MATO GROSSO
“Mato Grosso é um excelente ambiente de negócios; nenhum lugar no Brasil cresce como nós”, afirma secretário de Desenvolvimento Econômico
O gestor observou que, embora Mato Grosso já tenha ampliado o número de trabalhadores formais, atingindo a menor taxa de desemprego dos últimos 10 anos, o Estado ainda tem muita vaga disponível para mão de obra qualificada.
Política
O gestor observou que, embora Mato Grosso já tenha ampliado o número de trabalhadores formais, atingindo a menor taxa de desemprego dos últimos 10 anos, o Estado ainda tem muita vaga disponível para mão de obra qualificada.
“Mato Grosso é o Estado com maior crescimento no setor industrial em 2022 e isso garantiu a geração de novos empregos. No entanto, ainda temos muita demanda por trabalhadores e estamos precisando cada vez mais de mão de obra qualificada”, observou, acrescentando que, para auxiliar na demanda, o Governo também investe na qualificação da população mais vulnerável, por meio do programa SER Família Capacita, idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.
O secretário também ressaltou que, além dos incentivos para a instalação de novas indústrias, o Governo ainda faz investimentos para melhorar a malha logística, como rodovias e ferrovias, considerando a necessidade de escoamento da produção, e promovendo o desenvolvimento regional de todo o Estado, melhorando a qualidade de vida dos moradores.
Confira abaixo a entrevista na íntegra:
Secretário, Mato Grosso registrou em 2023 a menor taxa de desemprego dos últimos 10 anos. O que contribuiu para essa melhora nos indicadores?
César Miranda: Olha, isso vem se repetindo já há algum tempo. Graças a uma política acertada de recuperação fiscal feita pelo governador Mauro Mendes, e que começou a dar frutos em 2020, com vários investimentos públicos, obras de infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, estradas, pontes etc, e isso tudo movimenta a economia de Mato Grosso. Paralelamente a isso, também foi feita a revisão dos incentivos fiscais de Mato Grosso. Passaram a ter segurança jurídica, a ser isonômicos, quer dizer, as empresas do mesmo segmento econômico passaram a ter o mesmo percentual de incentivos, não criando uma competitividade dentro dos segmentos. Eles são muito atrativos e são sem burocracia, é uma adesão. Então, isso incentivou a instalação de várias indústrias, e, obviamente, esses investimentos, públicos e privados, aqueceram muito a economia de Mato Grosso e geraram uma demanda grande por mão de obra.
Mato Grosso é o Estado com maior crescimento no setor industrial em 2022 e isso garantiu a geração de novos empregos. No entanto, ainda temos muita demanda por trabalhadores e estamos precisando cada vez mais de mão de obra qualificada. Para auxiliar com essa demanda, o Governo do Estado, em uma iniciativa idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, já lançou o programa SER Família Capacita, que prevê 50 mil vagas em cursos de qualificação em diversas áreas, indo da confeitaria à engenharia civil.
Mato Grosso tem recebido cada vez mais indústrias, sobretudo nos municípios produtores do interior do Estado. O que tem atraído essas empresas e como isso impacta no desenvolvimento econômico dos municípios e do Estado como um todo?
César Miranda: É o ambiente de negócio que foi criado mostrando que o Governo de Mato Grosso é um governo sólido, que faz investimentos, que busca cada vez mais dar segurança jurídica para quem quer investir em Mato Grosso, que executa a infraestrutura necessária para melhorar a nossa logística, e está aí como exemplo: é o único estado do Brasil que tem uma ferrovia estadual sendo construída, que vai sair de Rondonópolis e chega até Lucas do Rio Verde com ramal para Cuiabá. Quer dizer, isso é um governo que busca soluções para problemas antigos. Está aí também a BR-163. Onde já tinha se ouvido falar que um governo estadual ia assumir uma concessão privada de uma rodovia federal? Está aí a BR-174, rodovia federal que virou a MT-170. Agora ela está sendo asfaltada com recursos do dinheiro do Estado.
