado acompanharam o entendimento, tornando a decisão unânime.

O processo chegou a ser suspenso duas vezes por pedidos de vista. Também houve tentativas de acordo para encerrar o caso, mas as propostas foram rejeitadas pela CVM.

As defesas de alguns acusados pediram o adiamento da sessão, mas a requisição não foi acolhida.

Como funcionava

Segundo a acusação analisada pela CVM, o esquema envolvia a sobreavaliação de imóveis e de outros ativos usados na composição do fundo.

A investigação apontou problemas em laudos usados para determinar o valor dos bens e operações destinadas a criar liquidez artificial para as cotas no mercado secundário.

Na terceira emissão de cotas, iniciada em 2018, o fundo recebeu R$ 139,1 milhões, grande parte em ativos físicos. De acordo com a CVM, alguns desses bens, principalmente imóveis, apresentavam valores superiores aos considerados adequados pela autarquia.

A CVM também apontou problemas na documentação relacionada a parte das integralizações realizadas na emissão.

Liquidez artificial

Depois da colocação das cotas, empresas ligadas aos envolvidos teriam participado de operações no mercado secundário para criar liquidez para os papéis.

Segundo a acusação, a Entre Investimentos fez 177 operações, envolvendo aproximadamente R$ 351 milhões em compras e R$ 358 milhões em vendas. A empresa afirmou no processo que as operações tinham como objetivo proporcionar liquidez aos investidores.

Para a área técnica da CVM, porém, a dinâmica permitia que investidores comprassem as cotas com base em valores considerados artificialmente elevados.

A autarquia identificou R$ 5,8 milhões em prejuízos realizados por fundos que negociaram os ativos, entre eles fundos que tinham regimes próprios de previdência de servidores entre seus cotistas.

Outros condenados

Além de Daniel Vorcaro e do Banco Master, o processo alcançou pessoas e empresas relacionadas às operações investigadas.

Entre os condenados estão o pai do ex-banqueiro, Henrique Moura Vorcaro, e o primo, Felipe Cançado Vorcaro.

Também foram punidos a Viking Participações, ligada a Daniel Vorcaro, a Entre Investimentos e seu responsável, além de outros envolvidos e empresas.

As multas individuais ficaram entre R$ 5 milhões e R$ 24 milhões, conforme as penalidades estabelecidas no julgamento.

Três ex-diretores da Sefer Investimentos foram absolvidos.

Defesa contesta

A defesa de Daniel Vorcaro negou que existam provas individualizadas de uma conduta irregular atribuível ao ex-banqueiro.

Durante o julgamento, a advogada Ana Paula Casagrande questionou a existência de elementos concretos que demonstrassem que Vorcaro teria utilizado meios fraudulentos para induzir investidores ao erro.

Os acusados também contestaram as irregularidades apontadas no processo e sustentaram que as operações seguiram as regras do mercado.

A CVM, por sua vez, considerou que os documentos reunidos no processo eram suficientes para caracterizar a operação fraudulenta e responsabilizar os envolvidos.

Banco Master

O Banco Master, que foi posteriormente liquidado pelo Banco Central, recebeu multa de R$ 12,5 milhões no processo.

A CVM apontou que a instituição participou da terceira emissão do fundo e colocou aproximadamente R$ 16,8 milhões em dinheiro no Brazil Realty.

Nas operações posteriores com as cotas, a autarquia calculou resultado positivo de aproximadamente R$ 10,8 milhões para o banco.

A Viking Participações teve resultado positivo estimado em R$ 837 mil, enquanto as operações atribuídas diretamente a Daniel Vorcaro apresentaram resultado negativo de aproximadamente R$ 6,8 milhões.

Próximos passos

Os condenados podem recorrer da decisão ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).

O processo da CVM é independente das investigações criminais conduzidas pela Polícia Federal sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro.

O ex-banqueiro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, na Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Na ocasião, o Banco Central liquidou o Banco Master. Vorcaro a ser preso em março de 2026, em outra investigação.



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