CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Edna Sampaio cobra políticas contra efeitos da crise climática

Para a parlamentar, a omissão, a não discussão e a não formulação de políticas está levando ao aumento da desigualdade social e dos problemas de saúde mental, que se agravam nas altas temperaturas.

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Política

Donatto Aquino/Secom

A vereadora Edna Sampaio (PT) voltou a criticar a omissão do Executivo diante da situação de emergência climática mundial, durante a sessão ordinária desta terça-feira (26).

Ela lembrou que a cidade foi considerada a mais quente do planeta e criticou a falta de medidas para minimizar a temperatura, como a arborização e o controle da poluição dos córregos, que são essenciais para esta política.

Edna cobrou também a falta de medidas de enfrentamento pontuais, como a instalação de condicionadores de ar em todas as salas de aula e mudanças nos horários de funcionamento dos estabelecimentos.

CRÉDITOS: JORGE PINHO

“Não é possível que tudo o que está acontecendo não nos mova para pensar: será que as escolas precisam funcionar no mesmo horário? Será que a cidade tem que ser construída da mesma forma que vem sendo construída?”, destacou a petista.

Edna criticou a falta de alinhamento entre as sucessivas gestões que passaram pela capital e a situação de emergência climática crescente em todo o planeta, citando como exemplo, historicamente, a destruição do córrego da Prainha.

Ela teceu críticas a políticas da atual gestão, como a substituição do prédio histórico do Mercado Municipal por uma garagem vertical, feita com base em concreto, lembrando que este ponto da cidade poderia ser melhor aproveitado, como foco de arborização e de incentivo ao turismo.

“Que contribuição a nossa inteligência, enquanto atores públicos e gestores, está dando para minimizar os efeitos da crise climática? Temos responsabilidade sobre isso, pois quem mais está sofrendo é a população, que precisa trabalhar neste sol e pega coletivo lotado, nem todos com ar condicionado. Que frequenta as escolas em uma fase mais importante para o desenvolvimento das crianças em que muitas não têm sequer fiação adequada para instalar condicionador de ar”, disse.

“Em que momento vamos pensar no que fazer, no médio e longo prazo, para conter essa tragédia que estamos vivendo? Uma tragédia anunciada, que vai levar e já está levando à extinção de muitas espécies. Os cientistas dizem que estamos diante da sexta extinção em massa no planeta Terra”, salientou.

Para a parlamentar, a omissão, a não discussão e a não formulação de políticas está levando ao aumento da desigualdade social e dos problemas de saúde mental, que se agravam nas altas temperaturas.

“O que está acontecendo com o Planeta põe em risco a existência da vida humana e estamos tratando isso como se não fosse nada. Ainda somos regidos e governados por quem acha que o marco temporal das terras indígenas precisa ser discutido. Estamos falando do direito dos povos indígenas de preservar a terra. Graças a eles, o Brasil não é hoje um deserto”, alertou.

Da Assessoria

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Wilson Santos defende políticas de segurança alimentar e apoio a famílias vulneráveis

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Entre as 21 emendas apresentadas ao Projeto de Lei nº 692/2026, que estabelece as diretrizes para o orçamento estadual de 2027 (PLDO), está a proposta de n.° 27 do deputado estadual Wilson Santos (PSD) para apoiar e desenvolver ações de segurança alimentar e enfrentamento à fome em Mato Grosso. A iniciativa foi motivada pelo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que mapeia a situação dos 142 municípios mato-grossenses em relação ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade.

A proposta também resgata uma iniciativa que marcou a gestão do parlamentar como prefeito de Cuiabá, que foi a construção do Restaurante Popular, em 2007, onde permanece em funcionamento e oferece diariamente mais de mil refeições ao preço de R$ 2,00. “Eu construí esse restaurante e atendia uma antiga reivindicação da classe trabalhadora, principalmente dos assalariados que acabavam investindo parte do pequeno salário em alimentação. O restaurante ajuda muitas pessoas, gente humilde e a comida é muito boa”, destacou.

Conforme a justificativa da emenda apresentada pelo deputado, o objetivo é expandir o atendimento à população em situação de insegurança alimentar e promover a integração entre as políticas de assistência social, segurança alimentar, desenvolvimento rural e inclusão social. A proposta busca fortalecer a atuação do Estado no enfrentamento à pobreza e à exclusão social.

Para Wilson Santos, investir em alimentação de qualidade também pode contribuir para reduzir a pressão sobre os serviços públicos de saúde. “Economiza na conta da saúde, alimentando bem, vai menos a uma unidade de saúde. É importante reduzir as desigualdades sociais e a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade”, comentou.

O PLDO 2027 prevê receita líquida de R$ 42,1 bilhões e impacto estimado em R$ 862,6 milhões. O projeto segue para análise das emendas parlamentares. Após essa etapa, as propostas aprovadas integrarão a redação final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.

Fonte: ALMT – MT



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