CATEGORIA ADULTA

Abertas inscrições para os Jogos Abertos Mato-grossenses 2023

Competição realizada pela Secel reúne seleções municipais da categoria adulta em cinco etapas

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Esporte

Divulgação SECEL-MT

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) está com inscrições abertas para os Jogos Abertos Mato-grossenses 2023. Neste ano, a competição da categoria adulta inclui cinco fases regionais que classificam as seleções municipais para a etapa estadual. As modalidades em disputa são basquete, futsal, handebol e voleibol.

Cada município pode participar com uma equipe por modalidade e gênero. As inscrições são gratuitas e realizadas por meio de envio de documentos ao e-mail desportoescolar@secel.mt.gov.br. Os modelos dos documentos e o regulamento da competição estão disponíveis no site www.secel.mt.gov.br/eventos-esportivos.

“É uma satisfação retomar os Jogos Abertos, desta vez com as disputas regionais. Manter o evento no calendário esportivo do Estado é de fundamental importância para que os atletas adultos tenham perspectivas de treino e de desenvolvimento esportivo.  Estamos animados e já aguardando as inscrições das seleções municipais”, reforça o titular da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

As primeiras disputas regionais acontecem de 21 a 24 de setembro, e as inscrições devem ser feitas até o dia 11 de setembro. Nesse período, as seleções dos municípios das regiões Sul e Sudeste competem em Campo Verde, e as das regiões Oeste e Sudoeste, disputam os títulos regionais em Pontes e Lacerda.

A próxima fase regional será realizada em Juara, no período de 05 a 08 de outubro, com disputas das seleções municipais das regiões esportivas Médio Norte e Noroeste. Para essa disputa regional, o prazo de inscrição vai até o dia 25 de setembro.

Já os municípios das regiões esportivas Leste e Nordeste competem os Jogos Abertos Regionais no período de 19 a 22 de outubro, em Querência. As inscrições devem ser feitas até o dia 09 de outubro.

A quinta e última etapa regional irá reunir, em Colíder, as seleções municipais das regiões esportivas Norte e Centro Norte, entre os dias 26 e 29 de outubro.  O prazo de inscrição para essa disputa regional vai até o dia 16 de outubro.

As equipes masculinas e femininas vencedoras em cada fase regional competem pelos títulos de campeãs mato-grossenses na etapa estadual de sua respectiva modalidade. De 16 a 19 de novembro, haverá as disputas de futsal e handebol; e de 23 a 26 de novembro, será a vez do basquetebol e voleibol. As competições estaduais terão como sede o município de Sorriso.

Não há limite de idade para os atletas que fazem parte das seleções municipais, desde que acima de 18 anos, e cada equipe pode ter no máximo três atletas de até 17 anos. O regulamente também prevê um número limitado de equipes participantes, e por isso, o preenchimento das vagas será definido por de ordem de chegada dos ofícios de confirmação dos municípios.

SECOM/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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