ATÉ SEXTA-FEIRA
Consumidor pode negociar dívidas em atraso no mutirão Renegocia
Em Mato Grosso, o Procon-MT participa do Renegocia! pela plataforma consumidor.gov.br
Economia
Consumidores que querem negociar dívidas em atraso e regularizar sua situação financeira podem participar do mutirão Renegocia! até esta sexta-feira (11.08). Em Mato Grosso, o programa conta com a participação do Procon Estadual, órgão de defesa do consumidor vinculado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Pelo programa Renegocia!, organizado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), é possível negociar dívidas bancárias e não bancárias, como débitos com lojas varejistas, água, luz, telefone, entre outros. O foco é prevenir o superendividamento, mas todos os consumidores que possuem dívidas em atraso podem participar do mutirão.
¿¿¿¿¿¿¿“Não há limite de renda ou de valor da dívida e qualquer débito em atraso pode ser negociado no mutirão. O consumidor pode conseguir bons descontos”, enfatiza a coordenadora de Gestão de Processos e Documentos do Procon-MT, Márcia Santos.
Como participar
Em Mato Grosso, o Procon-MT participa do ‘Renegocia!’ pela plataforma de reclamação online consumidor.gov.br. Para participar, o consumidor deve acessar a plataforma utilizando a sua conta gov.br prata ou ouro. As principais empresas participam do Consumidor.gov.br.
O próximo passo é selecionar o credor para formalizar o pedido. No campo “Problema”, selecione a opção “Renegociação/parcelamento de dívida”. Ao preencher a solicitação, no campo “Descrição da Reclamação”, o consumidor deve informar que deseja participar do ‘Renegocia!’.
O fornecedor apresentará uma resposta que será avaliada pelo consumidor. Ao longo desse período, é possível interagir com a empresa, anexar documentos, tirar dúvidas e até complementar a reclamação, se necessário.
Alerta
Para evitar cair em golpes, o Procon-MT alerta que para participar do Renegocia!, pela plataforma consumidor.gov.br, o interessado deve acessar sua conta exclusivamente pelo site gov.br (sem nenhum outro intermediário).
O consumidor deve ficar atento, redobrar a atenção e desconfiar de sites que oferecem vantagens excessivas e grandes descontos. Nunca clique em links recebidos por aplicativos de mensagens, como e-mail, WhatsApp, SMS, redes sociais ou resultado de sites de busca. Digite o endereço direto no navegador e verifique atentamente o endereço.
Os mesmos cuidados devem ser tomados por quem optar por participar do mutirão – promovido pelo Ministério da Fazenda – Desenrola Brasil: os consumidores devem procurar apenas os sites oficiais do governo federal e instituições bancárias. “Caso desconfie de alguma proposta ou valor, entre em contato com seu banco nos seus canais oficiais”, previne Márcia Santos.
SECOM/MT
Economia
Ministro chama tarifa dos EUA de “indevida” e promete reação
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.
A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.
Brasil contesta
Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.
“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.
Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.
“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.
Setores afetados
Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.
“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.
Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.
Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.
O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.
Negociação primeiro
O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.
Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.
“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.
Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.
“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.
Próximos passos
De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.
O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.
Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.
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