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TV Assembleia lança primeiro documentário com audiodescrição

A primeira exibição de “Casarões Cuiabanos”, realizada no Teatro Zulmira Canavarros, também contou com recurso de audiodescrição ao vivo para pessoas com deficiência que participaram do evento

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Política

Foto: CIRANDA / DIVULGAÇÃO

O lançamento de “Casarões Cuiabanos – Identidade, Amor e História”, na noite de quinta-feira (17), contou com um grupo especial na plateia. Sete pessoas com deficiência participaram da exibição do documentário e puderam acompanhar cada detalhe do que era transmitido por meio da audiodescrição (AD), recurso de acessibilidade para que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor, ouvindo o que pode ser visto, e da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Além da exibição no Teatro Zulmira Canavarros, o documentário também terá uma versão com audiodescrição disponível no  YouTube da TV Assembleia.

Este é o primeiro documentário da TV Assembleia com recurso de acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão e vem para somar com um conjunto de iniciativas que vêm sendo implementadas pela Casa para ampliar a acessibilidade para todas as pessoas. As transmissões ao vivo das atividades parlamentares já contam com intérprete de Libras e a estrutura física do prédio está em adaptação para atender as exigências técnicas.

A secretária de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Rosimeire Felfili, afirma que ampliar a acessibilidade à população com deficiência é um desafio que aos poucos vem sendo superado. “Este documentário com audiodescrição representa um avanço em busca de um objetivo maior, que é ampliar a acessibilidade. A cada novo produto, buscamos inserir recursos e ferramentas que garantam a inserção de mais grupos”.

Desafio que faz toda diferença para quem vive a experiência. Thábata Reis, 29, é professora de alfabetização em braille no Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (Icemat) e, pela primeira vez, assistiu a um documentário com audiodescrição. “Eu não sou de Cuiabá e pude conhecer um pouco mais do Centro Histórico de Cuiabá nesta noite, uma experiência muito satisfatória”, afirmou Thábata.

 

Foto: CIRANDA / DIVULGAÇÃO

Sobre a iniciativa de incluir audiodescrição no documentário, Thábata, que possui baixa visão desde os 17 anos, destaca a importância incluir as pessoas com deficiências para que se sintam parte do meio em que estão inseridas. “A nossa necessidade é estar no ambiente e se sentir incluída, estar inteirado do que está acontecendo, se sentir parte e integrar”, resumiu Thábata.

O trabalho de audiodescrição do documentário “Casarões Cuiabanos” foi realizado pela servidora da Rádio Assembleia Thayana Bruno, audiodescritora roteirista e narradora, e da audiodescritora consultora Cida Leite, que é cega, e faz um trabalho de revisão e adaptação do roteiro. Durante o lançamento, toda a experiência do evento foi audiodescrita ao vivo, garantindo a acessibilidade não apenas ao conteúdo do documentário, mas à estrutura do Teatro e do que acontecia no local.

“O processo tem início com a familiarização com a obra, pesquisamos os aspectos estéticos do filme, além das referências históricas e arquitetônicas apresentados pelo documentário. O próximo passo é a confecção do roteiro, que é a tradução em si das imagens em palavras, e posterior consultoria, com o fechamento conjunto da versão final. Nessa noite a narração foi realizada ao vivo. A versão de AD integrada ao filme estará disponível no YouTube na próxima semana”, explica Thayana Bruno.

O produtor e roteirista do documentário, Anderson Sartori, destacou a importância de entregar um produto com recursos de acessibilidade. “É função da TV pública produzir conteúdo que seja acessível a todos. Este documentário marca nossa primeira produção com recursos para pessoas com deficiência visual. Um trabalho desempenhado em parceria com a Thayana que vai ampliar o alcance do filme”.

O coordenador de ensino de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Diego Baraldi, elogiou a iniciativa da TV Assembleia e disse que existe uma expectativa com relação às produções realizadas, principalmente com recursos públicos. “Esse material vem ao encontro das políticas de acessibilidade exigidas hoje para todo conteúdo de audiovisual. E a Assembleia atender isso demonstra a preocupação em atingir essas estratégias de acessibilidade”.

É lei – Desde 2019, a Lei 10.838 torna obrigatória a apresentação de obras cinematográficas adaptadas para pessoas com deficiência auditiva ou visual, através da utilização do recurso da audiodescrição e da legendagem em português em filmes nacionais em salas de cinema de municípios com mais de 100 mil habitantes. E, este ano, foi sancionada a Lei 12.130, que garante a acessibilidade das pessoas com deficiência visual aos projetos culturais patrocinados ou fomentados com verba pública estadual. A iniciativa, de autoria do deputado Sílvio Favero, contou com o engajamento do presidente da ALMT, Eduardo Botelho (União) para aprovação.

Para Thábata Reis, muito já se avançou  no processo de inclusão das pessoas com deficiência, principalmente com relação à educação. “Mas ainda há um longo caminho a percorrer. Existem muitas leis que estabelecem recursos de acessibilidade que não estão regulamentadas. Ainda tem muito a fazer para conquistarmos a autonomia e o cumprimento de nossos direitos”.

Secretaria de Comunicação Social

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Wilson Santos defende políticas de segurança alimentar e apoio a famílias vulneráveis

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Entre as 21 emendas apresentadas ao Projeto de Lei nº 692/2026, que estabelece as diretrizes para o orçamento estadual de 2027 (PLDO), está a proposta de n.° 27 do deputado estadual Wilson Santos (PSD) para apoiar e desenvolver ações de segurança alimentar e enfrentamento à fome em Mato Grosso. A iniciativa foi motivada pelo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que mapeia a situação dos 142 municípios mato-grossenses em relação ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade.

A proposta também resgata uma iniciativa que marcou a gestão do parlamentar como prefeito de Cuiabá, que foi a construção do Restaurante Popular, em 2007, onde permanece em funcionamento e oferece diariamente mais de mil refeições ao preço de R$ 2,00. “Eu construí esse restaurante e atendia uma antiga reivindicação da classe trabalhadora, principalmente dos assalariados que acabavam investindo parte do pequeno salário em alimentação. O restaurante ajuda muitas pessoas, gente humilde e a comida é muito boa”, destacou.

Conforme a justificativa da emenda apresentada pelo deputado, o objetivo é expandir o atendimento à população em situação de insegurança alimentar e promover a integração entre as políticas de assistência social, segurança alimentar, desenvolvimento rural e inclusão social. A proposta busca fortalecer a atuação do Estado no enfrentamento à pobreza e à exclusão social.

Para Wilson Santos, investir em alimentação de qualidade também pode contribuir para reduzir a pressão sobre os serviços públicos de saúde. “Economiza na conta da saúde, alimentando bem, vai menos a uma unidade de saúde. É importante reduzir as desigualdades sociais e a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade”, comentou.

O PLDO 2027 prevê receita líquida de R$ 42,1 bilhões e impacto estimado em R$ 862,6 milhões. O projeto segue para análise das emendas parlamentares. Após essa etapa, as propostas aprovadas integrarão a redação final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.

Fonte: ALMT – MT



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