Mato Grosso

TCEstudantil online permite participação de toda sociedade em 2020

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Mato Grosso

Da Redação.

O primeiro TCEstudantil Virtual do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), realizado durante a sessão remota da Corte de Contas desta quarta-feira (22), contou com a participação de estudantes, professores e coordenadores de 16 cursos universitários de 25 universidades e faculdades brasileiras, sendo uma de São Paulo. Ao todo, 1,3 mil pessoas acompanharam a sessão histórica por videoconferência, sendo que 501 pessoas, acessaram, entraram no chat e interagiram com perguntas.

A Secretaria de Articulação Institucional e de Desenvolvimento da Cidadania (SAI), coordenadora do TCEstudantil, informou que este foi um teste de como será o programa virtual, idealizado e implementado pelo TCE-MT a partir deste ano e que terá a participação de toda a sociedade.

A secretária da SAI, Cassyra Vuolo, explicou que o público-alvo nesta modalidade será ampliado para além dos estudantes universitários. “O foco é desenvolver estratégias que estimulem o público a acessar e assistir a sessão, realizando durante a transmissão ao vivo, um diálogo mediado pela SAI e acompanhado por uma equipe de auditores do TCE-MT, a fim de que as decisões, informações, sistemas e canais de comunicação do tribunal possam ser conhecidas, utilizadas e partilhadas em outras situações do cotidiano”.

Cassyra Vuolo contou ainda que, para que o primeiro TCEstudantil virtual se tornar realidade foi necessária uma articulação forte e objetiva, com coordenação e liderança.  “Em um curto espaço de tempo a SAI fez o estudo de viabilidade técnica em parceria com a Secretaria de Tecnologia da Informação, um levantamento de interesse junto às universidades e faculdades do estado, elaborou estratégia para este grupo e abriu o diálogo com os demais grupos de interesse que a unidade articula, obtendo uma enorme aceitação. Deste ponto em diante, a SAI levantou e preparou os dados, elaborou texto em diferentes linguagens e fez abordagens direcionadas para cada grupo”. 

Conforme a secretária, na mobilização foram enviados, de forma estratificada, um total de 15 mil e-mails e 8 mil mensagens pelo WhatsApp. Também foi adotada a certificação para atrair os estudantes. “Um número que serve apenas como marco referencial para futuras análises de esforço e retorno”.

O diretor acadêmico dos cursos de Ciências Contabeis, Administração e cursos superiores de Tecnologia na área de Gestão de Negócios da Invest, professor Emílio Rodrigues, ressaltou que o momento atual mostra que a tecnologia sempre estará a nosso favor.

“Poder participar da sessão remota do TCE-MT nos aproximou mais da questão pública e ampliou a capacidade de participação da sociedade. Ouvindo nossos alunos, foi uma experiência importante, pois, muitas vezes eles não poderiam ir às sessões presenciais. Só temos a agradecer ao TCE, que é parceiro das universidades e é da Faculdade Invest há mais de dois anos”, disse.

Na avaliação da secretária da SAI os debates no chat foram bastante positivos sobre os assuntos discutidos e votados na sessão, favorecendo a percepção imediata do impacto das decisões e o pensamento do cidadão em relação ao assunto, nível de envolvimento e engajamento social com questões coletivas.

Mais de 50 municípios de Mato Grosso acessaram e participaram do chat e representantes de duas cidades de outros estados acessaram o link da sessão remota, sendo eles de Campo Grande (MS) e de Ribeirão Preto (SP).

Foto: TCE-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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