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Dia da Árvore traz convite à reflexão…

“Comemorar o Dia da Árvore é um chamado à ação, um apelo para reconhecer a necessidade premente de preservar esses seres vivos essenciais para garantir a qualidade de vida de todos, sejam humanos ou não”

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Opinião

Nada poderia ser mais oportuno do que discutir a importância das árvores neste momento em que a imprensa brasileira noticia que o Estado de Mato Grosso, especificamente em sua capital, Cuiabá, com reflexos imediatos em nosso município, enfrentará a semana mais quente do ano, com temperaturas chegando a assustadores 45 graus célsius, justamente quando se encerra a estação de inverno no hemisfério sul, no próximo dia 23 de setembro.

Este é um momento crucial para todos nós, um momento de reflexão sobre a nossa responsabilidade em tornar, ou ao menos contribuir para que, nosso ambiente se torne mais acolhedor e habitável. Entre os elementos naturais que compõem esse esforço para amenizar o calor e melhorar a qualidade de vida, as árvores assumem um papel de destaque. Um ambiente arborizado não só proporciona sombra e frescor, mas também umidade, tornando-o mais agradável e saudável.

Comemorar o Dia da Árvore é um chamado à ação, um apelo para reconhecer a necessidade premente de preservar esses seres vivos essenciais para garantir a qualidade de vida de todos, sejam humanos ou não.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande tem consciência dessa responsabilidade e está comprometida em tornar nosso município um lugar com uma melhor qualidade de vida para seus cidadãos, bem como para aqueles que aqui residem, trabalham ou simplesmente transitam.

No primeiro semestre deste ano de 2023, a Secretaria doou mais de 2.050 unidades de árvores nativas e frutíferas para os moradores e escolas, sejam elas públicas ou privadas. Todas essas mudas foram cuidadosamente produzidas no viveiro do Parque Bernardo Berneck.

Além das doações, a Gerência de Educação Ambiental promoveu palestras para os receptores, a maioria deles alunos. Essas palestras têm como objetivo conscientizar as novas gerações sobre a importância da preservação das árvores e do meio ambiente como um todo.

À medida que celebramos o Dia da Árvore, convidamos a todos a se unirem nesse esforço contínuo para proteger nossas árvores, plantar novas mudas e promover a educação ambiental. Somente com ações concretas e conscientização podemos garantir que as gerações futuras possam desfrutar de um ambiente mais saudável e equilibrado. Juntos, podemos fazer a diferença e assegurar um futuro mais verde para todos.

 

*Jean Lucas Teixeira de Carvalho – Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande.

Jean Lucas Teixeira de Carvalho – Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande.

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Opinião

O varejo não quebrou, mas a cabeça do cliente mudou

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Voltei da Omni Varejo 2026, em João Pessoa, com a cabeça fervendo. Não foi por causa do calor nordestino, mas de uma palestra do publicitário Walter Longo, que me fez repensar quase tudo o que fazemos no comércio cuiabano.

O varejo não está em crise. O que está acontecendo é uma mudança brutal na cabeça do consumidor. Como disse Longo: “Agora, assistimos a uma migração sem precedentes, mas ela é cognitiva, não geográfica.” Seu cliente não mudou de bairro — mudou dentro da própria cabeça. Ele quer respostas rápidas, soluções imediatas. E quem não perceber isso vai ficar para trás.

Nicholas Carr, jornalista, explica que estamos migrando a atividade neural do hipocampo (pensamento profundo) para o córtex pré-frontal (piloto automático). A revista The Economist estima que as distrações digitais custam US$ 650 bilhões por ano aos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a conta também é pesada.

A saída? Um modelo de negócio mais leve. Longo foi direto: “O segredo do futuro não está em ter mais, e sim em ser mais leve.” Menos estoque, menos peso, mais flexibilidade. O cliente quer agilidade, e estoque enorme virou âncora.

No marketing, a virada é igualmente radical: “O futuro não está em atingir pessoas em massa, mas em compreender pessoas em frações.” Pessoas não são — pessoas estão. Tratar o cliente como ficha cadastral é coisa do passado.

E a cereja do bolo: “Gerir uma empresa daqui para frente significa entender como funcionam as pessoas, e não apenas o negócio.” A economista inglesa Dame Minouche Shafik resume bem: “No passado, empregos dependiam de músculos; agora, do cérebro; no futuro, vão depender do coração.”

Mas não dá para ignorar o presente: juros nas alturas, inadimplência que não dá trégua e um fenômeno que vem arrasando milhares de pessoas no país, apostas esportivas e jogos online passaram a disputar espaço no orçamento dos brasileiros, além do custo de capital corroendo margens. A realidade é dura e fingir que ela não existe é receita para o fracasso.

E é justamente aí que mora a oportunidade. Estoque enxuto não é só modernidade: é menos dinheiro parado pagando juros altos. Atendimento personalizado não é só marketing: é fidelizar quem já compra, mesmo com crédito restrito. Gestão com coração não é só empatia: é time engajado, que vende mais e gera indicações — o melhor remédio contra a queda de consumo.

E a inadimplência? A saída é usar tecnologia para analisar o perfil de crédito em tempo real, oferecer prazos que cabem no bolso e recuperar clientes com abordagem humana. Porque coração também se usa na hora de negociar.

Os lojistas que vão crescer não são os que ignoram os juros, são os que aprendem a dançar com eles. Margem apertada exige giro rápido. Capital caro exige criatividade. Cliente endividado exige oferta inteligente, não apenas desconto.

Como presidente da CDL Cuiabá, saio do evento convicto: nossos desafios são reais, mas nossas armas também. Temos tecnologia, conhecimento e, acima de tudo, um comércio que já provou que sabe renascer.

O varejo cuiabano vai ser mais leve, mais humano e mais esperto. Vai usar a crise como combustível para inovar.

Não tem mais volta: a cabeça do cliente já mudou. Os juros estão altos, a inadimplência existe, mas nossa capacidade de reinventar é maior. Agora é a nossa vez — e vamos sair dessa maiores do que entramos.

*Júnior Macagnam, empresário da moda e presidente da CDL Cuiabá



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