Política
Maçons são homenageados na ALMT
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Membros da Maçonaria de Mato Grosso participaram de sessão promovida pelo Parlamento estadual, nesta segunda-feira (28), para entrega de comendas, títulos de cidadão e moções. Requerida pelos deputados Eduardo Botelho (União Brasil) e Wilson Santos (PSD), a solenidade teve como objetivo celebrar o Dia do Maçom, comemorado em 20 de agosto.
Os maçons homenageados pertencem ao Grande Oriente do Brasil, Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso e Grande Oriente do Estado de Mato Grosso. Os três grupos reúnem 280 lojas, somando mais de dez mil membros. Para o maçom e ex-deputado estadual Antônio Alberto Schommer, voltar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para receber a comenda Marechal Cândido Rondon foi uma oportunidade de reviver a própria trajetória.
“Eu e minha família temos uma história de dedicação a este estado, dentro e fora da maçonaria. Já deixamos muito suor por aqui. É uma honra receber essa homenagem”, disse Schommer. Maçom há mais de trinta anos, ele foi vereador em Rondonópolis, deputado estadual, secretário de Trabalho e Desenvolvimento Social no governo de Júlio Campos, chefe de gabinete no governo de Jayme Campos e, em seguida, secretário de Estado da Casa Civil.
O grão-mestre do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso, Gelson Menegatti Filho, representou a instituição, homenageada com moção de aplausos em virtude dos trabalhos desenvolvidos para o aperfeiçoamento de seus membros. Ele destacou a participação ativa da maçonaria no desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso. “A primeira loja deste estado data de 1830, ou seja, estivemos presentes no processo de colonização destas terras e aqui permanecemos”, disse Menegatti.
No discurso de abertura da sessão especial, o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, falou do comprometimento da maçonaria com os princípios da liberdade, da igualdade e da fraternidade. “Além da dedicação ao aprimoramento pessoal, esses irmãos estão sempre comprometidos com a vida política e com o próximo. Agindo de forma discreta, têm amparado muitas pessoas e servido de inspiração, reunindo homens de diferentes classes e origens”, enfatizou o presidente da Casa de Leis.
A participação da maçonaria em acontecimentos decisivos da história do Brasil foi lembrada pelo deputado Wilson Santos. Ele citou datas, maçons ilustres, fez referência à organização do grupo e ao patrimônio histórico construído ao longo dos anos e abrigado pelas lojas maçônicas de todo o país.
Dia do Maçom – Em Mato Grosso, o Dia do Maçom passou a ser comemorado a partir da lei n° 5.855/1991, de autoria do deputado Moisés Feltrin, sancionada por Jayme Campos, governador à época.
De acordo com pesquisas históricas, a origem da maçonaria data de 1175. A sua forma atual surgiu em 1717, com a fundação da primeira loja maçônica, em Londres. A maçonaria chegou ao Brasil no início do século XIX e as primeiras lojas foram formadas por brasileiros que voltavam da Europa. Foi criado, nessa época, o Grande Oriente do Brasil (GOB), reconhecido pelo Grande Oriente da França.
O dia 20 de agosto é a data de celebração da maçonaria brasileira porque foi o momento da fundação do GOB, com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, em 1822. Seu primeiro grão-mestre foi o patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva. Assim como na independência do país, a ordem maçônica atuou de forma contundente em outros momentos da história brasileira, como na proclamação da República.
Fonte: ALMT – MT
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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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