MATO GROSSO
Governo de MT assina protocolo de intenções para combate à fome e inclusão socioeconômica de pessoas formadas pelo SER Família Capacita
Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o SER Família Capacita objetiva a melhoria de vida por meio da inserção no mercado de trabalho
Política
O Governo de Mato Grosso assinou, nesta sexta-feira (22.09), um protocolo de intenções para priorizar pessoas qualificadas no SER Família Capacita, e inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), nas vagas oferecidas pelas grandes empresas em Mato Grosso. O compromisso foi firmado pelo governador Mauro Mendes e pelo ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Na ocasião, o Governo do Estado também aderiu ao Programa Nacional Brasil Sem Fome, que tem como objetivo a erradicação da situação de insegurança alimentar e nutricional, a redução progressiva do contingente de pessoas afetadas pela insegurança alimentar e nutricional, e redução da situação da pobreza.
Durante a assinatura, foi anunciado recurso no valor de R$ 1,6 milhão para dois contratos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por meio da Conab-MT. Também foi anunciado o aditivo do acordo de cooperação técnica, firmado entre o MDA/MDS e o Governo de Mato Grosso, por meio da Empaer e a Secretaria de Agricultura, que viabilizará o atendimento e o repasse de recursos não reembolsáveis para 593 novas famílias rurais, em situação de pobreza, no valor de R$ 7,9 milhões.

Governador Mauro Mendes e o ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, assinam parcerias voltadas ao combate à fome, e à inserção e qualificação de pessoas de baixa renda no mercado de trabalho
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT
O governador Mauro Mendes enfatizou que, para mudar uma realidade, é preciso reconhecer que ela existe, assim como precisa ser reconhecido que existe a pobreza e as desigualdades sociais, que precisam ser combatidas.
“E combater isso é com políticas muito bem conceituadas. Mas enquanto a gente não muda isso, precisamos minimizar, e programas sociais, ao meu ver, vêm ao encontro dessa necessidade, de não só dar o peixe, mas ensinar a pescar. Não só garantir que essas pessoas tenham segurança alimentar, mas que elas tenham alternativas para construir, a partir do trabalho, o sustento delas e de suas famílias. E a área social deste governo está direcionada nesse sentido”, disse.
Mauro ainda defendeu a importância das parcerias com o Governo Federal e garantiu que Mato Grosso continuará auxiliando em ações que beneficiem a população.
“O Governo de Mato Grosso sempre será um parceiro do Governo Federal. Nós acreditamos muito que precisamos ter sinergia entre poder público federal, poder público estadual, os municípios brasileiros, porque, afinal de contas, o dinheiro é público, é do cidadão que paga impostos neste país. E o que mais desejamos é que o Estado brasileiro, na sua concepção mais ampla, possa se tornar cada vez mais eficiente, aplicando esse dinheiro corretamente. Estaremos aqui sempre para ser parceiro de qualquer programa, dando crédito sempre aqueles que são bons parceiros. Qualquer coisa que o Ministério precisar, que o Governo Federal precisar, que nós pudermos ajudar, nós faremos”, completou.
Na oportunidade, o governador Mauro Mendes também fez uma apresentação sobre os resultados alcançados até o momento pelo programa SER Família, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes.

Assinatura do protocolo de intenções para inserção de pessoas registradas no cad. único no mercado de trabalho.
Créditos: João Reis
O ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, também destacou as parcerias a serem feitas com o Governo de Mato Grosso, na perspectiva de tornar o Estado um exemplo na agricultura familiar e na redução das desigualdades sociais.
“Nós queremos fazer um trabalho de regularização fundiária importante em Mato Grosso, diminuir as desigualdades sociais e desenvolver uma potente agricultura familiar. Vamos fazer essa parceria, do MDA, do Incra, com o Governo de Mato Grosso, vamos investir no programa de Compras Públicas para esse agricultor familiar. Nós podemos, fazer um trabalho em Mato Grosso, que ao final, nós teremos um estado potente na agricultura familiar, que reduz as desigualdades sociais e que possa liderar, no ponto de vista do país, uma visão equilibrada de sociedade potente. Por isso, digo aqui, queremos trabalhar juntos”, enfatizou.