Quer dizer, o empresário começa a ter segurança no Estado de Mato Grosso, sabendo que a logística está sendo cada vez mais melhorada, que nós temos energia, temos incentivos fiscais com segurança jurídica e temos um excelente ambiente de negócio. E aí vêm os investimentos não só de novas indústrias, como também a ampliação de unidades industriais que já estão em Mato Grosso, que sentem segurança.
Mato Grosso é o maior produtor de milho do Brasil e isso tem atraído instalação de novas fábricas de etanol de milho. Qual é a projeção de crescimento do setor e qual é a importância de ter essa indústria em nosso Estado?
César Miranda: É muito importante. Para vocês terem uma ideia, Mato Grosso, nessa última safra, produziu mais de 50 milhões de toneladas de milho. No Estado temos 11 usinas de etanol de milho atualmente, e algumas quase dobraram a planta industrial diante do potencial produtivo do Estado. Hoje, a indústria do etanol consome em torno de 14 milhões de toneladas, e outra parte desse milho produzido aqui vai para alimentar animais. Então, nós temos milho suficiente para dar segurança aos investimentos em relação ao etanol de milho, no sentido de ter o milho que precisa para fazer o etanol e outros produtos que saem da produção do etanol de milho.
Então, Mato Grosso é um ambiente muito favorável aos investimentos desse tipo de indústria. Nós temos um incentivo fiscal ajustado com o segmento econômico e com uma previsão de que, havendo aumento da produção em litros, vai diminuindo o imposto que se paga, ou seja, a gente mantém a arrecadação do Estado e dá cada vez mais competitividade. É um excelente ambiente de negócios. É um trabalho construído sempre entre o Governo do Estado e a iniciativa privada, para achar soluções que sejam boas para todos, para aqueles que querem empreender e investir em Mato Grosso, gerar emprego, mas também que dê retorno através de impostos, para que se façam as políticas públicas necessárias de infraestrutura, saúde, segurança pública, tudo aquilo que Mato Grosso precisa para crescer cada vez mais.

Usina de etanol de milho FS Bioenergia
Créditos: Rafael D Marques/Secom-MT
Recentemente, vemos uma intensificação da discussão sobre a importância de biomassa como fonte energética para as indústrias e Mato Grosso pode ter uma contribuição importante nesse setor. Qual é o impacto dessa energia limpa para a produção mato-grossense?
César Miranda: Com o crescimento da indústria, houve um aumento muito grande da demanda por biomassa e nós temos, enquanto Governo do Estado, uma preocupação muito grande. No ano passado, aprovamos um projeto na Assembleia Legislativa, que foi denominado de reposição florestal, exatamente para que a gente tivesse recursos, através de um fundo, para incentivar o setor de reflorestamento para a produção de biomassa.
Temos um conselho que foi criado por esse projeto de lei, onde temos trabalhado incessantemente, principalmente, com o setor da agrofloresta, o Cipem, a Federação das Indústrias, porque novos investimentos demandam a segurança do empresário também, porque eles vão ter a biomassa para queimar e tocar suas empresas. A biomassa é uma energia totalmente limpa e, com isso, é um ganha-ganha: ganha o produtor e ganha o meio ambiente. Então, nós estamos construindo um projeto de um programa que, muito provavelmente, vai ser inovador a nível de Brasil. Não posso adiantar mais detalhes, porque isso está em construção, mas isso é o Governo do Estado, sempre facilitando a vida de quem quer empreender e impulsionando e apoiando naquilo que é de responsabilidade do Estado.
Ainda em relação à produção agrícola, como se dá a atuação da Sedec para reduzir a dependência de Mato Grosso pela importação de fertilizantes, considerando a tendência de crescimento da safra mato-grossense?
César Miranda: Isso é um programa que é de responsabilidade do Governo Federal e nós estamos trabalhando junto, em parceria. Criamos a nossa legislação estadual para facilitar a produção de fertilizantes, mas temos alguns entraves a nível de Brasil, a qual o Governo Federal tem que achar soluções para equilibrar as demandas ambientais com as demandas agrícolas.
