CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Karateca pede ajuda para disputar Pan-Americano na Argentina

O vereador Luis Cláudio parabenizou Miguel pela trajetória no esporte. Disse que ele é um exemplo para outros adolescentes e pré-adolescentes que escolheram a vida do esporte, da disciplina, da educação como fonte de desenvolvimento social. 

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Esporte

O karateca Miguel Ângelo Ramazzotti Medeiros usou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá pedir ajuda financeira para poder competir no Campeonato Pan-Americano de Karatê-Dô Tradicional em Buenos Aires, na Argentina, de 04 a 07 de outubro. Ele esteve na Casa de Leis a convite do vereador Luis Cláudio (PP).
“Eu já participei de vários campeonatos, incluindo desde o municipal até o Campeonato Mundial de Karatê-Dô Tradicional. Eu sou faixa marrom e agora tive a oportunidade de ir para o Campeonato Pan-Americano de Karatê-Dô Tradicional. Eu já fui campeão mundial ano passado e campeão nacional de Karatê-Dô Tradicional, na minha categoria. Eu vou para o Campeonato Pan-Americano, na Argentina, e preciso da ajuda vocês para poder custear o meu campeonato”.
A mãe do atleta destacou que o filho treina Karatê desde os 5 anos na Academia Shotokan. A família mora na Rua Antônio Maria, no centro da cidade e tem uma relação antiga com o karatê. Ela mesmo também já treinou o esporte na Shotokan.
“O Miguel é um orgulho para família. Ele participa muito de campeonato nacional, faz questão de estar junto da equipe, e no ano passado ele foi campeão mundial e nesse ano, ele participou do Campeonato Nacional em Salvador (BA). Nós conseguimos ir com a ajuda de família e amigos. Agora precisamos de ajuda financeira para ir para o Campeonato Pan-Americano na Argentina, por isso viemos pedir a ajuda de vocês e contar também um pouquinho da história dele, porque além de tudo, ele é um exemplo para todos nós”, contou Caroline Ramazzotti.
O vereador Luis Cláudio parabenizou Miguel pela trajetória no esporte; disse que é um exemplo para outros adolescentes, pré-adolescentes que escolheram a vida do esporte, da disciplina, da educação como fonte de desenvolvimento social.
“Eu peço a todos os colegas que puderem, com o que puderem, ajudarem o Miguel e a Caroline a se deslocarem e competirem na Argentina e trazerem mais um troféu para a nossa cidade. Quando você voltar, eu gostaria já de deixar o convite, se eu trazer aqui, se Deus quiser, o troféu que você vai conquistar na Argentina por nós”.
Quem puder ajudar o PIX é o CPF: 073.373.571-17.

Secom – Câmara Municipal de Cuiabá

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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