VÁRZEA GRANDE
Redesim faz de Várzea Grande o município mato-grossense mais ágil para abertura de novas empresas
Antes da RedeSim e do Balcão Único, o contribuinte tinha que estar protocolando individualmente o seu pedido em várias secretarias, como o Meio Ambiente, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, solicitando licenciamento, e também na Gestão Fazendária
Política
Várzea Grande está comemorando em agosto quatro anos da efetiva integração a RedeSim da Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), um salto tecnológico que permitiu não apenas a simplificação e agilização do processo de formalização de novos negócios na cidade, como fez reduzir o tempo de espera para constituição de empresas de cerca de dois meses para cerca de dez minutos. A cidade é reconhecida e chancelada como o município mato-grossense mais ágil para abertura de novos negócios.
Mais que dados e números, a adesão à RedeSim garantiu a Várzea Grande o 1° Lugar na Categoria Geral do Prêmio Gentil Bussiki e também 1° Lugar na Categoria Licenciamentos da Jucemat.
Nesses quatro anos foram realizadas 45.419 consultas – que caracterizam intenção de investimento na cidade – que resultaram em 13.432 mil novas empresas abertas.
Proporcionar um ambiente seguro para atração de novos negócios – de todos os portes – sempre foi pauta da gestão do prefeito Kalil Baracat. “Segurança jurídica, processo simplificado, transparente e ágil. É isso que Várzea Grande oferta para os investidores, pois nossa meta é reverter um ambiente seguro para formalização de empreendimentos em oferta crescente de empregos formais ao várzea-grandense e que essas vagas possam ser ainda marcadas pela boa remuneração”.
Como lembra a secretária de Gestão Fazendária, Lucineia dos Santos, o município de Várzea Grande implantou a RedeSim justamente para poder melhorar o fluxo de abertura de empresas, reduzindo a burocracia, e assim, atrair grandes investidores. “Graças aos primeiros resultados com a RedeSim, fomos convidados pela Jucemat para ser o primeiro no estado de Mato Grosso a implantar o Balcão Único, também chamado de Jucemat Empresa Instantânea. Essa ferramenta permitiu a real evolução de todo processo que veio para dar maior celeridade à abertura de empresas consideradas de baixo risco, aquelas que não precisam ser licenciadas. Então nós fizemos o estudo, liberamos 431 CNAES que não precisam passar pela RedeSim, podendo simplesmente acessar a plataforma e em cerca de dez minutos ter, sem pagar taxas, o alvará em mãos”.
Até chegar a esse patamar de celeridade, Lucineia conta que foram muitos desafios enfrentados, não apenas pela Pasta, mas também para gestão do prefeito Kalil. “Foi uma iniciativa ousada, pois tivemos de abrir mão de receita e revolucionar internamente os processos da Gestão Fazendária, especialmente, aderir a novas tecnologias. Esses 431 CNAES estão isentos do pagamento da taxa da licença de localização do seu alvará no primeiro ano de funcionamento. Então, é dando oportunidade para aqueles que querem abrir o seu empreendimento, estimulando a saída da informalidade, que vamos tornando a cidade atrativa e geradora de empregos”.

SECOM/VG
Lucineia frisa que todo esse resultado – consolidado com a certificação de Várzea Grande como a cidade mais ágil do Estado para abertura de empresas – é fruto de um esforço coletivo de várias secretarias e da iniciativa própria do prefeito. “Não tem melhor resultado do que ter sido convidado para ser a primeira cidade do Estado a ofertar o Balcão Único, sendo a quinta em todo o País”.
REVOLUÇÃO – Antes da RedeSim e do Balcão Único, o contribuinte tinha que estar protocolando individualmente o seu pedido em várias secretarias, como o Meio Ambiente, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, solicitando licenciamento, e também na Gestão Fazendária, que seria o ponto final de toda a análise para que pudesse emitir o alvará, a licença de localização. Contudo, a unificação junto à RedeSim e à Junta Comercial, permitiu a integração online com a Sefaz/MT, com o Corpo de Bombeiro, com a Secretaria de Meio Ambiente, com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Vigilância Sanitária e a Gestão Fazendária. Isso foi um ganho muito grande para o Município, porque nós melhoramos muito o nosso fluxo do dia a dia, permitindo ao contribuinte abrir o seu empreendimento, sem sair de casa”.
A agilidade permitiu que do celular, empresas pudessem ser abertas em Várzea Grande em cinco minutos. “Antes demorava até dois meses para um contribuinte ter o seu alvará para poder colocar na parede, hoje não mais. Hoje, pela RedeSim, é uma questão de minutos. Aliás, a secretaria de Gestão Fazendária de Várzea Grande oferta todos os seus serviços, atende aos contribuintes, de forma 100% online”, reforçou.
Na prática, o contribuinte acessa a plataforma pela internet, dá entrada na formalização do empreendimento, recebe o boleto. Se fizer o pagamento em agências da Caixa Econômica ou em lotéricas, o alvará é emitido em 20 minutos. Pagamento em outros bancos leva até uma hora para dar baixa e liberar o alvará para emissão/impressão.
“Ganhos em agilidade e transparência. A RedeSim é um caminho sem volta”, reforçou o prefeito. Ainda conforme o prefeito, o ciclo virtuoso da economia várzea-grande se faz com a flexibilização de políticas públicas. “Por meio da RedeSim, abrimos mão de arrecadar a taxa de alvará de mais de 400 tipos diferentes de atividades, reduzimos o trâmite do processo de abertura, que ao invés de peregrinação em várias secretarias municipais atrás de autorizações, o que gerava custo ao empreendedor, hoje pode ser feito de forma 100% online. No mesmo dia, o alvará é emitido. Com isso, tornamos Várzea Grande um ambiente confiável, seguro e desburocratizado para abertura de empresas. Quanto mais empresas se instalarem, maior será nossa arrecadação, maior será a prestação de serviços à sociedade em geral e maior será a oferta de empregos para reter o várzea-grandense aqui na sua cidade”.
SECOM/VG
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Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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