Assinatura do protocolo de intenções para inserção de pessoas registradas no cad. único no mercado de trabalho.
Créditos: João Reis
Já o ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou que, tirar o país da situação atual de famílias em situação de pobreza, só é possível com a união de esforços.
“Só é possível juntos, setor público e setor privado, município, estado e união, os três poderes. Então, estamos aqui para dar as mãos. Este é um começo e queremos também experimentar aqui em Mato Grosso o CRAS Indígena, que será o Centro de Referência da Assistência Social especializado nesse público. Hoje celebramos dois compromissos, um é para a gente dar as mãos para não ter mais ninguém passando fome neste estado; no outro, a gente assinou um compromisso de dar as mãos para essas pessoas e tirá-las da pobreza. Então, a gente está de mãos dados, e queremos agora o setor privado, qualificar junto com os possíveis empregadores. É isso que dá resultado”, concluiu.
O protocolo de intenções prevê a oferta, de forma gratuita, de programas, projetos e ações às pessoas inscritas no CadÚnico. Com isso, a expectativa é acelerar a inclusão social e produtiva de pessoas em situação de baixa renda e vulnerabilidade social.
Para tanto, serão simplificados e facilitados os procedimentos, reduzindo as barreiras de intermediação de mão de obra para inserir e reinserir o público do CadÚnico no mercado de trabalho.
A previsão é de que sejam realizados estudos e mapeamento das demandas produtivas locais para direcionar os cursos de capacitação, como já realizado atualmente pelo Governo de Mato Grosso por meio do SER Família Capacita, para o desenvolvimento das pessoas inscritas no CadÚnico.
O protocolo de intenções tem validade de três anos a partir da data de sua assinatura, podendo ser prorrogado mediante a celebração de termo aditivo.
A coordenação do protocolo ficará a cargo, de forma conjunta, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc/MT), e da Secretaria de Inclusão Socioeconômica do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).


Assinatura do protocolo de intenções para inserção de pessoas registradas no cad. único no mercado de trabalho.
Créditos: Mayke Toscano
A secretária da Setasc, Grasi Bugalho, ressaltou que o objetivo do programa SER Família Capacita é dar a oportunidade de desenvolvimento social para as pessoas, por meio da qualificação e da capacitação.
“Com isso, essa pessoa passa a ter uma oportunidade de renda muito melhor e com isso toda a família acaba tendo essa oportunidade. E agora, com essa nova metodologia, as pessoas de baixa renda, cadastradas no CadÚnico e que se capacitarem pelo SER Família Capacita terão prioridade na empregabilidade, seja em empresas ou com o microempreendedorismo”, explicou.
Grasi falou do trabalho que será realizado em conjunto, tanto entre os órgãos do Governo de Mato Grosso, quanto com o Governo Federal.
“Estamos trabalhando em sinergia com outros órgãos, como o Desenvolve MT, com o Sine, para proporcionar uma forma de desenvolvimento para essas pessoas. Com o apoio do Governo Federal, a gente espera alcançar mais pessoas e, esperamos também que as pessoas que venham para dentro do Senai, façam suas inscrições. Os cursos são gratuitos, para oferecer, com certeza, uma melhor oportunidade de vida para toda a sociedade”, completou.
Estiveram presente no evento o vice-governador Otaviano Pivetta; secretário da Casa Civil, Fábio Garcia; secretário de Esporte, Lazer e Cultura, Jefferson Neves; secretário da Educação, Alan Porto; secretária de Comunicação, Laice Souza; secretária da Agricultura Familiar, Teté Bezerra; secretário de Fazenda, Rogério Galo; secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo; presidente do MTPar, Wener Santos; deputado estadual Max Russi; deputada federal Gisela Simona; senadora Margareth Buzetti; senador Mauro Carvalho; senador Jaime Campos; presidente do Incra, Cesar Aldrighi; a secretária Nacional da Agricultura Familiar, Patrícia Vasconcelos; Diretor Regional do Senai, Carlos Braguini.
SECOM/MT
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
-
Política1 dia atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Cidades1 dia atrásPrefeito de Cuiabá recebe policiais que iniciam estágio operacional em Motopatrulhamento Tático
-
Cidades1 dia atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Cidades6 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Política7 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Política1 dia atrásTribunal do Júri de Carlinhos Bezerra é remarcado após abandono da defesa durante sessão
-
Política7 dias atrásDeputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais
-
Polícia7 dias atrás“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência

