VÁRZEA GRANDE

Presidente do DAE diz ser contra privatização dos sistema de abastecimento

Conforme sublinhou o presidente, 70% de água produzida é desperdiçada em Várzea Grande

Publicado em

Política

Foto: SECOM VG

A Câmara Municipal de Várzea Grande sabatinou, nesta terça-feira (26.09), o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Carlos Alberto Simões, sobre o abastecimento de água no município. A convocação foi feita pelo vereador Bruno Lins Rios (PSB).

Rios perguntou sobre o desperdício de água dentro do município e sobre a produção de água. “A nossa produção é de 750 litros por segundo, mas temos 70 de perda. Existe a perda física e econômica, sendo que a perda econômica é aquela das redes clandestinas e estão fora da nossa base, mas consomem a água do DAE.  Ela corresponde a 60% desse total. Isso agrava muito a renda do nosso departamento, ou seja, é dinheiro perdido para investirmos em melhorias na água e esgoto”, relata Simões.

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, o vereador Pedro Paulo Tolares – Pedrinho (UB), os vereadores ouvem muitas reclamações, tentam buscar informações com Carlos Alberto, porém não há retorno. “Estou aqui há três mandatos, mas essa sua gestão é a pior pela qual passei. Quando a gente entra em contato contigo, na verdade, não é a gente que está em busca de informações, mas sim os moradores de Várzea Grande. Queremos que a população tenha pelo menos o atendimento básico, pois há bairros que ficam 10 e até 15 dias sem água, isso é desumano”, reclama Pedrinho.

“Concordo com o senhor que isso é desumano, porém não temos a capacidade de água necessária, por isso não podemos mudar a intermitência. Não é simples essa questão. A nossa realidade é essa, infelizmente. O problema é que não temos a capacidade de água necessária para entender o município”, relata o diretor-presidente do DAE.

A 1° vice-presidente, a vereadora Gisele Aparecida de Barros – Gisa Barros (UB), perguntou: “Qual a quantidade de água que devemos produzir para abastecer 100% de Várzea Grande?”

“O nosso município já produz a quantidade adequada, porém não temos um sistema padronizado e hidrometrado, pois o freio para o consumo é o hidrômetro. Uma pessoa que não tem ligação e não tem boia deixa água correndo”, disse Simões.

O vereador Ícaro Reveles (PDT) perguntou o porquê de Carlos Alberto ser contra a privatização do DAE, e também sobre o prazo de conclusão das obras das novas estações de tratamento de água.

Obras da ETA Chapéu do Sol
Foto: Secom-VG

“Eu sou contra, sim. Acredito que o DAE deixará de ser de cunho social e terá cunho econômico. Deixará de ser público e será privado. Os investimentos serão normalmente feitos pelo BNDES, ou seja, dinheiro público. São situações distintas. As melhorias com a privatização são por causa dos investimentos. Nós estamos investindo e iremos em breve ter melhorias com as conclusões das obras das nossas ETA’s. Sobre as obras, a ETA Barra do Pari deve ter início de operação em 15 de dezembro, já a ETA da Imigrantes em 24 de março de 2024”, diz Simões.

Também houve questionamentos dos vereadores: Jero Neto (MDB); Rosy Prado (UB); Ider Jacintho (PSDB); Rogerinho da Dakar (PSDB); Professor Vitamina (Republicanos); Professora Eucaris (MDB); Mauro da Saúde (PSB); Braz Jaciro (PROS); Jânio Calistro (UB); Alessandro Moreira (PP); Ivan dos Santos (Solidariedade); Pablo Pereira (UB).

SECOM/VG

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Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares

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Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.

A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.

Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:

  • transporte;
  • moradia;
  • participação social;
  • respeito e inclusão social;
  • participação cívica e emprego;
  • prédios públicos e espaços abertos;
  • comunicação e informação;
  • apoio comunitário e serviços de saúde;
  • segurança dos idosos.

Conselho

O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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