Por exemplo, nós temos várias jazidas que poderiam estar sendo exploradas, mas não se consegue licenciamento do Ibama, do ICMBio, dos órgãos competentes. Tivemos a questão do petróleo que ia ser explorado na Amazônia, por exemplo, mas não houve a licença. Então, nós precisamos modernizar a nossa legislação para que a gente possa produzir fertilizantes dentro do Brasil, de uma forma sustentável, sem degradar o meio ambiente, gerando crédito de carbono e diminuindo a nossa dependência internacional, e isso é possível, sim. O Governo Federal está empenhado nisso e o Governo do Estado, aquilo que é de atribuição estadual, já estamos fazendo.
Em Mato Grosso, nós temos reservas de fosfato e outros nutrientes que poderiam ser utilizados. Temos projetos pilotos que estão sendo desenvolvidos no Estado, utilizando pó de rocha, aquele rejeito da mineração, sendo trabalhado para que você possa utilizar como fertilizantes. Quer dizer, existem várias iniciativas, mas sempre nos deparamos com uma legislação arcaica, que muitas vezes encarece a produção e as soluções, e que poderiam ser revistas pelo Congresso Nacional e pelo Governo Federal. Enfim, isso tem que ser enfrentado e repito: soluções ambientalmente sustentáveis. Temos como produzir alimentos e tirar a nossa dependência de fertilizantes internacionais sem degradar o meio ambiente ou com formas de compensação. Acredito que temos tecnologia suficiente para essa atuação sustentável, e isso deveria ser prioridade, porque o que segura a balança comercial brasileira é o agro e o Brasil já demonstrou que tem uma vocação natural para produzir alimentos com sustentabilidade, com alto rendimento em termos de produção por hectare, e com muita competitividade comercial. Agora, podemos criar ainda mais competitividade se a gente conseguir diminuir o custo da nossa produção.
Outra vertente da Sedec é o olhar para o turismo do Estado e Mato Grosso é uma terra de muitas belezas naturais, com alto potencial de ecoturismo e etnoturismo, por exemplo. Quais ações o Governo tem desenvolvido para atrair cada vez turistas?
César Miranda: O Governo do Estado fez e continua fazendo vários investimentos em infraestrutura turística. Já saiu uma licitação para construção da Orla de Barão de Melgaço e a de Santo Antônio de Leverger já tem sido construída, e existe um movimento muito forte do governador Mauro Mendes para que o Parque da Chapada dos Guimarães seja passado para o Estado, para que a gente possa fazer investimentos. É uma coisa que depende de uma decisão do governo federal. Houve uma licitação, o Governo do Estado participou e foi desclassificado injustamente, então recorremos judicialmente e ganhamos. A informação que eu tenho é que vai ser feita outra licitação e a empresa de participações do Estado, MT Par, vai participar. A proposta do Estado é muito melhor do que a proposta que ganhou a última licitação.
Também com vistas ao turismo, estão sendo executadas obras no Aeroporto Marechal Cândido, em Várzea Grande. Estão sendo feitas, ainda, reformas em Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta, executadas pela empresa que ganhou a licitação do Governo Federal, e eu, hoje, tenho convicção que a gente vai ter um grande incremento turístico no Estado quando a obra for finalizada e o nosso aeroporto internacionalizado. É uma consequência natural. A partir do momento que você tem os voos internacionais, você abre os mercados internacionais para o turismo e cria ainda mais possibilidade para o trade turístico. Você passa a ter oportunidade de levar Mato Grosso para os Estados Unidos e para a América do Sul, que são mercados gigantescos. Com isso, vêm os hotéis de rede, que trabalham com empresas aéreas, e você vai criando pacotes, dentro do setor turístico, que vão barateando e dando oportunidades para agregar cada vez mais pessoas visitando Mato Grosso. Porque é preciso conseguir chegar no atrativo turístico e também é fundamental ter conforto, uma boa internet e bons hotéis. Você pode gostar de aventura, mas no fim da noite você quer dormir num quarto confortável, tomar um banho quente e dormir sem pernilongo.
Secretário, muitas dessas belezas mato-grossenses são desconhecidas dos próprios moradores do Estado. Como o Governo pode fomentar o turismo interno, a fim de divulgar as atrações de Mato Grosso para a comunidade local?
César Miranda: Isso nós já estamos fazendo há quatro anos. Houve uma interrupção por causa da pandemia, obviamente, que é o Descubra Mato Grosso, para que o mato grossense, quando pensar em fazer algum turismo, pense primeiro em fazer esse turismo dentro de Mato Grosso, para que o conheça. Por isso também os investimentos na infraestrutura de desenvolvimento do Estado, para que haja segurança e conforto. Isso é fundamental.
Então, esse programa existe, e é exitoso, tem movimentado o segmento turístico dentro do Estado. Trabalhamos junto com as entidades do turismo, associação dos restaurantes, hotéis e etc para que a gente possa fazer, inclusive com campanhas de mídia, Instagram, a divulgação dos atrativos turísticos de Mato Grosso. Sabemos que muitas vezes a pessoa acaba indo visitar um atrativo no Estado vizinho, e deixa de conhecer nosso próprio atrativo, que é tão bonito quanto, porque às vezes o nosso não tem infraestrutura que tem lá fora, então estamos empenhados em desenvolver isso melhor.

Política
Saúde realiza ação neste sábado com oferta de exames de imagens para mulheres em Várzea Grande
Procedimentos incluem ultrassonografias mamárias e transvaginais e mamografias. Todos atendimentos foram agendados e serão realizados nos períodos matutino e vespertino
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza neste sábado (24), uma ação na FEB Saúde para ampliar o acesso das mulheres a exames importantes para o acompanhamento da saúde, rastreamento e diagnóstico precoce de doenças. Foram autorizados pelo Município 560 procedimentos, sendo 250 ultrassonografias mamárias, 250 ultrassonografias transvaginais e 60 mamografias.
Os exames foram escalonados para atendimento nos períodos matutino e vespertino, com o objetivo de organizar o fluxo de pacientes, redução de fila de espera e otimizar a realização dos procedimentos.
O superintendente de Regulação, Giliard Vieira, esclarece que a ação não funcionará como atendimento de portas abertas. As pacientes contempladas foram previamente contatadas diretamente pelo prestador de serviço responsável pelos exames, que informou sobre a data e o horário do atendimento.
“Nosso objetivo é organizar o fluxo de atendimento e garantir que as pacientes autorizadas recebam todas as informações necessárias para realizar os procedimentos. Por isso, é importante que aguardem o contato da equipe responsável e não se desloquem até a clínica sem a confirmação do agendamento”, orienta Giliard.
O secretário municipal de Saúde, Michael Alves, destaca que a iniciativa integra os esforços para ampliar o acesso aos exames especializados e fortalecer a assistência à saúde da mulher no município.
“Estamos trabalhando para ampliar a oferta de exames e proporcionar melhores condições de acesso aos serviços de saúde. Somente para este prestador de serviços, o Município já autorizou 560 exames de imagens que serão realizados dentro do fluxo da empresa e na medida em que as pacientes foram sendo contatadas. Ações como essa contribuem para avançar no atendimento às mulheres, reforçando a importância da prevenção, do acompanhamento regular e do diagnóstico precoce”, afirma.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que somente as pacientes contatadas e com agendamento confirmado deverão comparecer à FEB Saúde. A orientação é aguardar o contato do prestador responsável, que fornecerá as informações necessárias para a realização dos exames.
NÃO FUI CHAMADA? – Em caso de pacientes com exames de imagens solicitados e ainda em fila de espera, a orientação é de que procurem a unidade básica mais próxima, também chamada de unidade de referência, para saber sobre o status atual do processo de regulação ao exame. Há casos em que a paciente precisa atualizar dados do Cartão SUS. Todos os procedimentos autorizados têm os contatos telefônicos realizados pelo prestador de serviço. Sem sucesso nessa busca, muitas mulheres acabam perdendo a vez na fila de espera e por isso, a ida à unidade de saúde é essencial para validar ou retificar informações.
Havendo a validação dos dados, as mulheres com pedidos de exames de ultrassonografias mamárias, ultrassonografias transvaginais e de mamografias, serão contatadas e agendadas para a realização dos procedimentos ainda em 2026.
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